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Mohammad Reza Pahlavi

Mohammad Rezā Shāh Pahlavi foi o Xá do Irã de 16 de setembro de 1941 até à sua deposição pela Revolução Iraniana, em 11 de fevereiro de 1979. Segundo e último monarca da Pahlavi, ele assumiu o título de Shāhanshāh após sua coroação, em 26 de outubro de 1967. Mohammad Reza Pahlavi ostentou vários outros títulos, incluindo o de Āryāmehr e Bozorg Arteshtārān.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Primeiros anos

Nascido em Teerã, Mohammad Reza era o segundo filho (primeiro varão) de Reza Xá e sua segunda esposa, Tadj ol-Molouk.[a] Entretanto, como seu pai tornou-se Xá apenas em 1925, ele e seus irmãos não nasceram como membros da realeza. Descrito como uma criança fraca e doentia,[b] Mohammad Reza foi criado em quase total isolamento até os seis anos de idade, convivendo apenas com sua mãe, irmãos, servos e velhos oficiais militares. Porém, ao ser investido como príncipe herdeiro, seu pai decidiu que o futuro monarca deveria ter uma "educação mais viril". Assim, ele foi separado de sua mãe e irmãs, passou a ser criado por uma governanta francesa e a estudar em uma escola especialmente montada para recebê-lo, com colegas de classe "cuidadosamente selecionados" entre garotos da elite. Quando Mohammad Reza completou 11 anos, Reza Xá, pretendendo isolá-lo da atmosfera incapacitante da corte, aceitou a recomendação de seu chefe de gabinete, Abdolhossein Teymourtash, de enviar o jovem para estudar no Instituto Le Rosey, um internato suíço. Ele foi o primeiro príncipe iraniano na linha de sucessão ao trono a estudar no exterior, permanecendo quatro anos na Suíça. Retornou ao Irã em 1936 e ingressou na academia militar de Teerã, graduando-se dois anos depois como segundo-tenente de Infantaria e líder de sua turma. Pouco depois, ele foi nomeado por seu pai inspetor das Forças Armadas Imperiais do Irã.

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Início do reinado

Deposição de Reza Xá

Por muitas décadas, o Irã e o Império Alemão mantiveram laços de cooperação, em parte como uma reação às ambições do Reino Unido e do Império Russo (e mais tarde, a União Soviética) sobre a região. Mesmo quando os nazistas chegaram ao poder na Alemanha em 1933, o comércio entre os dois países não foi seriamente afetado. Ao contrário, a propaganda nazista, por vezes, mencionava e exaltava a ancestralidade ariana comum entre as duas nações. Embora o Irã tivesse declarado sua neutralidade numa fase ainda precoce da Segunda Guerra Mundial e possuísse pouca afinidade com as políticas antissemitas da Alemanha Nazi,[c] os britânicos passaram a acusar o país de ser pró-alemão e apoiador do nazismo. Essa postura parece ser justificada pela importância estratégica que o Irã passou a ter para o governo britânico, que temia que a refinaria de Abadã (pertencente à britânica Anglo-Iranian Oil Company) pudesse cair sob domínio alemão. Responsável pela produção de oito milhões de toneladas de petróleo em 1940, a refinaria era uma parte crucial do esforço de guerra dos Aliados.[d]

Nacionalização do petróleo e golpe de 1953

No início dos anos 1950, a crise política no Irã dominava a atenção dos líderes políticos britânicos e americanos. Nas eleições parlamentares de 1951, a Frente Nacional, uma coalizão de partidos de oposição a Mohammad Reza, alcançou maioria na Majlis e seu líder Mohammed Mossadegh, comprometido com a nacionalização da indústria petrolífera iraniana (controlada, à época, pela Anglo-Iranian Oil Company), foi apontado para o cargo de primeiro-ministro. Sob sua liderança, o movimento nacionalista do parlamento aprovou por unanimidade a lei de nacionalização, encerrando as atividades da lucrativa AIOC, que foi um dos pilares da economia e da influência política britânica na região.

Tentativas de assassinato

Mohammad Reza Pahlavi foi alvo de pelo menos duas tentativas de assassinato sem sucesso. Em 4 de fevereiro de 1949, ele participou de uma cerimônia anual para comemorar a fundação da Universidade de Teerã. Na cerimônia, Fakhr-Arai disparou cinco tiros contra ele a uma distância de 10 metros. Apenas um dos tiros atingiu o rei, pastando sua bochecha. Fakhr-Arai foi imediatamente baleado por policiais nas proximidades. Após uma investigação, pensava-se que Fakhr-Arai era um membro do Partido Tudeh, que foi banido. No entanto, há evidências de que o suposto assassino não era um membro do Tudeh, mas um fundamentalista religioso membro da sociedade secreta Fada'iyan-e Islam. O Tudeh foi, no entanto, considerado culpado e perseguido.

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Fontes consultadas

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