Carlos Colla
Carlos de Carvalho Colla foi um compositor e produtor musical brasileiro.
Imagem: SamueleGhilardi · BY-NC-ND · Openverse
Filho de imigrante italiano, Carlos Colla desde muito jovem interessou-se por música. Aos 14 anos mudou-se com a família para Teresópolis, região serrana do Rio, onde conheceu e fez amizade com o violonista Alfredo Pessegueiro do Amaral e Franklin de Almeida Lima, amigo e compositor local. Com essa idade começou a compor. Foi em Teresópolis, que recebeu sua primeira oportunidade de emprego feita pelo radialista Bandeira Júnior. O radialista que era muito popular na região, foi o primeiro a observar, e apostar efetivamente no talento de Carlos. Na sua infância viveu com seus pais na comunidade de Tapera distrito de Trajano de Moraes, cidade do interior do Rio de Janeiro, onde seu pai o Dr. Colla era engenheiro na construção da Hidrelétrica de Macabú. A Tapera foi e é palco de muitas canções do Carlos, uma delas é "Fogão de Lenha" música que conta um pouco de sua infância. Teve dois filhos no primeiro casamento, Carlos Camara de Carvalho Colla e Daniela Camara Colla, e, do relacionamento de dois anos e meio com a Miss Brasil Marisa Fully Coelho, uma filha, Laura Colla.
Compositor de Roberto Carlos
Iniciou a carreira artística nos anos 70, como guitarrista da banda O Grupo. Foi numa apresentação do conjunto O Grupo no Canecão que Carlos Colla e Roberto Carlos se conheceram. Acompanhado de Maurício Duboc, Colla foi pedir ao Rei uma música e, prontamente, Roberto Carlos respondeu: "tudo bem, desde que vocês façam uma pra mim". Carlos Colla se entregou ao desafio de corpo e alma e compôs com Maurício as músicas "A Namorada" e "Negra", que Roberto Carlos gravou em 1971 e 1972 respectivamente. Nascia o compositor e a parceria de grandes sucessos, Colla e Duboc. Roberto Carlos gravou 17 composições da dupla. Desde então, Carlos Colla figura entre os compositores preferidos do Rei, com mais de 40 sucessos gravados por ele.
De advogado a poeta
Em 1974, Carlos Colla graduou-se bacharel em Direito. Durante dez anos, exerceu a carreira de advogado, mas não abandonou a música e tampouco parou de compor as canções encomendadas pelo mais importante intérprete brasileiro, Roberto Carlos. No ano de 1980, Carlos Colla trabalhava na OAB do Rio de Janeiro e presenciou a explosão da carta-bomba, episódio que marcou a história política do Brasil e também assinalou o fim de sua carreira advocatícia.
Música
A partir de 1980, com outros parceiros, entre os quais Chico Roque ("Sonho por Sonho", que ganhou o Brasil nas vozes de Leandro & Leonardo; "Meu vício é você" e "Delírios de amor", de Alcione, em 1987 e 1993; com Chitãozinho & Xororó "Meu disfarce", de 1986, música gravada por Fafá de Belém dois anos depois, e "Fogão de lenha", de 1987), e "Solidão", de Sandra de Sá em 1986); Marcos Valle (“Bye Bye Tristeza”, sucesso na voz de Sandra de Sá; "Será", canção gravada por Fafá de Belém em 1989; e "Taras e manias", hit de Elymar Santos em 1990), Elias Muniz ("Você vai ver", propagada em escala nacional, em 1994, nas vozes de Zezé Di Camargo & Luciano) e Ed Wilson, compôs para cantores de outros gêneros musicais, como sambistas e sertanejos.
Morte e homenagem póstuma
Carlos Colla morreu em 13 de janeiro de 2023, aos 78 anos. Ele estava internado no Hospital Copa Star, da Copa Star, da Rede D'Or, no bairro carioca de Copacabana, onde passou por uma cirurgia para tratar dois aneurismas da aorta abdominal. Segundo o filho, Carlos Colla Jr., o pai teve uma parada cardiorrespiratória, fruto de uma pneumonia e insuficiência renal. Um decreto municipal da cidade do Rio de Janeiro criou a Praça Carlos Colla, sendo publicado no Diário Oficial do Município no dia 5 de setembro de 2023, após aprovação da Comissão Carioca de Nominação dos Logradouros e Equipamentos Públicos, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano. As placas de nomenclatura da nova praça foram instaladas dois meses depois, no bairro de Laranjeiras; a praça fica entre as ruas Aparício Borges e Cardoso Júnior.


