Alexander McQueen (marca)
Alexander McQueen é uma marca de moda de luxo britânica fundada pelo estilista Alexander McQueen em 1992, reconhecida internacionalmente por suas coleções inovadoras que combinam alfaiataria tradicional com abordagens experimentais e conceituais no design de vestuário.
Biografia
Alexander McQueen foi um estilista britânico que se destacou internacionalmente por sua abordagem inovadora e teatral na moda contemporânea. Ao longo de sua carreira, tornou-se uma das figuras mais influentes do setor, assumindo cargos de destaque e construindo sua própria marca de luxo. McQueen tornou-se estilista principal da Givenchy, casa de moda francesa pertencente ao grupo de luxo LVMH. Posteriormente, em 2004, lançou sua própria linha de moda masculina, consolidando sua independência criativa. Durante sua carreira, recebeu quatro vezes o prêmio de "Estilista Britânico do Ano" pelo British Fashion Council e foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico em reconhecimento à sua contribuição para a moda britânica.
Depois de concluir um mestrado na Saint Martins, em 1990, Alexander McQueen passou a unir as técnicas de alfaiataria com um estilo pautado pelas ruas de Londres, a maior referência para suas coleções. Em 1993, Alexander McQueen apresentou sua primeira coleção em Londres, intitulada Taxi Driver, referência ao filme de Martin Scorsese e possivelmente uma homenagem ao seu pai, que trabalhava como taxista. Nesta coleção inicial, McQueen introduziu as chamadas calças “bumster”, caracterizadas por uma cintura extremamente baixa, que se tornaram emblemáticas da moda dos anos 1990 e 2000. Em entrevistas, o estilista comentou sua intenção de explorar novas proporções corporais e provocar debates sobre sensualidade e estética no vestuário. Em 2000, o grupo Gucci adquiriu 51% da empresa de Alexander McQueen, fornecendo capital para expansão global da marca. Pouco depois, o estilista deixou a Givenchy para focar em sua própria grife.
A obra de Alexander McQueen é amplamente reconhecida por sua forte carga conceitual e teatralidade. Seus desfiles frequentemente incorporavam elementos performáticos, narrativas dramáticas e referências culturais globais. Entre suas principais influências estavam culturas de diferentes regiões do mundo, como África, China, Índia, Turquia e Japão. Essas referências eram incorporadas em suas coleções por meio de materiais diversos, como penas, flores, couro e vidro, resultando em peças altamente esculturais e conceituais. Algumas de suas criações mais conhecidas incluem vestidos e acessórios icônicos, como peças com elementos naturais e estruturas dramáticas, além de acessórios como o famoso lenço com estampa de caveira, que se tornou um símbolo da marca. O trabalho de Alexander McQueen foi amplamente reconhecido por sua combinação de subversão e tradição, característica presente desde suas primeiras coleções. Essa dualidade se manifestava em peças como as calças conhecidas como “bumster”, casacos de alfaiataria de corte preciso, tecidos deliberadamente desgastados, couro rasgado e o uso de renda desfiada que frequentemente revelava o corpo de forma intencional.
Alexander McQueen ficou conhecido por transformar seus desfiles em verdadeiras performances artísticas. Muitas de suas apresentações exploravam temas como política, história, psicologia e crítica social. A coleção de Outono/Inverno de 1995, intitulada Highland Rape, abordou de forma controversa temas relacionados à história da Escócia e sua relação com a Inglaterra, gerando grande repercussão na imprensa especializada. “Esta coleção foi um grito contra designers ingleses vestindo roupas escocesas extravagantes. A família de meu pai é originária da ilha de Skye e eu estudei a história dos levantes escoceses . As pessoas eram tão pouco inteligentes que pensaram que se tratava de mulheres sendo estupradas; no entanto, o Highland Rape era o estupro da Escócia na Inglaterra.” Em 1996, o desfile Dante foi realizado em uma igreja, incorporando referências religiosas e filosóficas, inspirado na obra de Dante Alighieri. A apresentação foi considerada um marco na consolidação internacional da carreira do estilista.
Além da linha principal, McQueen lançou a linha secundária McQ em 2006, voltada para um público mais jovem e urbano. A marca foi posteriormente suspensa em 2022. O estilista também participou de projetos em outras áreas, incluindo fragrâncias como Kingdom (2003) e MyQueen (2005), além de colaborações com marcas como Puma e MAC Cosmetics.
Após sua morte em 2010, a marca Alexander McQueen continuou sob direção criativa de Sarah Burton, que havia trabalhado diretamente com o estilista durante anos. Burton manteve a estética da marca ao mesmo tempo em que introduziu novas abordagens criativas. Em 2023, Sarah Burton deixou o cargo de diretora criativa da marca, e posteriormente foi anunciada a nomeação de Sean McGirr como seu sucessor.


