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Alexandro Alves do Nascimento

Alexandro Alves do Nascimento, mais conhecido como Alex Alves foi um futebolista brasileiro. Destacou-se em campo pela velocidade e habilidade para superar seus marcadores. Ficou bastante conhecido pela ginga de capoeira que fazia nas comemorações após marcar um gol.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/06/2026
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Carreira

Alex iniciou sua carreira aos 13 anos nas divisões de base do Vitória e estreou no profissional em 1992. Em 1993, liderando a equipe baiana no Campeonato Brasileiro, atuando ao lado de jogadores como Dida, Roberto Cavalo, Paulo Isidoro e outros, com um total de oito gols na competição, foi premiado com a Bola de Prata da revista Placar na "Seleção do Campeonato". Em 1994, foi artilheiro do Campeonato Baiano, com 20 gols. Em seguida, o atacante transferiu-se para o Palmeiras e conquistou o Campeonato Brasileiro. Sem muito destaque no Palmeiras, transferiu-se para o Juventude e posteriormente para a Portuguesa.

Cruzeiro

Em 1998, foi contratado pelo Cruzeiro, fase considerada como uma das melhores de sua carreira. Atuando inicialmente como reserva, no decorrer da temporada ganhou espaço e contribuiu com gols importantes, levando a equipe à final no Campeonato Brasileiro daquele ano. Em 1999, com ótimas apresentações e vários gols, o atacante agitava a torcida comemorando com a ginga de capoeira, gesto que virou sua marca. No mesmo ano, foi artilheiro do time celeste no Campeonato Brasileiro, com 22 gols. Com a camisa do Cruzeiro, Alex atuou em 114 partidas, marcando um total de 55 gols.

Hertha Berlim

Ainda em 1999, o Cruzeiro vendeu o atacante Alex Alves para o Hertha Berlin, da Alemanha, por US$ 7 milhões. Sua passagem pelo clube alemão foi cheia de lesões, controvérsias e polêmicas fora do campo, sendo considerado pela imprensa local como "garoto problema". Em mais de uma oportunidade, o jogador chegou a ser detido e multado pela polícia, por estar dirigindo em alta velocidade e sem carteira de motorista. O jornal Bild chegou a classificar o jogador entre as 50 piores contratações da história do futebol alemão.

Retorno ao Brasil

Seu retornou ao Brasil teria sido motivado para acompanhar o tratamento de sua mãe, que teve um aneurisma cerebral. Em maio de 2003, o jogador foi apresentado como reforço do Atlético Mineiro. O jogador teve como companheiros de ataque o então consagrado Guilherme e o também ex-cruzeirense Fábio Júnior. Durante o Campeonato Brasileiro, Alex atuou em 27 partidas e marcou oito gols. Em 2007, acertou contrato com o Boavista-RJ, onde disputou a Primeira Divisão do Estadual do Rio. Em 2008, o jogador passou a treinar no Fortaleza sob o comando do preparador físico Alexandre Irineu e participando também dos coletivos. Em 2010, foi contratado para jogar pelo União Rondonópolis, do Mato Grosso. mas o fraco rendimento e confusões com a imprensa e torcedores locais fizeram com que o atleta acabasse sendo dispensado poucas semanas após sua apresentação.

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Doença e morte

Em outubro de 2012, Alex Alves internou-se no hospital Amaral Carvalho, em Jaú, interior paulista, supostamente para a realização de um tratamento contra a hemoglobinúria paroxística noturna. A notícia sobre a doença de Alex, além de uma possível internação, já havia sido noticiada em 2007, mas havia sido negada pelo jogador. Na manhã do dia 14 de novembro, o ex-atleta não resistiu às complicações da anemia e morreu. Segundo nota publicada à imprensa, o hospital informou que Alex sofria de uma doença rara chamada hemoglobinúria paroxística noturna (HPN – um tipo raro e grave de anemia, noticiado erroneamente, na imprensa, como leucemia) e morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos, após transplante de medula óssea realizado em 5 de outubro. Alves recebeu medula óssea de seu irmão, mas o tecido recebido reagiu contra o organismo do futebolista, levando-o a óbito. Como não deixou testamento, sua ex-mulher, Nádia França, com quem teve a filha Alexandra, e sua mãe, Nilda, entraram com ações legais para receberem o pagamento de uma antiga dívida do Vasco.

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