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Alexandrina de Balazar

Alexandrina de Balazar, nascida Alexandrina Maria da Costa, foi uma pessoa tida como sendo uma mística católica portuguesa com fama de santidade. Foi membro de diversas associações religiosas: à Associação das Filhas de Maria, à Associação do Sagrado Coração de Jesus, à Obra das Marias dos Sacrários e, entre outras, à Associação dos Salesianos Cooperadores. É ainda conhecida por ter influenciado o Papa Pio XII a efetuar a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/06/2026
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Biografia

Nascida a 30 de Março de 1904 no lugar de Gresufes, em pleno meio católico e rural de Balazar, para frequentar a escola primária, Alexandrina mudou-se em 1911 para o meio urbano da Póvoa de Varzim, onde viveu na pensão de um marceneiro, na Rua da Junqueira. Ao fim de dezoito meses, regressou à freguesia natal, para o lugar do Calvário, freguesia esta de Santa Eulália de Balazar onde, desde o tempo da sua quarta avó materna Tereza Maria da Costa Carneira — bisneta do Morgado da Santíssima Trindade, Pedro Carneiro da Gram —, é a terra onde viveu toda a sua família. Começou a trabalhar cedo na lavoura, como era usual na altura. Era uma menina vigorosa, a ponto de afirmar na sua Autobiografia que a equiparavam aos homens no que diz respeito ao rendimento do trabalho. Aos 12 anos adoeceu, provavelmente de febre tifóide, ficando a sua saúde, a partir desse momento, algo comprometida. Com 14 anos, no dia de Sábado de Aleluia (antes da Páscoa) de 1918, estando a trabalhar em costura com a sua irmã Deolinda e outra menina, deu um salto do quarto onde estava para se defender de agressores que invadiram a casa, numa atitude semelhante à de Santa Maria Goretti que morreu em defesa da sua virgindade.

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Promessas de Jesus

Nas Suas aparições e revelações à Beata Alexandrina de Balazar, Jesus apresentou-lhe duas promessas:

Devoção das 6 Primeiras Quintas-feiras

«Minha filha, minha esposa querida, faz com que Eu seja amado, consolado e reparado na Minha Eucaristia. Diz, em Meu nome, que todos aqueles que comungarem bem, com sinceridade e humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do Meu sacrário passarem uma hora de adoração e íntima união Comigo, lhes prometo o Céu. É para honrarem pela Eucaristia as Minhas Santas Chagas, honrando primeiro a do Meu sagrado ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da Minha Bendita Mãe e em nome delas nos pedir graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo, a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para defendê-lo.»

Visita ao túmulo da Beata Alexandrina

«Prometo-te — confia — que depois da tua morte todas as almas que visitarem o teu túmulo serão salvas, a não ser que o visitem para prevalecer no pecado, abusando da grande graça que por ti lhes dei. Para todas as que visitarem o teu túmulo se salvarem, necessitam doutras graças, que não são precisas às que o teu leito visitarem, mas por ti lhes serão dadas.»

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Divulgação e defesa da beatificação

Entre os estudiosos da sua vida e escritos, que tornaram viável a abertura, desenvolvimento e conclusão do Processo Diocesano para a beatificação e canonização, destacam-se, além do já citado Padre Mariano Pinho, o italiano Padre Humberto Pasquale e o Casal Signorile. Os livros escritos por este Casal (os professores Chiaffredo e Eugénia Signorile) são referência importante para o conhecimento da obra da Alexandrina de Balazar (alguns deles, como a recorrentemente citada «Figlia del Dolore Madre di Amore» estão disponíveis on-line). Os seus devotos consideram-na como uma das maiores figuras místicas de toda a história da Igreja, equiparando-a a Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina de Siena, Santa Faustina Kowalska, Beata Maria do Divino Coração Droste zu Vischering, Beata Anna Catarina Emmerich, entre algumas outras. A divulgação da sua vida iniciou-se em Balazar, mas atingiu larga escala a partir do Norte de Itália, onde trabalhou o Padre Humberto Pasquale, e da organização irlandesa «Alexandrina Society», cujo boletim é, ainda hoje, publicado para vários países de todos os continentes. Em Balazar publicou-se um boletim durante duas décadas e meia. Hoje, a sua divulgação faz-se em larga medida pela Internet.

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Fontes consultadas

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