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Anna Catarina Emmerich

A beata Anna Catarina Emmerich foi uma freira agostiniana, mística, visionária e arrebatada, beatificada pelo Papa João Paulo II em 3 de outubro de 2004.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 01/07/2026
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História

Os seus pais foram os pobres camponeses Bernard Emmerich e Anne Hiller. Em 13 de novembro de 1802, aos 28 anos, foi aceita no Convento de Agnentenberg, em Dülmen. Durante a infância, relatos afirmam que tinha constante visões de Jesus, Maria, e de santos, aos quais entregava coroas de flores no dia de comemoração em nome deles. Afirma-se também que tinha a capacidade de identificar lugares sacros e pagãos, assim como identificar ervas medicinais que ninguém conhecia antes ou apontar quando algum objeto ou lugar era sagrado ou pagão; mesmos traços que foram identificados em outras personalidades que manifestaram "dons divinos", como Santa Sibyllina de Pavia. Em relatos, descreve que as visões eram tão comuns para ela, que acreditava que toda criança tinha a mesma experiência, e todos simplesmente ficavam calados; por isso, também permanecia em silêncio para que não achassem que estava se vangloriando.

Morte

Anna Catarina passou a ficar cada vez mais fraca durante o verão de 1823. Ela morreu em 9 de fevereiro de 1824 em Dülmen e foi enterrada no cemitério nos arredores da cidade, com um grande número de pessoas participando de seu funeral. Seu túmulo foi reaberto duas vezes nas semanas após o funeral, devido a um boato de que seu corpo havia sido roubado, mas o caixão e o corpo foram encontrados intactos. Em fevereiro de 1975, os restos mortais de Emmerich foram transferidos para a Igreja de Santa Cruz em Dülmen, onde descansam hoje.

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Casa da Virgem Maria

Brentano e Emmerich nunca haviam estado em Éfeso, e de fato a cidade ainda não havia sido escavada; mas as visões contidas em A Vida da Virgem Maria foram usadas durante a descoberta da Casa da Virgem Maria, o suposto lar da Virgem Maria antes de sua Assunção, localizado em uma colina perto de Éfeso, conforme descrito no livro Casa da Maria. Em 1881, um padre francês, o Abbé Julien Gouyet, usou o livro de Emmerich para procurar a casa em Éfeso e a encontrou com base nas descrições. Ele não foi levado a sério a princípio, mas a irmã Marie de Mandat-Grancey persistiu até que outros dois padres seguiram o mesmo caminho e confirmaram a descoberta. A Santa Sé ainda não assumiu uma posição oficial sobre a autenticidade do local, mas em 1951 o Papa Pio XII declarou inicialmente a casa um lugar sagrado. Mais tarde, o Papa João XXIII tornou a declaração permanente. Os Papas Paulo VI em 1967, João Paulo II em 1979 e Bento XVI em 2006 visitaram a casa e trataram-na como um santuário.

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