Alexandre Wollner
Alexandre Wollner foi um designer gráfico visionário, amplamente reconhecido como o pai do design moderno no Brasil. Sua trajetória é marcada por uma profunda influência na formação e no fortalecimento da área, além de uma carreira repleta de trabalhos icônicos.
Pontos-chave
- Considerado o pai do design moderno no Brasil.
- Filho de imigrantes iugoslavos, iniciou seu interesse por design na oficina tipográfica do pai.
- Estudou na Escola da Forma de Ulm, na Alemanha, sucessora da Bauhaus.
- Co-fundou a FormInform, escritório pioneiro em design no Brasil.
- Participou da fundação da primeira escola de design do país, a ESDi.
Imagem: DesignUniso · BY-NC-SA · Openverse
Alexandre Wollner é aclamado como o pai do design moderno no Brasil, tendo desempenhado um papel crucial em diversas entidades que impulsionaram a área. Nascido de pais imigrantes iugoslavos, seu fascínio pelo design começou cedo, na oficina de tipografia de seu pai, onde ele recriava manualmente manchas de jornais, revistas, livros e desenhos paternos. Na adolescência, aprimorou seus estudos no Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo. Seu talento o levou a obter uma bolsa de estudos na recém-fundada Escola da Forma de Ulm, na Alemanha, instituição que sucedeu a renomada Bauhaus. A arte concreta exerceu forte influência em seu estilo. Ao retornar ao Brasil, uniu-se a Geraldo de Barros, Ruben Martins e Walter Macedo para fundar a FormInform, um escritório pioneiro em design no país. Apesar de não possuir um diploma formal de "designer gráfico", recebeu autorização especial do Ministério da Educação para lecionar em cursos superiores, contribuindo significativamente para a criação da primeira escola de design do Brasil, a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI).
Imagem: DesignUniso · BY-NC-SA · Openverse
O portfólio de Alexandre Wollner inclui a criação de logotipos memoráveis para diversas empresas de destaque. Entre seus trabalhos mais notáveis estão as identidades visuais de Itaú, Elevadores Atlas, Sardinhas Coqueiro, Klabin, Ultragás, Philco e Hering, entre muitas outras. É importante notar que, embora Wollner tenha concebido as cores e formas originais do logotipo do Banco Itaú, estas foram posteriormente modificadas por Francesc Petit, um dos fundadores da agência DPZ. Petit introduziu a cor laranja, com a justificativa de que agregaria jovialidade, desconsiderando, assim, a pesquisa histórica que embasou o projeto original de Wollner.
Em 1966, o Banco Central do Brasil promoveu um concurso para selecionar as novas cédulas que comporiam o padrão monetário do Cruzeiro, vigente entre 1970 e 1986. Alexandre Wollner foi um dos talentosos participantes deste certame. Contudo, o projeto que sagrou-se vencedor foi o de Aloísio Magalhães.


