Aloísio Magalhães
Aloísio Sérgio Barbosa de Magalhães foi um designer gráfico brasileiro. É considerado pioneiro na introdução do design moderno no Brasil, tendo ajudado a fundar a primeira instituição superior de design no país, intitulada como Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI). Após ter se especializado em design gráfico e comunicação visual nos Estados Unidos, lecionou na Academia de Belas-Artes da Pensilvânia, na Filadélfia.
Nascido em Recife, formou-se em direito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1950, época em que trabalhava como cenógrafo e figurinista no Teatro do Estudante de Pernambuco, além de conduzir os bonecos no espetáculo. Com uma bolsa de estudos concedida pelo governo francês, cursou museologia em Paris, entre 1951 a 1953, mesmo local onde frequentou o Atelier 17, no qual foi aluno de Stanley William Hayter. No ano seguinte, retornou ao Brasil na cidade de Recife para fundar o Gráfico Amador, ao lado de Gastão de Holanda, Orlando da Costa Ferreira e José Laurenio de Mello. Em 1956, foi para os Estados Unidos visando o estudo de design gráfico e comunicação visual, período em que publicou, ao lado de Eugene Feldman, os livros Doorway to Portuguese e Doorway to Brasília, além de ter lecionado na Academia de Belas-Artes da Pensilvânia. Quatro anos depois, retornou ao Brasil para criar um escritório especializado na área em que estudou, realizando projetos para empresas privadas e órgãos públicos. Em 1963, fez parte da criação da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), no Rio de Janeiro, a primeira escola superior de design no Brasil; no qual deu aulas sobre o tema. No ano seguinte, foi responsável por desenvolver o logotipo do IV Centenário do Rio de Janeiro, trabalhou que repercutiu no cenário público, além de ter desenvolvido o símbolo da Fundação Bienal de São Paulo.
Cédulas do Banco Central
Em 1966, Aloísio Magalhães participou de um concurso organizado pelo Banco Central do Brasil para desenvolver o layout gráfico e o padrão monetário das novas cédulas brasileiras (cruzeiro novo a partir daquele ano), no qual foi vencedor. O padrão moiré foi uma obra muito elogiada como fonte de inovação, uma vez que o desalinhamento reticular costuma gerar um efeito de difícil reprodução. Posteriormente, ao redesenhar a moeda, ele novamente inovou. Segundo Aloísio, a grande dificuldade foi saber que a cédula monetária possui os lados acima e abaixo para que o valor pudesse ser reconhecido, ou seja, independente da posição, a nota teria a mesma visualização. Com base nessa aplicação, ele propôs espelhamento na notas; com exceção das moedas, que não teve esta semelhança entre cima e baixo.
Entre 1953 a 1977, foram realizadas exposições individuais e coletivas quanto ao trabalho de Aloísio Magalhães no design gráfico.
Aloísio Magalhães também foi premiado pelo seu destaque no design gráfico.
Imagem: Calmax · BY-NC-SA · Openverse
Aloísio Magalhães faleceu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1982, após sofrer derrame cerebral ao tomar posse na chefia da reunião dos Ministros da Cultura da América Latina. Em 1982, ano de sua morte, foi homenageado com um museu em seu nome, anteriormente chamado Galeria Metropolitana de Arte do Recife, mudou a nomenclatura para Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães. No entanto, foi alterado para Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) em 1997. Em 1998, o presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) edita o Decreto 7 508 para definir 5 de novembro como "Dia Nacional do Design", em homenagem ao dia em que Aloísio Magalhães nasceu e pelo mesmo ter sido o pioneiro design gráfico no Brasil.


