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Alexandre de Sousa Freire

Alexandre de Sousa Freire foi um militar e administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador Regente do Estado do Maranhão entre 1728 e 1736.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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Início de vida

Alexandre de Sousa Freire nasceu em uma família de tradição de serviços à coroa portuguesa, sendo descendente agnático de D. Pedro de Sousa, Conde do Prado, e por vez deste da Casa de Sousa-Prado, fundada por Martim Afonso Chichorro, filho natural de Afonso III de Portugal com Madalena Gil. Era o segundo filho de Bernardim de Sousa Freire, que era casado com sua sobrinha Maria Madalena Josefa de Sousa, sendo esta filha do homônimo Alexandre de Sousa Freire, Governador-Geral do Brasil. Em 1681 Bernardim foi para África para governar Mazagão, sendo acompanhado por seus dois filhos, Manuel e Alexandre. Participaram os irmãos de conflitos contra os mouros, protegendo a fortaleza, e por isso receberam o hábito da Ordem de Cristo. Alexandre retornou ao reino em 1686 e no ano de 1691 se matriculou na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, tomando um rumo diferente ao militar, pois como tinha 20 anos e era solteiro, almejava entrar para os altos ciclos da sociedade por forma acadêmica. Essa possibilidade foi aumentada pois seu irmão Manuel, havia se casado com uma filha do terceiro Conde de Aveiras, mas em 1699 Alexandre voltara a ser soldado, o que fez com que fosse se deslocar para Salvador, cidade onde seu avô já estivera quando governador-geral.

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Ascensão na Bahia

Em 1701, Alexandre já se encontrava casado com Leonor Maria de Castro, filha de André de Brito e Castro, fidalgo da Casa Real, cavalheiro da Ordem de Cristo, provedor da Alfândega de Salvador e membro da elite local, sendo este cargo herdado por Alexandre por dote. A família Brito e Castro estava na Bahia desde 1620 e haviam participado da defesa da cidade. Neste cargo ficou responsável pelo rendimento do tráfico de escravos entre Salvador e São Tomé, fazendo grande carreira entre 1705 e 1712 e tornando-se senhor de engenho. Foi promovido a Mestre de Campo dos Auxiliares no governo de D. Rodrigo da Costa. Quando pensava ter acumulado suficiente prestígio, apresentou uma carta ao Conselho Ultramarino listando seus serviços para concorrer ao governo da Capitania de Pernambuco, mas perdeu para Sebastião de Castro Caldas que havia governado a Capitania do Rio de Janeiro entre 1695 e 1697. Em 1712 renunciou ao cargo e retornou para Lisboa, alegando problemas de saúde, mas na capital no ano de 1716 se encontra como fidalgo da Casa Real e Coronel de Ordenanças. Alexandre procurava entrar para o Santo Ofício, porém não foi aceito devido diversos casos de adultério e filhos bastardos. Entre o período que voltou para Lisboa e quando deixou as Ordenanças passou por grande dificuldade financeira e acumulou dívidas em processos de inquirições no Santo Ofício.

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Estado do Maranhão

No ano de 1727 foi nomeado Governador Regente do Estado do Maranhão com 60 anos, já com idade avançada, mas não impediu de ter um governo marcado. Demonstrou muitas vezes inimizade para com a Companhia de Jesus, sendo membro de uma rede de intrigas contra os jesuítas denominada "campanha de libelos". Alexandre também criou inimizade com a elite local, quando este interferia em seus negócios, sempre se justificando como administrador que agia de acordo com fidelidade ao rei. Acusou os jesuítas de conspirarem contra seu governo em quatro ocasiões, sendo a primeira as dificuldades que os jesuítas criaram para seguir em expedição para recém descoberta mina de ouro no rio Pindaré; a segunda e mais grave foi quando sugeriu que os missionários pagassem o dízimo; a terceira foi a insistência da primeira em relação ao mesmo rio; e a quarta e última foi quando os jesuítas se opuseram com envio de tropas para o rio Negro para combater maiapenas e cubiabas

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Anos finais

Em 16 de julho de 1732 foi sucedido por José da Serra como governador e retornou em definitivo para Lisboa, mas diferentemente do que se via, com governadores retornando com honras e riqueza, Alexandre voltou doente e com dívidas agravadas. Em 1734 se encontra em falta de alimentos e dificuldades de sustentar a si, sua esposa e filhos, sendo então nomeado um desembargador para administrar os rendimentos da casa. Em 1738 penhorou um engenho e terras que possuía na Bahia. Faleceu em relativa pobreza em Lisboa em 10 de novembro de 1740.[carece de fontes?]

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Descendência

Filho de Bernardim de Sousa Freire e Maria Madalena Josefa de Sousa, se casou em 1699 com Leonor Maria de Castro, filha de André de Brito e Castro e sua Francisca Maria Duarte Leite. Com ela teve: Em relação extraconjugal com tal Valentina, freira no Convento das Flamengas de Alcântra: Em relação extraconjugal com tal Josefa, freira no Convento de Santa Clara do Desterro: Em relação extraconjugal com tal Vitorina dos Santos, casada, de origem desconhecida:

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