Alexandre Birck
Alexandre de Campos Velho Birck é um professor, produtor e músico brasileiro. Participou de várias bandas de rock como baterista, compositor e cantor. Também é conhecido no meio musical como Velho Birck, Alemão ou Alexandre Ograndi.
Decidiu seguir a carreira musical aos 14 anos. Vem de uma família envolvida com o teatro, cinema e a música, sendo sobrinho de Carlos Augusto de Campos Velho, mais conhecido como Jota Pingo, ator, roteirista, diretor e dramaturgo, e de Paulo César Pereio, ator de cinema e TV conhecido nacionalmente. Sua mãe, Rosa Maria de Campos Velho, foi diretora do Teatro de Arena de Porto Alegre e presidiu o Sindicato dos Artistas (SATED). É irmão de Marcelo Birck, outro músico de destacada trajetória, com quem trabalha até hoje. Mesmo assim, ao escolher a profissão enfrentou a resistência da família, que previu para ele uma vida de dificuldades econômicas. Embora muitas vezes o seu sustento como profissional da música não tenha sido fácil, na apreciação de Wolney Campos, Alexandre Birck é "um forte exemplo de músico bem sucedido e atuante também na área da docência".
Iniciou com a banda Prisão de Ventre, fundada em 1984, com Marcelo Birck, mais Frank Jorge e Luís Gomes. O seu trabalho se caracterizava pela irreverência e pelo rompimento de padrões consagrados. Esta atitude seria recorrente, com mais ou menos ênfase, nos trabalhos sucessivos de Alexandre. Seu trabalho seguinte foi com a Graforréia Xilarmônica, da qual foi um dos fundadores em 1987 com Frank Jorge, Carlo Pianta e Marcelo Birck. Segundo Alexandre, eles se reuniram espontaneamente, era “uma zoação de rua, que virou um time de futebol, que virou uma banda. Era tudo muito natural”. A banda ganhou o reconhecimento do público do Rio Grande do Sul pela sua proposta inusitada e inovadora, misturando o rock derivado da Jovem Guarda com regionalismos, música brega e humor. O sucesso do grupo iniciou desde o lançamento da sua primeira fita demo, Com Amor, Muito Carinho (1988). Depois apareceram os CDs Coisa de Louco II (1995), Chapinhas de Ouro (1998, ganhador do Prêmio Açorianos) e Graforréia Xilarmônica ao Vivo (2006). Várias das músicas da banda ficaram gravadas na estima do público sulino, como "Amigo Punk", "uma espécie de segundo hino do Rio Grande do Sul", como disse Lívia Guilhermano. Fernando Rosa, diretor do selo Senhor F, considerou a Graforréia "uma das bandas mais importantes e fundamentais da história do rock brasileiro". No perfil disponibilizado pelo SESC de São Paulo, ela é descrita como "uma das principais bandas de rock nacional dos anos 1990. Cult e renovadora, o grupo liderado pelo baixista e vocalista Frank Jorge (ex-Cascavelletes) se caracterizou pelas músicas que uniam Jovem Guarda, rock sessentista, música brega, atonal e vanguarda paulista. Ainda citavam cinema, literatura, histórias em quadrinhos, desenhos animados e regionalismos diversos".


