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Renan Santos

Renan Antônio Ferreira dos Santos é um ativista, empresário, músico e político brasileiro. Ficou conhecido por ser um dos fundadores e coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL), sendo uma das lideranças dos protestos contra o governo Dilma. É o atual e primeiro presidente do Partido Missão, aprovado pelo TSE, no dia 4 de novembro de 2025. É candidato a presidência da República na eleição de 2026.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/07/2026
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Juventude

Renan Santos nasceu em 14 de fevereiro de 1984, na cidade de São Paulo. Durante sua infância e juventude, residiu no bairro da Mooca, na capital paulista. Seu pai é um advogado, e sua mãe, uma psicóloga. Após concluir o ensino médio, foi aprovado no curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Durante seu período como estudante universitário, envolveu-se ativamente na política estudantil e na organização de eventos. Renan Santos não concluiu o curso de Direito, abandonando a graduação antes de sua formatura. Após deixar a faculdade, passou a trabalhar junto com seu pai em um grupo de empresários focado na reestruturação e recuperação de empresas em situação de falência ou grave dificuldade financeira.[carece de fontes?] Foi filiado ao PSDB entre os anos 2010 e 2015.

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Ativismo

Manifestação contra a PEC 37 de 2013

A Proposta de Emenda Constitucional nº 37, apresentada em 2011 e rejeitada em 2013, buscava restringir a condução de investigações criminais às polícias federal e civil, retirando esta atribuição do Ministério Público. A medida ficou conhecida como “PEC da Impunidade” por seus críticos, que a viam como um enfraquecimento do combate à corrupção. Durante as manifestações populares de junho de 2013, a proposta tornou-se um dos principais alvos de protesto. Entre os organizadores das mobilizações esteve Renan Santos, que teve participação na convocação e condução de atos contrários à aprovação da emenda. A pressão popular foi decisiva para que o Congresso Nacional rejeitasse a PEC, mantendo o Ministério Público com poder de investigação.

Movimento Renova Vinhedo

Em 2014, Renan Santos, em parceria com Rubinho Nunes, seu irmão Alexandre Santos e outros indivíduos, fundou o Movimento Renova Vinhedo, um grupo jovem de militância liberal que tinha como principal característica o uso da internet e de uma estética irreverente para abordar suas pautas. O movimento possuía conexões com o grupo político do ex-prefeito Milton Serafim, de seu sucessor Jaime Cruz, e do vereador Rubens Alves, pai de um de seus integrantes. Ainda em 2014, o Movimento Renova Vinhedo serviria de base para a criação do Movimento Brasil Livre (MBL), que estreou no cenário político com uma manifestação em frente ao Masp, em São Paulo, reunindo cerca de 5 mil pessoas e consolidando o uso da internet como principal ferramenta para promover pautas liberais. Junto com Kim Kataguiri, Gabriel Calamari, Frederico Rauh, Alexandre Santos, Rafael Rizzo e Rubinho Nunes, fundou Movimento Brasil Livre, a partir da comum insatisfação com a vitória de Dilma Rousseff na eleição presidencial daquele ano. Uma das principais funções de Renan dentro do novo Movimento foi realizar as articulações políticas. Ele foi um dos responsáveis por articular o que ficou conhecido como "Comitê do Impeachment", que foi formado por líderes dos Partidos e Movimentos para levar à frente o processo de impeachment da então presidenta, Dilma Rousseff.

Movimento Brasil Livre

O Movimento Brasil Livre (MBL) foi fundado em 2014, no contexto das manifestações contra o aumento das tarifas de transporte público e, em seguida, das mobilizações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Renan Santos, junto de Kim Kataguiri, Fernando Holiday, Rubinho Nunes e outros, tornou-se um dos principais líderes do movimento. Renan destacou-se como estrategista de comunicação e articulador de ações políticas e manifestações em larga escala. O MBL ficou conhecido por sua habilidade em organizar protestos nacionais com grande adesão popular, utilizando redes sociais como instrumento de convocação e propaganda. Durante o processo de impeachment, Renan foi apontado como um dos rostos centrais da mobilização que levou milhões de pessoas às ruas. Após o afastamento de Dilma Rousseff, o MBL manteve-se ativo, apoiando pautas como a reforma da Previdência e o teto de gastos.

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Carreira política

Partido Missão

Durante anos, o MBL apoiou candidaturas em diferentes partidos, como o DEM, o Podemos e o Patriota. Figuras como Kim Kataguiri e Arthur do Val foram eleitos deputados em siglas tradicionais, mas sem uma legenda própria que representasse diretamente o movimento. Diante desse cenário, Renan Santos liderou a proposta de criação de um novo partido político. Em 2023, foi anunciado oficialmente como MISSÃO, legenda que nasceu como um desdobramento institucional do MBL. O nome foi escolhido para transmitir ideia de propósito, transformação e engajamento político, distanciando-se de siglas tradicionais que, segundo Santos, “carregam vícios da velha política”. Renan participou da coordenação do período de assinaturas. Em declarações à imprensa, Renan Santos afirmou que o partido pretende lançar candidatos em todos os cargos em 2026, inclusive à Presidência. Além disso, o partido lançou o Livro Amarelo, material programático que sistematiza suas propostas. No dia 4 de novembro de 2025, o TSE aprovou a criação do Partido Missão, se tornando assim o 30° partido político do Brasil.

Candidatura à presidência da República em 2026

Em 2025, Santos anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026, disputando a indicação pelo Partido Missão. Sua campanha adota um discurso crítico ao que ele classifica como "hegemonia política e cultural" dos partidos tradicionais, ao mesmo tempo em que se opõe tanto ao Partido dos Trabalhadores (PT) quanto ao bolsonarismo. Nas pesquisas eleitorais divulgadas em final de 2025, Santos obteve índices de intenção de voto mais fortes em levantamentos focados nos jovens, especialmente entre os da geração Z, público que pretende priorizar em sua campanha eleitoral. Em 20 de julho de 2026, sua candidatura foi oficializada pelo Partido Missão numa convenção virtual antecipada, tendo Aroldo Medina como companheiro de chapa.

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Posicionamentos

Renan Santos notabilizou-se por defender pautas ligadas ao liberalismo econômico, à redução da intervenção estatal e à modernização das instituições. Seus discursos destacam a necessidade de reformas estruturais e incentivo ao empreendedorismo. Porém, passou a ter certa abertura ao desenvolvimentismo, afirmando afastamento do "liberalismo inicial do MBL", e que não possui "dogmatismo" quanto à ideologia. O Partido Missão foi definido por Renan como um "um partido no campo da direita altamente pragmático".

Criminalidade

Renan defende que o Estado adote uma postura mais rígida no enfrentamento da criminalidade. Ele sustenta a necessidade de travar uma ‘guerra’ contra as organizações criminosas, defendendo medidas que ampliem a atuação estatal para conter e desarticular esses grupos. Em sua concepção, a certeza de prisão e penas mais duras seriam importantes para dissuadir eventuais práticas delitivas. Nessa direção, pensa ser possível debater a instauração da prisão perpétua e a volta da pena de morte para crimes não militares. Para os membros dessas organizações criminosas, defende a aplicação do direito penal do inimigo. De acordo com essa teoria, o "inimigo", nesse caso, o faccionado, é um invasor, e não deve possuir os mesmo direitos e garantias que criminosos convencionais, como a ampla defesa e a presunção de inocência. Para Renan, “aqueles que não aceitam as regras do Estado e que agem de maneira sistemática para violá-las precisam ter tratamento diferente do cidadão comum. Para alguém que pertence a uma organização terrorista, o Estado precisa ser rápido e duro“.

Reorganização urbana

Segundo Renan Santos, é necessário acabar com as favelas e transformá-las em bairros tradicionais dentro de até trinta anos. Segundo ele, é um erro romantizar essas regiões empobrecidas, comentando que "morar na favela é insalubre, é inseguro, é desumano, e isso precisa acabar de forma organizada e definitiva". Dentro de vários anos, pensa que seria possível reconstruir essas comunidades com boa infraestrutura, garantindo o atendimento da população com serviços de saúde e segurança. Santos defende também a fusão de municípios e até mesmo estados.

Vídeo sobre Wesley Safadão

Em 21 de março de 2026, Renan Santos publicou um vídeo afirmando que o cantor Wesley Safadão seria o "novo ícone da corrupção no Brasil". De acordo com Renan, Safadão seria o líder de um suposto esquema que Renan chamou de "bizarro", que de acordo com ele, "explora prefeituras pobres no Nordeste e toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele", se referindo a Safadão. Renan disse que, entre 2024 e 2025, Safadão havia feito mais de 50 contratos a um valor de 52 milhões de reais e de acordo com ele, "enchendo bolso de grana em municípios que não sabem explicar até agora como fizeram isso". O cantor processou Renan Santos, e obteve uma decisão judicial pela remoção do vídeo no dia 27 de abril de 2026.

Autismo

Em 9 de maio de 2026, Renan Santos publicou um vídeo questionando o diagnóstico de autismo da atriz Letícia Sabatella. No vídeo, Renan afirmou que existiria uma "onda" de pessoas que seriam "completamente neurotípicas" se apresentando como se fossem autistas para conseguir benefícios, criticando a lei Berenice Piana e "psiquiatras e advogados malandros", na colocação dele. Renan afirmou que Sabatella "glamourizou" o autismo.

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Vida pessoal

Imagem: Romerito Pontes from São Carlos · BY · Openverse

Em abril de 2026, conversas de Renan em um grupo sobre política no Instagram mostram Renan afirmando ter consumido cogumelo mágico. Santos não negou a veracidade das mensagens, e confirmou ter consumido a substância três vezes.

Limão Rosa

Junto de outros integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos atua como músico da banda de rock Limão Rosa, assumindo as posições de vocalista e guitarrista. A banda reúne influências de artistas como Iggy Pop, The Velvet Underground e Bob Dylan. A banda ganhou projeção nacional em 2026 ao liderar a votação popular do concurso Temos Vagas, promovido pela rádio 89 FM para selecionar uma banda independente para o festival Lollapalooza Brasil. Apesar do bom desempenho na votação popular, o grupo não foi selecionado pelo júri técnico, que escolheu outra banda para o festival. Em junho de 2026, a banda lançou seu primeiro álbum de estúdio, Chão Pintado de Rubi, com onze faixas inéditas.

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Controvérsias

Imagem: Romerito Pontes from São Carlos · BY · Openverse

Dívidas fiscais e trabalhistas

No ano de 2016, o site jornalístico UOL fez um artigo investigativo intitulado "Líder do MBL responde a mais de 60 processos e sofre cobrança de R$ 4,9 mi". As acusações incluem fechamento fraudulento de empresas, dívidas fiscais, fraude contra credores, calote em pagamento de dívidas trabalhistas e ações de danos morais. Renan Santos, por sua vez, comentou a reportagem alegando que tais processos derivam das dificuldades da atividade empresarial no Brasil, explicando que os processos que lhe são atribuídos e à sua família em virtude da propriedade da empresa Martin Artefatos de Metal já existiriam antes da família Santos tê-la adquirido. Renan criticou o artigo por não deixar claro os bens que a empresa possui listados no processo para o pagamento das dívidas, observando que não haveria nenhuma atividade criminal ou ilegal, e que os processos são todos de domínio público. No processo de execução, a Justiça chegou a decretar o bloqueio das contas bancárias da empresa, não encontrando valores. Foi decretada, então, a penhora de bens da empresa, que foram a leilão.

Tour des Blondes

No dia 4 de março de 2022, uma série de áudios com conteúdo sexista de autoria do deputado estadual Arthur Moledo do Val (Podemos/SP) foram vazados para a mídia, causando grande clamor social. Entre as diversas alegações constantes nos áudios, o deputado afirmou que Renan Santos teria a prática, chamada "Tour des blondes" ("tour das loiras"), de viajar pelos países europeus "só pra pegar loira", mais especificamente em cidades interioranas. Através do aplicativo de mensagens Telegram, Renan Santos negou que tivesse tomado parte no referido "tour", afirmando que apenas visitou a Suécia algumas vezes cerca de 12 ou 13 anos antes. Entretanto, logo após o incidente, ressurgiram vídeos do Flow Podcast referentes à uma entrevista dada por Renan Santos ao anfitrião Monark, onde o fundador do MBL se gabava de falar sueco, alegando que fazia uso deste conhecimento para a prática do que chamou de um jogo, ou "game", de "xavecar gringas".

Denúncia por tráfico de influência

Em outubro de 2020, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Renan Santos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), por tráfico de influência. Na mesma ação, o empresário Alessander Mônaco Ferreira, associado ao movimento, foi denunciado por fraude em licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, Ferreira teria firmado um contrato milionário com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vinculada à USP, sem processo licitatório. A acusação afirmava ainda que ele utilizou a influência de Renan Santos para ser nomeado a um cargo comissionado na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp), sem concurso público. Durante o período em que exerceu a função, Ferreira teria realizado doações ao MBL no valor equivalente ao seu salário, como forma de “retribuir” o suposto favorecimento.

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Fontes consultadas

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