Alexander Kellner
Alexander Wilhelm Armin Kellner é um paleontólogo teuto-brasileiro e austro-brasileiro, especialista no campo de estudo dos pterossauros e membro da Academia Brasileira de Ciências. Em 7 de fevereiro de 2018 tomou posse como diretor do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, onde ingressou em 1997.
Alexander nasceu em 1961 em Vaduz, capital de Liechtenstein. Filho de pai alemão e mãe austríaca, mudou com seus pais para o Brasil ainda criança, onde foi naturalizado. Estudou na escola bilíngue Corcovado e em 1981 ingressou em geologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ainda estudante, se envolveu na pesquisa de vertebrados fósseis, especialmente exemplares de pterossauros da Formação Santana, a partir da qual publicou muitos artigos no final dos anos 1980. Em 1991, defendeu o mestrado em ciências pela UFRJ e em 1994 um mestrado em filosofia. Defendeu o doutorado em 1996 pela Universidade Columbia, em conjunto com o Museu Americano de História Natural, com a tese Description of New Material of Tapejaridae and Anhangueridae (Pterosauria, Pterodactyloidea) and Discussion on Pterosaur Phylogeny. Tornou-se professor do Museu Nacional em 1997 onde foi chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia (DGP/MN), coordenador do Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZoo/MN), membro da Congregação como representante eleito de professores Assistentes, Adjuntos e Associados. Atualmente é professor titular e diretor da instituição, eleito para o quadriênio de 2018/2021.
Alexander é ainda membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1996 e editor-chefe da sua publicação Anais da Academia Brasileira de Ciências. Parte de seu trabalho com répteis fósseis, particularmente pterossauros, vinculou a organização da "Pterosaur Workshop" em Pittsburgh (1995) e o primeiro "Pterosaur Symposium" já realizado no Museu Americano de História Natural (1996). Além disso, envolveu-se na organização de vários encontros científicos no Brasil, tais como o 31.º Congresso Geológico Internacional (Rio de Janeiro, 2000) e o 2.º Congresso Latino-Americano de Paleontologia de Vertebrados, no Rio de Janeiro, em 2005. Foi o organizador e participante de diversas expedições paleontológicas, tanto no Brasil quando no exterior, inclusive na Antártica. Publicou mais de cento e trinta artigos em revistas nacionais e internacionais, além de ter participado de documentários sobre dinossauros e outros seres pré-históricos, como Antártica - um verão de 70 milhões de anos e Caçadores de Dinossauros. É membro honroso da New York Paleontological Society e da Sociedad Paleontológica de Chile. É pesquisador associado do Museu Americano de História Natural e do chinês Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia (IVPP).
Imagem: Alexander Kellner · BY-SA · Openverse
Eleito para a direção do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, Alexander assumiu a instituição em um grave momento, com falta de recursos, problemas estruturais e falta de verbas para manutenção. O museu pegou fogo na noite de 2 de setembro de 2018, destruindo quase todo o seu acervo em poucas horas. Segundo ele, não apenas o Museu Nacional, mas todo o patrimônio da UFRJ corre risco se não forem feitos novos investimentos.
Imagem: Alexander Kellner · BY-SA · Openverse
As conquistas científicas de Kellner incluem a descrição de mais de trinta espécies, entre as quais o Santanaraptor (1996, 1999) que mostra o melhor tecido mole (vasos sanguíneos e fibras musculares) já relatado em qualquer dinossauro e o Thalassodromeus (2002, um estudo feito com Diógenes de Almeida Campos), que permitiu o estabelecimento de uma nova hipótese sobre o uso da crista da cabeça na regulação de temperatura corporal dos pterossauros. Uma lista completa de novas espécies descritas e nomeadas por Kellner, às vezes em cooperação com outros pesquisadores, inclui:


