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Theatro Municipal do Rio de Janeiro

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro é um dos mais importantes teatros brasileiros. Localiza-se no bairro da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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História

A atividade teatral era, na segunda metade do século XIX, muito intensa na cidade do Rio de Janeiro. Ainda assim, a cidade não dispunha de uma sala de espetáculos que correspondesse plenamente a essa atividade e que estivesse à altura da então capital do país. Os seus dois teatros, o de São Pedro e o Lírico, eram criticados pelas suas instalações, quer pelo público, quer pelas companhias que neles atuavam. Após a Proclamação da República do Brasil (1889), em 1894 o autor teatral Artur Azevedo lançou uma campanha para que um novo teatro fosse construído para ser sede de uma companhia municipal, a ser criada nos moldes da Comédie-Française. Entretanto, naqueles agitados dias, a campanha resultou apenas em uma lei municipal, que determinou a construção do teatro municipal. Essa lei não foi cumprida, apesar da cobrança de uma taxa para financiar a obra. Observe-se que a arrecadação desse novo tributo nunca foi utilizada para a construção do teatro.

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Obras de arte

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro ostenta obras dos mais renomados artistas brasileiros na época de sua construção. Possui pinturas de Eliseu Visconti, Henrique Bernardelli e Rodolfo Amoedo, além de esculturas de Rodolfo Bernardelli. Eliseu Visconti é o artista com maior presença na ornamentação do teatro, sendo de sua autoria todas as pinturas da sala de espetáculos: o majestoso pano de boca (maior tela já pintada no Brasil), teto sobre a plateia (plafond) e friso sobre o palco (proscênio). Também de Eliseu Visconti são as pinturas do “foyer” do teatro (teto e painéis laterais), consideradas como obra prima da pintura decorativista no Brasil. Rodolfo Amoedo executou oito pinturas nas paredes laterais das rotundas do “foyer”, sendo de Henrique Bernardelli a autoria das pinturas dos tetos das duas rotundas. O restaurante Assirius, no subsolo do teatro, tem a particularidade de ter uma decoração em estilo assírio.

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Reformas

Em comemoração aos cem anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foram iniciadas extensas obras no teatro que, foi totalmente restaurado ao estilo original. Para resgatar a beleza original ao teatro, construído no início do século anterior, foram investidos 70 milhões de reais nos trabalhos de restauro, que duraram mais de novecentos dias. Já para resgatar o dourado nos ornamentos do teatro, foram utilizadas milhares de folhas de ouro de 23 quilates compradas na Alemanha e que adornam os detalhes da fachada e da cúpula, como detalhou a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, da qual depende a Fundação Theatro Municipal. Cerca de 250 operários trabalharam durante os quase três anos das obras no prédio, um dos mais belos do centro do Rio de Janeiro. Além da restauração dos adornos principais, da águia dourada de cobre com suas asas abertas no centro do telhado, das três cúpulas douradas, dos vitrais e da fachada com escadaria de pedra, foram retocadas também outras 23 obras de artes internas que receberam inovações tecnológicas. Dentre os trabalhos realizados, destacou-se, pela importância da obra e pelo estado de deterioração em que se encontrava, a restauração dos painéis que Eliseu Visconti realizou para o foyer do teatro, considerados como uma obra-prima da pintura decorativista no Brasil. Embora estivessem bastante danificados, atingidos durante vinte anos por infiltrações na cúpula do teatro, a perfeição do trabalho trouxe de volta, com impressionante fidelidade, a pintura de Visconti.

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Fontes consultadas

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