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Barack Obama

Barack Hussein Obama II é um advogado e político norte-americano que serviu como o 44.º presidente dos Estados Unidos de 2009 a 2017, sendo o primeiro afro-americano a ocupar o cargo. Nascido em Honolulu, no Havaí, Obama é graduado em ciência política pela Universidade Columbia e em direito pela Universidade de Harvard, onde foi presidente da Harvard Law Review. Também atuou como organizador comunitário, advogado na defesa de direitos civis e ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago entre 1992 a 2004. Obama representou por três mandatos o 13.º distrito no Senado de Illinois entre 1994 a 2004, tentando eleger-se, sem sucesso, ao Congresso dos Estados Unidos em 2000.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Início de vida e carreira

Barack Hussein Obama II nasceu em 4 de agosto de 1961 em Honolulu, Havaí. Sua mãe, Ann Dunham, era branca, de ascendência principalmente inglesa e nascida em Wichita, Kansas. Seu pai, Barack Obama, Sr., nasceu em Nyang’oma Kogelo, distrito de Siaya, Quênia, e era da etnia luo. Os pais de Obama conheceram-se em 1960 em uma aula de russo na Universidade do Havaí em Manoa, onde seu pai era um estudante bolsista. Casaram-se em 2 de fevereiro de 1961, em Wailuku, Havaí, onde o matrimônio entre pessoas de cores diferentes não era proibido. O casal separou-se quando, no final de 1961, Dunham mudou-se com seu filho recém-nascido para estudar na Universidade de Washington em Seattle por um ano. Durante este período, Obama Sr. completou sua graduação em economia no Havaí em junho de 1962, e depois concluiu um mestrado em economia pela Universidade Harvard. Seus pais divorciaram-se em março de 1964. Obama Sr. retornou ao Quênia, onde casou-se novamente, encontrando-se com o filho apenas mais uma vez antes de falecer em um acidente de automóvel em 1982.

Educação

Dos seis aos dez anos, estudou em escolas locais de língua indonésia: Escola Católica São Francisco de Assis por dois anos e a Escola Pública Besuki por um ano e meio, complementando a língua inglesa na Escola Calvert e tendo aulas de sua mãe em casa. Em 1971, Obama retornou a Honolulu para morar com seus avós maternos, Madelyn e Stanley Dunham. Lá ele frequentou a Escola Punahou, uma escola preparatória privada, desde a quinta série do ensino elementar norte-americano até a graduação no ensino secundário, em 1979. Obama viveu com sua mãe e irmã no Havaí entre 1972 e 1975, enquanto Ann era estudante de pós-graduação em antropologia na Universidade do Havaí. Obama escolheu permanecer no Havaí com seus avós quando sua mãe e irmã retornaram a Indonésia em 1975. Ann passou a maior parte das próximas duas décadas na Indonésia, divorciando-se de Lolo em 1980 e tendo um PhD em 1992, antes de morrer, em 1995, no Havaí, sendo vitimada por câncer nos ovários.

Organizador comunitário em Chicago e formação universitária

Em 1985, Obama mudou-se para Chicago para trabalhar como diretor do Projeto Comunidades em Desenvolvimento, uma associação comunitária religiosa originalmente composta por oito paróquias católicas em Roseland, West Pullman, e Riverdale, ao sul de Chicago. Ele trabalhou como organizador comunitário nesta associação de junho de 1985 a maio de 1988. Obama ajudou a criar um programa de treinamento para o trabalho, um programa de tutoria para a preparação para o estudo universitário, e outro para o estabelecimento de uma organização de defesa dos direitos de inquilinos na região de Altgeld Gardens. Obama também trabalhou como consultor e instrutor na fundação Gamaliel, um instituto de consultoria e treinamento para associações comunitárias. Em meados de 1988, viajou pela primeira vez para a Europa, onde permaneceu por três semanas, indo em seguida ao Quênia, ficando lá por cinco semanas e encontrando-se pela primeira vez com alguns de seus parentes paternos. Ele retornou ao Quênia em 1992 com sua noiva Michelle e sua irmã Auma, e em 2006 para uma visita ao local de nascimento de seu pai.

Universidade de direito de Chicago e advogado dos direitos civis

Em 1991, em um esforço para contratar Obama para o seu corpo docente, a escola de direito da Universidade de Chicago ofereceu-lhe uma posição em pesquisa e um escritório onde poderia trabalhar no seu livro. Obama planejou terminá-lo em um ano, mas a tarefa consumiu muito mais tempo à medida que evoluiu para um livro de memórias. A fim de trabalhar sem interrupções, Obama e sua esposa viajaram para Bali, onde passou meses escrevendo. O manuscrito foi publicado como Dreams from My Father em 1995. Ele então ensinou direito constitucional na mesma instituição por doze anos, como docente e como professor sênior de 1996 a 2004. De abril a outubro de 1992, Obama dirigiu a iniciativa Project Vote em Illinois. O projeto, voltado para o registro de eleitores, contava com dez funcionários e setecentos voluntários. Ele atingiu seu objetivo de registrar 150 mil dos 400 mil afro-americanos não registrados do Estado, motivando a revista Crain's Chicago Business a incluí-lo, em 1993, na sua lista de líderes promissores com menos de quarenta anos de idade.

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Carreira legislativa: 1997–2008

Senador estadual: 1997–2004

Obama foi eleito para o Senado de Illinois em 1996, representando o 13.º distrito, que abrangia parte do sul de Chicago. Obama sucedeu Alice Palmer, que decidiu concorrer ao Congresso dos Estados Unidos. Uma vez eleito, Obama ganhou apoio bipartidário para a aprovação de leis sobre ética e saúde. Ele patrocinou uma lei que aumentou os créditos fiscais para os trabalhadores de baixa renda, negociou uma reforma na previdência, e promoveu o aumento de subsídios destinados à assistência saúde de crianças. Foi reeleito para o Senado de Illinois em 1998, vencendo o republicano Yesse Yehudah na eleição geral, e reelegeu-se novamente em 2002. Em 2000, perdeu a eleição primária democrata para o 1.º distrito congressional de Illinois da Câmara dos Representantes, sendo derrotado pelo então representante Bobby Rush por 61-30%.

Campanha para o Senado

Em maio de 2002, Obama encomendou uma pesquisa para avaliar suas chances na eleição para o Senado em 2004. Ele criou um comitê de campanha, começou a levantar fundos, e alinhou-se ao consultor político David Axelrod em agosto de 2002. Obama anunciou formalmente sua candidatura ao Senado em janeiro de 2003. Obama foi desde o começo contrário a Invasão do Iraque em 2003, autorizada pelo presidente George W. Bush. Em 2 de outubro de 2002, quando o presidente Bush e o Congresso concordaram com a resolução conjunta autorizando a Guerra do Iraque, Obama discursou no primeiro grande comício em Chicago sobre a guerra, e posicionou-se contrário a ela. Ele participou de outro comício antiguerra em março de 2003, quando disse à multidão que "não é tarde demais" para parar a guerra.

Senador dos Estados Unidos: 2005–2008

Obama foi empossado como senador em 3 de janeiro de 2005, tornando-se o único senador membro do Congressional Black Caucus. Com base na análise de todos os votos de Obama enquanto senador entre 2005 e 2007, a CQ Weekly o caracterizou como um "Democrata leal". Obama anunciou em 13 de novembro de 2008 que iria renunciar a sua cadeira no Senado em 16 de novembro do mesmo ano, antes do início da sessão do pato manco, para se concentrar no período da transição para a presidência. Obama copatrocinou a Secure America and Orderly Immigration Act, uma mal sucedida tentativa de reforma na imigração. Ele apresentou duas iniciativas que ganharam o seu nome: Lugar-Obama, que foi sancionada pelo presidente Bush e expandiu a lei Nunn–Lugar, que trata da destruição de armas convencionais e armas de destruição em massa; e a Coburn–Obama Transparency Act, que autorizou a criação do site USAspending.gov, fornecendo assim os gastos federais pela internet. Em 3 de junho de 2008, o senador Obama, juntamente com os senadores Tom Carper, Tom Coburn, e John McCain, apresentaram a Strengthening Transparency and Accountability in Federal Spending Act of 2008, cujo objetivo visava fortalecer a prestação de contas do governo.

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Campanhas presidenciais

Eleição presidencial de 2008

Em 10 de fevereiro de 2007, Obama anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos em frente ao edifício Old State Capitol, em Springfield, Illinois. A escolha do local do anúncio da candidatura foi vista como simbólica porque foi ali que Abraham Lincoln proferiu o "Discurso da Casa Dividida", em 1858, quando aceitou ser o candidato do Partido Republicano ao senado por Illinois. Obama enfatizou que iria acabar rapidamente com a Guerra do Iraque, aumentaria a independência energética, faria com que os serviços de saúde fossem universais, e os seus temas de campanha foram "esperança" e "mudança". Um grande número de candidatos buscaram receber a indicação presidencial democrata. A primária foi reduzida para um acirrado duelo entre Obama e a senadora Hillary Clinton após as primeiras disputas, mas tendo Obama com o maior número de delegados devido ao seu melhor planejamento de longo prazo, maior captação de recursos, uma organização dominante nos caucus estaduais e a melhor exploração das regras de alocação de delegados. A primária ficou decidida em fins de maio, quando o Obama ultrapassou os delegados necessários para lhe garantir a nomeação. No dia 7 de junho, Hillary encerrou sua campanha e declarou apoio a Obama.

Eleição presidencial de 2012

Em 4 de abril de 2011, Obama anunciou formalmente sua campanha à reeleição em 2012 com um vídeo intitulado "It Begins with Us", que postou em seu site, e apresentou documentos eleitorais para a Comissão Eleitoral Federal. Como sendo o presidente em exercício, ele concorreu praticamente sem oposição nas primárias presidenciais do Partido Democrata. Na Convenção Nacional Democrata em Charlotte, Carolina do Norte, o ex-presidente Bill Clinton nomeou formalmente Obama e Biden como os candidatos do Partido Democrata para presidente e vice-presidente na eleição geral, em que os seus principais adversários foram os republicanos Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e o representante Paul Ryan de Wisconsin.

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Presidência

Primeiros dias

Obama foi empossado como o 44.º presidente em 20 de janeiro de 2009. Em seus primeiros dias de mandato, Obama emitiu decretos e memorandos presidenciais para que as Forças Armadas dos Estados Unidos desenvolvessem planos de retirada das tropas no Iraque. Ele ordenou o fechamento da Prisão de Guantánamo, mas o Congresso impediu tal ato, recusando-se a apropriar dos recursos necessários e preveniu mover qualquer detento de Guantánamo para os Estados Unidos ou para outros países. Com uma ordem executiva, reduziu o sigilo dado aos registros presidenciais, revogando a ordem executiva do presidente George W. Bush sobre esse assunto. Ele também revogou a proibição da ajuda federal às organizações internacionais de planejamento familiar que desempenhavam ou forneciam aconselhamento sobre o aborto.

Política interna

Obama assumiu a presidência diante de uma severa crise financeira global iniciada em 2007 e da subsequente Grande Recessão. Em 17 de fevereiro de 2009, sancionou um pacote de estímulos de 787 bilhões de dólares, que aumentou os gastos federais para a saúde, infraestrutura, educação, incentivos fiscais e assistência direta. As disposições fiscais da lei reduziram temporariamente os impostos para cerca de 98% dos contribuintes, levando as taxas de imposto para os seus níveis mais baixos em sessenta anos. Obama pediu a aprovação de segundo grande pacote de estímulo em dezembro de 2009, mas nenhum grande segundo estímulo foi autorizado pelo legislativo. Obama também lançou um segundo resgate a montadoras norte-americanas, possivelmente salvando a General Motors e a Chrysler da falência ao custo de 9,3 bilhões de dólares. Para os proprietários em perigo de inadimplência de sua hipoteca devido a crise do subprime, Obama executou vários programas assistenciais. As taxas de juros a curto prazo permaneceram perto de zero em grande parte da presidência de Obama, e a Reserva Federal não aumentou as taxas de juros até dezembro de 2015.

Política externa

Obama herdou uma guerra no Afeganistão, uma guerra no Iraque e uma "Guerra ao Terror" global lançada pelo presidente Bush após os ataques de 11 de setembro. Obama pediu um "novo começo" nas relações entre o mundo islâmico e os Estados Unidos, e descontinuou o uso do termo "Guerra ao Terror" em favor do termo "Operação de Contingência no Exterior". Obama prosseguiu uma estratégia de "pegada leve" no Oriente Médio que enfatizava as forças especiais, ataques de drones, e diplomacia ao invés da ocupação de tropas terrestres. No entanto, as forças norte-americanas continuaram a combater organizações militantes islâmicas como a Al-Qaeda, Estado Islâmico do Iraque e do Levante, e Al-Shabaab nos termos da Autorização para Uso da Força Militar Contra Terroristas, aprovada pelo Congresso em 2001. Obama também defendeu a não proliferação nuclear e negociou com êxito acordos de redução de armas com o Irã e a Rússia.

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Imagem cultural e política

A história da família de Obama, o início da sua vida, a sua criação e educação na Ivy League diferem profundamente dos políticos afro-americanos que iniciaram suas carreiras na década de 1960 através da participação nos movimentos dos direitos civis. Expressando perplexidade sobre perguntas se era "suficientemente negro", Obama disse durante uma reunião com a Associação Nacional dos Jornalistas Negros em agosto de 2007 que "ainda estamos presos nessa noção de que se você apelar para os brancos, então deve haver algo de errado". Michael Eric Dyson, professor de Georgetown, era crítico e simpatizante da forma como Obama tratou da questão racial, indicando que seus discursos e ações sobre a disparidade racial e justiça foram um tanto relativos e relutantes quando, especialmente em seu segundo mandato, a violência racial exigiu uma ação presidencial imediata e diálogo. Obama é frequentemente referido como um orador excepcional. Durante seu período de transição para a presidência e após assumi-la, fez uma série de discursos semanais em vídeo divulgados pela internet. Obama também possui contas no Facebook, Twitter e Instagram. Todas as suas contas, exceto uma no Facebook e outra no Twitter, são geridas por um projeto de organização comunitária que defende sua agenda. Em maio de 2015, Obama entrou no Guiness ao conseguir um milhão de seguidores para sua nova conta pessoal no Twitter em menos de cinco horas.

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Pós-presidência

A presidência de Obama se encerrou formalmente ao meio-dia de 20 de janeiro de 2017, com a posse do seu sucessor, o empresário republicano Donald Trump, com quem manteve uma transição pacífica de poder. Após a cerimônia de sucessão, Barack e Michelle Obama partiram no helicóptero Executive One, circularam a Casa Branca e depois foram para a Base Aérea de Andrews, onde embarcaram para uma viagem de férias. Obama escolheu Chicago como sede para seu centro presidencial. Os Obama continuaram residindo na capital do país, em uma mansão localizada no bairro de Kalorama, inicialmente alugada e posteriormente comprada. A família decidiu permanecer em Washington para permitir que a caçula Sasha concluísse o ensino médio na mesma escola. Obama foi o primeiro presidente em quase 100 anos a continuar morando em Washington após terminar a presidência; na cidade, a família manteve uma rotina discreta.

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Família e vida pessoal

Em uma entrevista de 2006, Obama destacou a diversidade de sua família: "É como uma mini-ONU", disse ele. "Eu tenho parentes que se parecem com Bernie Mac, e eu tenho parentes que se parecem com Margaret Thatcher". Obama tem uma meia-irmã com quem foi criado (Maya Soetoro-Ng, filha de sua mãe com o seu segundo marido da Indonésia) e sete meios-irmãos provenientes de seu pai queniano – seis deles estão vivos. Obama também tem raízes na Irlanda; ele se reuniu com seus primos irlandeses em maio de 2011. Em Dreams from My Father, Obama une a história da família de sua mãe com possíveis ancestrais nativos americanos e parentes distantes de Jefferson Davis, presidente dos Estados Confederados da América durante a Guerra Civil. Obama era conhecido como "Barry" em sua juventude, mas pediu para ser chamado pelo seu nome durante seus anos na faculdade. Além do seu idioma nativo, o inglês, Obama tem algum conhecimento básico de indonésio, tendo aprendido o idioma durante a infância, quando viveu com sua família quatro anos em Jacarta, a capital da Indonésia. Ele joga basquete, um esporte que praticou durante seus anos escolares, quando foi membro do time da escola; Obama é canhoto.

Patrimônio e residências

Aplicando o dinheiro recebido do negócio de um livro, a família Obama mudou-se em 2005 de um condomínio em Hyde Park, Chicago, para uma casa de $1,6 milhão no bairro vizinho de Kenwood. A compra de um lote vizinho e venda de parte dele para Obama, feita pela esposa do empresário, doador de campanha e amigo Tony Rezko atraiu a atenção da mídia por causa da acusação e, posteriormente, pela condenação de Rezko por fraudes e corrupção, que não estavam relacionadas com Obama. Em dezembro de 2007, a revista Money estimou o patrimônio líquido da família Obama em 1,3 milhão. Sua declaração de impostos de 2009 mostrou uma renda familiar de 5,5 milhões de dólares—acima dos cerca de 4,2 milhões em 2007 e 1,6 milhão em 2005—devido, principalmente, a um forte aumento nas vendas de seus livros. Em 2010 sua renda foi de 1,7 milhão, doando 14% para organizações sem fins lucrativos. De acordo com os seus dados financeiros divulgados em 2012, o patrimônio pessoal de Obama poderia chegar até 10 milhões.

Espiritualidade

Obama é um cristão protestante cujas opiniões religiosas se desenvolveram em sua vida adulta. Obama escreveu em The Audacity of Hope que "não foi criado numa família religiosa" e descreveu sua mãe, criada por pais não-religiosos, como sendo "em muitos aspectos a pessoa mais desperta espiritualmente que eu já conheci". Ele descreveu seu pai como um "ateu confirmado" no momento em que seus pais se conheceram, e seu padrasto como "um homem que via a religião como não particularmente útil". Obama explicou que, ao trabalhar com igrejas negras como um organizador comunitário enquanto tinha seus vinte anos, ele passou a entender "o poder da tradição religiosa afro-americana para estimular a mudança social".

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Fontes consultadas

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