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Aleixo II de Moscou

Aleixo II foi o 15º Patriarca de Moscou e Toda a Rússia e, portanto, o Primaz da Igreja Ortodoxa Russa de 1990 a 2008.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Biografia

Ministério eclesiástico

Nascido em Tallinn como Aleksyei Mikhailovitch Ridiguer, entrou para o Seminário Teológico de Leningrado em 1947, graduando-se em 1949. Posteriormente ingressou na Academia Teológica de Leningrado (atual Academia Teológica de São Petersburgo) e completou os estudos em 1953. Em 15 de abril de 1950, Aleixo foi ordenado diácono pelo metropolita Gregório (Chukov) de Leningrado, e em 17 de abril de 1950, presbítero, sendo apontado como reitor da Igreja da Teofania na cidade de Jõhvi na Estónia, sub jurisdição da Diocese de Tallinn e Estônia. Em 15 de julho de 1957, Padre Aleixo foi apontado reitor da Catedral da Dormição em Tallinn e decano do distrito de Tartu. Foi elevado ao nível de Arcipreste em 17 de agosto de 1958 e apontado decano do decanato unido de Tartu-Viljandi em 30 de março de 1959. Recebeu a tonsura monástica em 3 de março de 1961 na Catedral da Trindade da famosa Lavra da Santíssima Trindade-São Sérgio. Em 14 de agosto de 1961, hieromonge Aleixo foi ordenado Bispo de Tallinn e Estônia. Em 23 de junho de 1964, foi elevado a Arcebispo e, em 25 de fevereiro de 1968, com 39 anos, a Metropolita.

Posicionamentos e relações políticas

Ao assumir a função de Patriarca, Aleixo se tornou um defensor dos direitos da Igreja, pedindo que o governo soviético permitisse o ensino religioso nas escolas públicas e que uma lei de "liberdade de consciência" fosse criada. Durante a tentativa de golpe de estado em agosto de 1991, ele denunciou a prisão de Mikhail Gorbachev e anatemizou os conspiradores. Ele questionou publicamente a legitimidade da junta, pediu calma aos militares e exigiu que Gorbachev fosse autorizado a falar com as pessoas. Ele emitiu um segundo apelo contra a violência e fratricídio, que foi ouvido através de alto-falantes pelas tropas russas fora da "casa branca" russa meia hora antes deles atacarem. Por fim, o golpe falhou, o que acabou resultando na dissolução da União Soviética.

Canonização dos Novos Mártires do Jugo Comunista

Sob sua liderança os Novos Mártires e Confessores da Rússia, aqueles sofreram sob o comunismo, foram canonizados, começando pela grã-duquesa Elizabeth e os metropolitas Vladimir (Bogoyavlensky) de Kiev e Benjamim (Kazansky) de Petrogrado em 1992. Em 2000, o Concílio de Toda a Rússia glorificou o tsar Nicolau II e sua família, assim como muitos outros Novos-Mártires. Ainda hoje, muitos outros continuam a ser adicionados à lista assim que a comissão sinodal de canonização completa sua investigação em cada caso.

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Criticismo

Relações com a KGB

Desde o colapso da União Soviética, houve acusações de que o Patriarca possuía vínculos com a KGB, o que resultou em documentos que supostamente vieram de arquivos do comitê soviético na Estônia e que se referem ao Patriarca Aleixo com o codinome "Drozdov". É importante notar que era muito incomum qualquer pessoa ser referenciada nos documentos da KGB antes de 1980 sem um codinome semelhante, independentemente de uma afiliação com a KGB. Pessoalmente, patriarca Aleixo sempre negou que ele tivesse sido um agente da KGB, e a autenticidade dos documentos em questão foi contestada com base no fato delas usarem fontes anacrônicas que não existiam no momento em que os documentos supostamente se originaram e que o governo da Estônia teria fabricado esses documentos a fim de desacreditar na Igreja Ortodoxa Russa, que então possuía a jurisdição na Estônia, vista como uma influência russa.

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Morte e sucessão

Em 5 de dezembro de 2008, Aleixo II morreu vítima de uma parada cardíaca em sua residência em Peredelkino. Mikhail Gorbachov, o último presidente soviético, disse estar "emocionado", pois "tinha um imenso respeito por ele". No dia seguinte, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeu I afirmou que Aleixo II trabalhara pela paz na Igreja Ortodoxa e disse, ainda, que ele "sentia que sua morte era iminente e decidiu trabalhar a fim de restabelecer a paz dentro da Igreja". Foi homenageado pelo Cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo ex-presidente e então primeiro-ministro russo Vladimir Putin, entre outros. Após sua morte, a Igreja Ortodoxa Russa anunciou a escolha do metropolita Cirilo, de 62 anos, como seu sucessor interino. "Em votação secreta, o Metropolita de Smolensk e Kaliningrado Cirilo, foi escolhido guardião patriarcal", informou a Igreja em um comunicado.

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