Nuno Leal Maia
Nuno Leal Maia é um ator e treinador de futebol brasileiro. Graduado em artes cênicas na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, seu primeiro trabalho foi em 1973, participando dos dois longas Anjo Loiro e A Virgem; contudo, foi no filme Ato de Violência, no qual viveu um presidiário que esquartejava mulheres, lhe garantiu o Prêmio Air France de Melhor Ator. Por outro lado, sua estreia na televisão deu-se início em 1976, interpretando Acioli na telenovela Estúpido Cupido; mas a consagração só veio em 1984, como Bertazzo em Vereda Tropical, sendo eleito Melhor Ator pelo Troféu APCA.
Carreira como treinador de futebol
Nascido em Santos, Nuno se tornou jogador de futebol em 1963, aos 15 anos, chegando a jogar pelo juvenil do Santos Futebol Clube, do qual é torcedor. Para seguir carreira, estudou artes cênicas na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. No entanto, em 1988, durante o auge da carreira do ator na ficção, após ter realizado diversos trabalhos no cinema e televisão nas décadas de 1970 e 1980, tornou-se gestor de futebol do Bangu; segundo Maia, seu papel como Tony Carrado na telenovela Mandala o fez reencontrar com a modalidade e disse: "Foi porque eu fazia um bicheiro em uma novela, e lá no Bangu estavam o Castor (de Andrade) e o Carlinhos Maracanã. Mas, na verdade, no Bangu eu ficava mais com o Neco, que era diretor. Eles gostavam de exibir como um "bicheiro", não era eu quem decidia as contratações."
Carreira na televisão
Estreou na televisão em 1976 interpretando Acioli na telenovela Estúpido Cupido, da Rede Globo. Quatro anos depois, transferiu-se para Rede Bandeirantes para viver Edmar em Pé de Vento. Em 1983, voltou para a emissora global como Renan em Champagne. No entanto, seu primeiro papel de destaque veio no ano seguinte, dando vida ao Bertazzo em Vereda Tropical, personagem que lhe garantiu o Troféu APCA de Melhor Ator. Em 1985, foi protagonista na telenovela A Gata Comeu como Fábio, que fez par romântico com a atriz Christiane Torloni na trama. No ano seguinte, transferiu-se para Rede Manchete para interpretar o comissário de bordo Bruno em Novo Amor. Em 1987, retornou para Rede Globo como Tony Carrado em Mandala, lembrado pelo bordão "minha deusa", voltando à emissora anterior novamente para viver Júlio na minissérie A Rainha da Vida. Dois anos mais tarde, concluiu aquela década em Top Model como Gaspar.
Carreira no cinema
Estreou em 1973 participando dos longas Anjo Loiro e A Virgem. Dois anos depois, esteve em Cada Um Dá o Que Tem. Em 1976, trabalhou em duas obras, intitulados Chão Bruto e O Quarto da Viúva. Esse número aumentaria no ano posterior com Gente Fina É Outra Coisa, Elas São do Baralho e Paranoia. Em 1978, interpretou o personagem principal de A Dama do Lotação, filme que foi recorde de público. Uma das obras de destaque na década de 1980 foi no longa Ato de Violência, quando deu vida a um presidiário que esquartejava mulheres; personagem que lhe garantiu o Prêmio Air France de Melhor Ator. Nos anos de 1981 e 1982, esteve em Mulher Objeto, Ao Sul do Meu Corpo e Índia, a Filha do Sol. No dois anos posteriores, participou dos longas Gabriela e Águia na Cabeça. Em 1985 e 1987, trabalhou nos longas O Rei do Rio, O Beijo da Mulher Aranha e As Sete Vampiras. Posteriormente, voltaria às telonas em Solidão, uma Linda História de Amor.


