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Tartaruga-marinha

Tartaruga-marinha (Chelonioidea) é a superfamília da ordem das tartarugas que inclui as espécies que habitam mares tropicais e subtropicais em todo o mundo. O grupo é constituído por seis gêneros e sete espécies, todas elas ameaçadas de extinção.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/10/2026
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Anatomia e morfologia

Imagem: Lua Pramos · BY-SA · Openverse

As tartarugas-marinhas diferem de outros répteis por apresentarem um casco rígido que as protege de predadores, das variações climáticas e pressões ambientais. O casco é uma estrutura formada pela fusão de ossos da coluna vertebral, costelas e cintura pélvica. A porção dorsal do casco é denominada carapaça e a porção ventral, plastrão. A carapaça é feita de ossos cobertos por escudos queratinosos nas quatro espécies da família Cheloniidae ou gordura e pele na tartaruga-de-couro (família Dermochelyidae). As margens desses escudos não estão alinhadas com as estruturas dos ossos. Na tartaruga-de-couro, a gordura se localiza por cima das costelas e das vértebras, e está revestida dorsalmente por uma pele serosa que contém pequenas ossificações (placas ósseas dérmicas). O plastrão, por sua vez, é composto por quatro pares de ossos e um osso não pareado. As tartarugas-marinhas medem, quando adultas, de 55cm a 2,1m de comprimento curvilíneo de carapaça (CCC) e pesam de 35 a 900kg, dependendo da espécie. Apresentam dimorfismo sexual quando adultas: machos possuem cauda mais longa e uma grande garra curva direcionada para dentro nas nadadeiras anteriores, que o ajudam a segurar a fêmea no momento da cópula.

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Fisiologia

Imagem: telly negotrópica · BY-NC · Openverse

Osmorregulação

As tartarugas mantêm um ambiente interno hipotônico em relação ao água do mar. Para manter a hipotonicidade, elas devem excretar íons salinos. Assim como outros répteis marinhos, elas possuem uma glândula especializada para eliminar o excesso de sais, já que seus fígados não são capazes de produzir uma urina com concentração de sais maior que a do mar. Todas as espécies de tartarugas-marinhas possuem uma glândula lacrimal na cavidade orbital capaz de produzir lágrimas com concentrações de sal maiores do que a do mar. Tartarugas de couro têm um problema maior, já que se alimentam de medusas e outros plânctons gelatinosos que possuem a mesma concentração da água do mar. Por isso, provavelmente a glândula lacrimal dessas tartarugas evoluiu de forma a culminar numa glândula muito maior, que expele lágrimas com quase o dobro de concentração de sais em comparação às glândulas das outras espécies.

Termorregulação

As tartarugas da família Cheloniidae tem grande variação de temperatura ao longo do tempo, enquanto a tartaruga de couro (Dermochelyidae) é endotérmica, por conseguir manter sua temperatura 8ºC acima da temperatura ambiente. Tartarugas-marinhas verdes do pacífico relativamente mais frio são conhecidas por saírem para ilhas remotas para se aquecerem no sol. Esse comportamento só foi observado em poucos locais, incluindo Galápagos, Hawaii, Ilha Europa e partes da Austrália.

Fisiologia do mergulho

Tartarugas-marinhas são répteis que têm pulmões, portanto respiram ar atmosférico. Para respirarem, elas devem subir a superfície regularmente, no entanto, elas passam a maior parte do tempo embaixo d’água, fazendo-se necessário que segurem a respiração por longos períodos de tempo. A duração do mergulho depende principalmente da quantidade de atividade realizada. Uma tartaruga que está forrageando gasta normalmente entre 5 a 40 minutos embaixo d’água, enquanto uma tartaruga que está dormindo pode permanecer no fundo do mar entre 4 a 7 horas. A respiração permanece aeróbica durante a maioria do tempo em um mergulho voluntário. Quando uma tartaruga é involuntariamente submergida (quando fica presa em uma rede de pesca por exemplo) a duração do mergulho é reduzida significativamente, aumentando a susceptibilidade a afogamento.

Fluorescência

Tartarugas-marinhas são os primeiros répteis fluorescentes encontrados na natureza. Gruber e Sparks (2015) observaram a primeira fluorescência em um tetrápode marinho. De acordo com eles, a fluorescência está sendo observada em um número cada vez maior de criaturas marinhas (cnidários, ctenóforos, anélidos, artrópodes e cordados), além de ser um fenômeno bem comum em peixes cartilaginosos e ósseos. Os dois biólogos marinhos acidentalmente observaram, nas Ilhas Salomão, uma tartaruga de pente com fluorescência. Seu objetivo aquela noite era observar a biofluorescência emitida por pequenos tubarões e corais. São vários os papéis da biofluorescência em organismos marinhos, entre eles os de atrair presas, se comunicar, se camuflar ou se defender. Eles acreditam que no caso desta tartaruga, a fluorescência pode ser usada para se camuflar entre os recifes de coral durante a noite.

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Espécies

Imagem: TV BrasilGov · BY · Openverse

Há um total de quatro famílias de tartarugas-marinhas (Toxochelyidae,Protostegidae, Cheloniidae e Dermochelyidae) e somente as últimas possuem espécies viventes. As principais características utilizadas para diferenciação das espécies estão relacionadas à presença de placas no casco e suas diferenças, mudanças no formato de cabeça e nadadeiras. As tartarugas-marinhas possuem sete espécies viventes divididas em dois gêneros, Dermochelydae e Chelonidae. As principais características utilizadas para diferenciação entre as espécies são características morfológicas como diferenças no tegumento ou formações ósseas. -Chelonia mydas sp (Cheloniidae): Conhecida como tartaruga verde, podem chegar a 1.5 metros de comprimento e pesam em média 160kg. Possuem uma cor esverdeada característica da espécie e têm hábito onívoro enquanto filhote, tornando-se basicamente herbívoras quando adultas, principalmente algas verdes, as quais elas forrageiam nos costões rochosos (são encontradas no Brasil).

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Biogeografia

Imagem: Viviane Fuentes et Mathieu Gillot · BY-NC-SA · Openverse

As tartarugas-marinhas distribuem-se amplamente entre as bacias oceânicas, com registros desde o Ártico até à Tasmânia (Meylan & Donnely, 1999). No entanto, a maior parte das ocorrências reprodutivas está concentrada em regiões tropicais e subtropicais (Márquez, 1990).

Distribuição geográfica das tartarugas-marinhas que ocorrem no Brasil

Tem distribuição circunglobal, ocorrendo nos mares tropicais, subtropicais e temperados do Atlântico, Índico e Pacífico (Dodd, 1988). No Atlântico, os principais sítios reprodutivos estão localizados na costa sudeste dos Estados Unidos, em Cabo Verde e no Brasil (Mast et al., 2006). Tem distribuição circunglobal, ocorrendo nos mares tropicais geralmente entre as latitudes 40ºS e 40ºN. No Atlântico, os principais sítios reprodutivos estão localizados na Costa Rica, ilha de Ascensão (Reino Unido), Guiné-Bissau, México e Suriname, e ilha de Trindade (Brasil) (Broderick et al, 2006; Banco de Dados TAMAR/SITAMAR). Tem distribuição circunglobal em águas tropicais e subtropicais do Atlântico, Índico e Pacífico. É considerada a mais tropical de todas as espécies de tartarugas-marinhas, com áreas de desova geralmente situadas entre as latitudes paralelos 300 S e 300 N (Márquez, 1990). No Atlântico, os principais sítios reprodutivos estão localizados em diferentes países do Caribe e no Brasil (Mortimer, 2007).

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Evolução e Filogenia

Imagem: emersonik · BY-NC-SA · Openverse

O posicionamento filogenético das tartarugas (ordem Testudine) é um enigma até hoje, devido aos seus caracteres bem definidos e muito derivados como o casco e ausência de fósseis com caracteres intermediários entre as tartarugas e outra ordem, por isso, a comparação e o relacionamento com outras ordens é muito difícil de ser feita. A principal característica, que permite a comparação de tetrápodes e que é utilizado para justificar a posição atual dos Testudine é o padrão do crânio. Há três tipos bem definidos: As principais teorias e as que mais impactam no posicionamento das tartarugas em filogenias permeiam em duas possibilidades. uma de que elas são um representante vivente dos anapsidas e portanto formam um grupo basal ou que são Diapsidas e houve perda das fenestras na diversificação da ordem, esta última se baseia em reentrâncias laterais presentes no crânio das tartarugas na região superior (figura 4).

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Ecologia

Imagem: emersonik · BY-NC-SA · Openverse

Ciclo de vida

As tartarugas-marinhas apresentam um ciclo de vida complexo, utilizando diferentes ambientes ao longo da vida, o que implica mudança de hábitos. São marinhas, mas utilizam o ambiente terrestre, a praia, para desova, garantindo o local adequado para a incubação dos ovos e o nascimento dos filhotes. Ao nascerem, os filhotes rumam imediatamente para o alto-mar, onde atingem zonas de convergência de correntes que formam grandes aglomerados de algas (principalmente sargaços) e matéria orgânica flutuante. Nestas áreas os filhotes encontram alimento e proteção, e assim permanecem por vários anos, migrando passivamente pelo oceano. Algumas espécies podem permanecer no ambiente pelágico por toda a vida, como a tartaruga de couro (Dermochelys coriacea). Outras passam a fase juvenil em regiões costeiras ou insulares, alimentando-se de organismos bentônicos.

Nutrição

As tartarugas-marinhas têm uma dieta muito diversificada. Os filhotes de tartaruga-verde são primeiramente carnívoros, mas quando sua carapaça alcança entre 25 a 30 cm, ao migrarem para áreas bentônicas, as tartarugas já adultas tornam-se herbívoras, alimentando-se de diversas espécies de algas. As outras quatro espécies são onívoras: a tartaruga-de-pente é espongívora, habita predominantemente recifes de corais; a tartaruga-cabeçuda alimenta-se de peixes, crustáceos, medusas e gastrópodes; a tartaruga-oliva se alimenta de peixes, caranguejos, ostras, ouriços, camarões e algas; e a tartaruga-de-couro de cnidários (medusas) e tunicados.

Reprodução

A reprodução das tartarugas-marinhas é um processo sazonal e complexo, que normalmente envolve longas migrações entre áreas de forrageamento (busca e exploração de recursos alimentares) e de acasalamento. Machos e fêmeas acasalam-se com vários pares e isto é frequentemente observado em águas rasas próximo às praias de desova, podendo durar várias horas. As fêmeas mantêm-se receptivas por cerca de 7 a 10 dias, enquanto os machos permanecem sexualmente ativos por aproximadamente 30 dias. Depois do acasalamento, os machos parecem retornar para as áreas de forrageamento e as fêmeas deslocam-se para os locais de desova, onde permanecem por alguns meses para as posturas.

As tartarugas e o ser humano

As tartarugas-marinhas são capturadas em todo o mundo, embora seja ilegal caçar a maioria das espécies em muitos países. Uma grande quantidade das colheitas intencionais de tartarugas-marinhas em todo o mundo é para alimento. Em muitas partes do mundo, há muito tempo, consideram-se as tartarugas-marinhas excelentes refeições. Textos chineses antigos datados do século V a.C. descrevem as tartarugas-marinhas como iguarias exóticas. Muitas comunidades costeiras em todo o mundo dependem das tartarugas-marinhas como fonte de proteína, muitas vezes colhendo várias tartarugas-marinhas de uma vez e mantendo-as vivas nas costas até serem necessárias. Outros povos costeiros juntam ovos de tartaruga-marinha para consumo.

Simbiose com cracas

Tartarugas-marinhas e cracas interagem ecologicamente pelo comensalismo. Nessa interação as cracas beneficiam ao crescer na carapaça das tartarugas sem machucá-las. Tanto cracas adultas (sésseis) como larvas (planctônicas) podem se aproveitar das tartarugas como substrato. As larvas tendem a ficar tanto na carapaça como na pele do pescoço da tartaruga. Muitas cracas podem crescer em qualquer tipo de substrato, no entanto, algumas espécies tem uma relação comensal obrigatória com animais específicos, dificultando a busca por um local ideal para se assentar. Por volta de 29 espécies de cracas tem uma relação comensal com tartarugas. Tartarugas são um habitat ideal para as cracas por três razões: elas possuem uma expectativa de vida muito alta (por volta de 70 anos), então as cracas não precisam se preocupar com a morte de seu hospedeiro. No entanto, as cracas podem morrer pela troca das placas da carapaça que ocorrem ao longo dos anos (devido ao aumento corporal); cracas são suspensívoras, ou seja, se alimentam de partículas flutuando na coluna d’água e, estando sempre sobre um animal que está constantemente se movimentando, se beneficiam da corrente de água gerada por esse movimento, adquirindo facilmente uma fonte de alimento; A migração das tartarugas permite um ótimo mecanismo de dispersão para as larvas que, sem as tartarugas, nunca atingiriam distâncias tão longas e não se dispersariam globalmente.

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Conservação

Imagem: luma poletti · BY-NC-SA · Openverse

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas-Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste - Projeto TAMAR, é um dos centros de pesquisas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio - vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e que integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente Sisnama). Fica sediado em Vitória, Espírito Santo (Portaria nº 16, de 02 de março de 2015), foi criado em 1980 e hoje realiza funções como centro de pesquisa, conservação, manejo, educação ambiental e inserção social de comunidades costeiras, tudo isso relacionado às 5 espécies de tartarugas-marinhas que residem a costa brasileira. É hoje visto internacionalmente como uma das experiências mais bem sucedidas de conservação marinha. O Centro cobre cerca de 1.100km de praias, em 26 localidades em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas, em nove estados brasileiros.

Por que conservar?

A conservação das tartarugas-marinhas é essencial para a preservação da biodiversidade, assim como todas as outras espécies do planeta. Elas são importantes peças para manter a diversidade de peixes e diversos invertebrados, assim como a formação de bancos de areias, mangue, gramas marinhas, algas, recifes e ilhotas. No entanto, além da Manutenção da biodiversidade, há serviços ecológicos que as tartarugas-marinhas desempenham dentro de suas comunidades e Ecossistemas, e que os mantém em equilíbrio. Como presa, as tartarugas-marinhas servem de alimento para diversos animais de topo da cadeia alimentar, como falcões, orcas, crocodilos, entre outros. Também servem de alimento para animais que não estão no topo da cadeia mas se aproveitam, como formigas e lagartos.

Principais causas de morte

Essas são as principais ações humanas que ameaçam a existência de tartarugas-marinhas: A pesca acidental - na costa com redes de espera e no mar aberto com anzol e redes de deriva. A pesca de arrasto de camarão e com espinhéis são as que mais apresentam ameaça. O dispositivo de escape de tartarugas (TED) reduz em 97% a pesca acidental em arrastos de camarão. Comércio ilegal - Além da venda de carapaças como adornos, a venda de carne de tartaruga e também de seus ovos é um problema que aflige o mundo inteiro, mas é uma preocupação principalmente no Oriente (China, Filipinas, Índia e Indonésia) e nas costas da América Latina. Estimativas chegam a 35.000 tartarugas mortas por ano no México e Nicarágua.

Como conservar?

Uma das principais ações que podem ajudar a conservar as espécies de tartarugas (assim como todas as outras espécies marinhas) é redução do uso de materiais plásticos, assim como a sua reciclagem e o cuidado com o local de despejo. O uso de objetos supérfluos como canudos podem causar grande impacto negativo na vida desses animais. Além de serem confundidos com presas e ingeridos, as tartarugas não desovam em praias sujas, diminuindo ainda mais a suas populações. Por isso, outra uma pequena ação que pode fazer toda a diferença para essas tartarugas é retirar da praia todo lixo encontrado, depositando-o em um local apropriado. As tartarugas são extremamente sensíveis a sons e à luz. Assim, se estiver em algum local de desova e avistar uma tartaruga ou seus filhotes saindo para o mar, desligue todas as fontes de luz possíveis e faça silêncio. Isso garante que não haja perturbação e que elas seguirão seu caminho naturalmente, sem interferência humana.

Manejo

O manejo de tartarugas-marinhas é focado em cuidar principalmente das desovas nas praias. São promovidos 3 tipos principais de metodologias para o manejo e conservação dos ninhos: 1 - Conservação in situ, em que os ovos não são realocados, apenas é colocada uma tela plástica evitando a predação. O local é visitado periodicamente e após 40 dias são visitados diariamente, em busca de rastros de filhotes na areia. 2 - Transferido para praia, técnica de conservação em que a desova é realocada para outra região da praia. Assim como a conservação in situ, ela é protegida por uma tela plástica e segue o mesmo tipo de supervisão. 3 - Transferido para cercado, em que os ovos são realocados para uma área segura - um cercado de incubação localizado na praia -, expostos aos intemperismos. Nesse tipo de conservação é importante reproduzir todas as variáveis naturais como a temperatura, profundidade do ninho, umidade, etc. é colocada uma cerca redonda em volta do cercado para que os filhotes fiquem retidos no local até serem identificados e contados.

Espécies em risco

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) todas as espécies de tartarugas-marinhas estão na lista vermelha de espécies em extinção (Red List), menos a tartaruga-marinha-australiana (Natator depressus) que não apresenta dados suficientes para ser classificada. Três espécies são classificadas como vulneráveis: tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea); tartaruga cabeçuda (Caretta caretta); Tartaruga de couro (Dermochelys coriacea) Apenas a tartaruga verde é classificada como ameaçada de extinção. Duas espécies estão na categoria de criticamente ameaçadas: Tartaruga de kemp (Lepidochelys kempii) e a tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata).

Legislação

A fauna brasileira se tornou um bem público e propriedade do estado apenas com a instituição da Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5197 de 03 de janeiro de 1967). Antes disso, era considerada de ninguém e sujeita a apropriação, ou seja, qualquer um poderia apreender, matar entre outras coisas sem violar a lei. Foi só na Portaria do Ibama, nº. 1.522, de 19 de dezembro de 1989 que as 5 espécies de tartarugas-marinhas que habitam o Brasil foram consideradas ameaçadas. Até hoje todas elas ainda são consideradas ameaçadas de extinção. A captura, o abate, comércio, transporte e o consumo direto são completamente proibidos pela legislação brasileira atual. Há também regulamentação específica para a proteção das populações de tartarugas-marinhas brasileiras.

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Fontes consultadas

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