Alberto Ohaco
Alberto Bernardino Ohaco foi um futebolista argentino que atuava como atacante.
Jogou durante toda sua carreira no Racing Club, clube do qual seu pai, Juan, foi um dos fundadores. Chegou ao clube três anos após a fundação deste, em 1906, sendo promovido ao elenco principal quatro anos depois, em 1910, contribuindo para a promoção da equipe para a Primeira Divisão. Em 1912, no ano seguinte a sua estreia na divisão de elite do futebol argentino, Ohaco terminou como artilheiro do campeonato, com nove gols em 10 partidas. Junto com outros jogadores, especialmente Canaveri, Marcovecchio, Hospital e Perinetti, compôs a espinha dorsal do Racing que conquistou sete títulos de forma consecutiva do campeonato argentino. O primeiro título veio em sua terceira temporada na Primeira Divisão, em 1913, com Ohaco terminando como artilheiro novamente, desta vez com 20 gols. Este título foi bastante simbólico, abrindo uma nova era no futebol nacional, pois até então só clubes oriundos da comunidade britânica haviam sido campeões. Nos dois anos seguintes, em 1914 e 1915, Ohaco terminou novamente com a artilharia do campeonato, marcando, respectivamente, 20 e 31 gols, tendo este último quebrado o recorde anterior de gols numa edição, que pertencia a Eliseo Brown, que marcara 24 vezes em 1907, e foi posteriormente quebrado por Alberico Zabaleta em 1921, com este marcando 32 vezes.
Durante seis anos, Ohaco defendeu o selecionado argentino, tendo estado presente nas duas primeiras edições da Copa América (à época conhecido como Campeonato Sul-Americano), em 1916 e 1917, nas quais a Argentina terminou com o vice-campeonato.[carece de fontes?] Sua estreia ocorreu em 15 de agosto de 1912, na partida ocorrida em Montevidéu contra o Uruguai, válida pela Copa Lipton, na qual a Argentina saiu derrotada por 2 x 0.[carece de fontes?] Em 1916 participou da Copa Newton, marcando duas vezes na vitória por 3 x 1 contra o Uruguai, e foi convocado para a primeira edição do Campeonato Sul-Americano, disputada no mesmo ano, na Argentina. No torneio, esteve presente na primeira e terceira partidas, contra o Chile, marcando duas vezes na vitória por 6 x 1, e Uruguai, na qual pouco pôde fazer para evitar o placar de 0 x 0, o qual deu o título ao rival, respectivamente. Na partida que ficou de fora, contra o Brasil, fora substituído por José Durán Laguna.[carece de fontes?]


