Alberto I de Mônaco
Alberto I foi o Príncipe de Mônaco de 1889 até sua morte. Era filho do príncipe Carlos III e sua esposa Antonieta de Mérode.
Alberto Honorato Carlos nasceu em 13 de novembro de 1848, na cidade de Paris, filho de Carlos III, Príncipe do Mónaco e da condessa Antonieta de Mérode. Alberto era o primogénito da Casa de Grimaldi e o herdeiro do trono monegasco. Mostrando interesse pelo mar, o seu pai colocou-o em 1886, tinha ele 18 anos, na Academia Naval espanhola, que frequentou durante 4 anos até concluir o curso naval, sendo promovido a guarda-marinha. Após a sua passagem pela armada espanhola, alistou-se em 1870 na armada francesa tendo participado em batalha na Guerra Franco-Prussiana, portando-se com tal denodo que mereceu a Legião de Honra francesa. O Príncipe Alberto casou a 21 de setembro de 1869 com a jovem Lady Maria Vitória Hamilton, de Lanarkshire, Escócia, filha do 11.º Duque de Hamilton e da princesa Maria de Baden. Cerca de um ano após o casamento nasceu-lhes um filho, o príncipe Luís, futuro Luís II, Príncipe do Mónaco. Mas após o nascimento do filho, com apenas 19 anos, Maria Vitória detestava o Mónaco e resolveu abandonar o marido, levando consigo o filho do casal. Luís permaneceu com a mãe na Alemanha até aos 11 anos, altura em que regressou ao Mónaco para iniciar a sua aprendizagem nos assuntos da família. O casamento foi anulado a 28 de julho de 1880.
Oceanografia
Cedo se interessou pela oceanografia, então uma ciência nascente, iniciando, por volta dos 22 anos de idade, o seu estudo. Nessa área demonstrou excepcional capacidade inventiva, tendo desenhado diversos equipamentos destinados à pesquisa do mar profundo e ao estuda da interacção entre os oceanos e atmosfera, matéria em que foi pioneiro. Adquiriu em 1873 uma chalupa a vapor, a que deu o nome de Hirondelle, iniciando com ela, a partir de 1875, um conjunto de expedições oceanográficas no Mediterrâneo, Atlântico e Oceano Árctico, para o que se rodeou de um grupo selecto de cientistas e exploradores, incluindo os melhores especialistas da época em biologia marinha, meteorologia e oceanografia.
Navios
Para a realização das suas viagens de exploração Alberto I utilizou sucessivamente quatro navios, sempre maiores e mais sofisticados. Embora os navios fossem denominados ‘’iates’’, talvez com excepção do primeiro, as suas dimensões e características em nada se parecem com as embarcações que correntemente recebem essa designação. Foram os seguintes as embarcações utilizadas:
Alberto e os Açores
No decurso das suas expedições oceanográficas, Alberto I tornou-se um visitante assíduo dos Açores, estabelecendo relações estreitas com as comunidades piscatórias das ilhas. Desta relação resultou que o príncipe Alberto tivesse sido padrinho de baptismo de várias crianças nas ilhas. Algumas das mais antigas fotografias conhecidas da ilha do Corvo e dos seus habitantes foram feitas pelo príncipe e por membros das suas expedições. O mesmo acontece em relação à baleação açoriana, estudada e descrita pela primeira vez pelo príncipe. Quando, no decurso de uma das suas expedições, o príncipe descobriu um grande banco a sul da ilha do Pico, que ele denominou Banco Princesse Alice, o nome do navio de investigação (e da esposa), Alberto I mandou publicar o facto nos jornais açorianos, ajudando depois na organização de expedições de reconhecimento por parte dos pescadores açorianos.


