Tony Ramos
Antônio de Carvalho Barbosa, mais conhecido como Tony Ramos, é um ator brasileiro. Um dos mais respeitados e longevos intérpretes da televisão nacional e uma das figuras centrais da teledramaturgia brasileira. Com uma carreira que se estende por mais de 50 anos, destacou-se por sua versatilidade e consistência, consolidando-se como um dos principais nomes da televisão, do teatro e do cinema no país. Ao longo da carreira na televisão, teatro e cinema, ganhou dois Prêmios Grande Otelo, quatro Prêmios APCA, oito Troféus Imprensa, o maior vencedor do troféu e um Prêmio Shell e um Kikito, entre outros.
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Descendente de portugueses, espanhóis, ingleses e italianos, Antônio de Carvalho Barbosa é filho dos paulistas Paulo Moreira Barbosa e Maria Antônia de Carvalho. Nasceu no norte do Paraná, para onde seus pais haviam se mudado pouco tempo depois de se casarem em Valparaíso (São Paulo) em 1946. A permanência do Paraná foi muito breve, e a família seguiu para a região entre Ourinhos e Avaré. Seu pai abandonou a família e Tony passou a ser criado pela mãe e pela avó materna, dona Maria das Dores do Amaral Toledo Ramos, a "vó Dodô", de quem pegou "emprestado" o sobrenome para compor mais tarde seu nome artístico. Quando tinha seis anos, sua mãe - professora primária - se estabelece na capital paulista num pequeno sobrado na avenida Pompeia. A avó, onipresente em sua criação, acompanha a filha e o neto. Quando tinha quatorze anos sua mãe se casa com Salvador Beatrice, um diretor de escola, e a família vai morar no bairro do Brás e depois no Brooklin. Seu padrasto torna-se uma importante figura em sua vida e lhe dá uma irmã de nome Francis. Tony foi vizinho e afilhado de Djanira Lucchesi e Erasmo de Carvalho, pais do diretor Dennis Carvalho, seu amigo de longa data e de televisão.
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Início da carreira na TV
Em 1964 estreou na televisão, atuando em esquetes do programa Novos em Foco, da TV Tupi. A atração promovia testes buscando por novos atores e, após ser contratado pela emissora, participou do TV de Vanguarda, TV de Comédia e do Grande Teatro Tupi. Em 1965 atuou em sua primeira telenovela, A Outra. Ainda na Tupi, participou de várias outras produções, entre elas, Antônio Maria de 1968, novela responsável por impulsionar sua carreira; Simplesmente Maria de 1970, onde interpretou seu primeiro grande papel, Toninho; Vitória Bonelli de 1972, como o coprotagonista Tiago Bonelli; Rosa dos Ventos de 1973, despontando em seu primeiro papel de protagonista de telenovelas, Quico; Ídolo de Pano de 1974, como o protagonista Luciano; e A Viagem de 1975, como o coprotagonista Téo, personagem que no remake de 1994 fora vivido por Maurício Mattar.
Carreira na Rede Globo
Em 1977 transferiu-se para a Rede Globo, emissora na qual até hoje atua e na qual consolidou uma carreira de sucesso. A sua primeira atuação na emissora foi na novela Espelho Mágico. Nesse mesmo ano, ainda dividiu a apresentação do musical Globo de Ouro com a atriz Christiane Torloni e, emendando trabalhos, estreou, no fim daquele ano, a novela O Astro, onde interpretou o seu primeiro protagonista na Rede Globo, o jovem Márcio Hayala, par romântico de Elizabeth Savalla. Durante a trama, Tony protagonizou o primeiro nu masculino em telenovelas brasileiras, apesar da censura existente no regime militar da época. Em 1979 protagonizou a novela Pai Herói, mais uma vez formando casal com Elizabeth Savalla. Depois integrou o elenco da novela Chega Mais, na pele do trambiqueiro Tom, protagonista da trama, ao lado de Gelly, personagem de Sônia Braga. Em 1981 atuou pela primeira vez numa novela do autor Manoel Carlos, quando encarnou os gêmeos João Victor e Quinzinho da novela Baila Comigo. Sua atuação foi aclamada pela crítica, por não usar maquilagem, apenas os recursos técnicos de voz, postura e respiração para viver personalidades completamente diferentes.
No teatro
Além de na TV e mais tarde em filmes, Tony atuou em mais de oitenta teleteatros e mais de vinte peças. Sua estreia profissional no teatro deu-se, em 1969, com a peça Quando as Máquinas Param, ao lado de Walderez de Barros. Nesse ano ainda encenou Rapazes da Banda e, em 1971, esteve em cartaz com Pequenos Assassinatos. Em 1989 participou do musical Meu Refrão Olê Olá, em homenagem aos 25 anos de carreira do compositor Chico Buarque, onde interpretou a travesti Geni, e em 1997 atuou na peça Cenas de um Casamento, em que contracenou com Regina Braga. Por último, em 2002 interpretou um ex-torturador da polícia na peça Novas Diretrizes em Tempos de Paz.
No cinema
No cinema, estreou com o filme O Pequeno Mundo de Marcos, em 1968. Dentre outras produções, destacam-se suas atuações em Leila Diniz como o pai da atriz, Sr. Diniz; Bufo & Spallanzani, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Gramado; e nos grandes sucessos de bilheteria Se Eu Fosse Você, Se Eu Fosse Você 2, Chico Xavier e Getúlio.
Como escritor
No dia 6 de julho de 2006, Tony oficialmente entra no mundo literário ao lançar na Livraria da Travessa a sua autobiografia "Tony Ramos - Nos Tempos da Delicadeza".
Imagem: The Guillotine · BY-NC · Openverse
Em 7 de maio de 2009, recebeu do ministério das Relações Exteriores a medalha oficial da Ordem de Rio Branco, um reconhecimento oficial do Governo brasileiro por seus trabalhos no cinema, no teatro e na televisão.==Referências==


