Carlos Alberto Torres
Carlos Alberto Torres foi um futebolista, treinador e comentarista esportivo brasileiro.
Como jogador
Carlos Alberto nasceu numa viela na Rua Sabino Vieira, 23, casa 12, no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro, e desde cedo foi criado em outro bairro carioca, a Vila da Penha. Começou a jogar futebol aos 13 anos, nos juvenis do Fluminense. Foi medalhista de ouro pela Seleção Brasileira Olímpica nos Jogos Pan-Americanos de 1963, disputados em São Paulo. Pelo Tricolor, foi campeão do Campeonato Carioca de 1964. Logo depois, se transferiria para o Santos, contratado por CR$ 200 milhões, na transação mais cara do futebol brasileiro até ali. Quando Carlos Alberto chegou na Vila Belmiro em 1965, o Santos atravessava o seu apogeu, com conquistas como o bicampeonato da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Assumiu de imediato a lateral-direita, posição antes ocupada por Ismael. Estreou no Santos em 29 de abril de 1965, marcando um dos gols da goleada de 9 a 4 no amistoso contra o Remo, em Belém.
Como treinador
Em seu primeiro ano como treinador, conquistou o Campeonato Brasileiro de 1983 pelo Flamengo. Foi treinador do Fluminense no Bicampeonato Carioca, em 1984. Em 1985, foi Bicampeão do Campeonato Pernambucano pelo Náutico. Em 1993 conquistou a Copa CONMEBOL pelo Botafogo. Ao todo, dirigindo 16 equipes, do Brasil e do Exterior, algumas delas mais de uma vez.
Na política, Carlos Alberto era filiado ao Partido Democrático Trabalhista. Foi vereador de 1989 a 1993, ocupando a vice-presidência e a primeira secretaria da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Em 2008 tentou uma vaga para vice-prefeito da capital fluminense, na chapa de Paulo Ramos, mas acabou não se elegendo.
Imagem: tvbrasil · BY-NC-SA · Openverse
Carlos Alberto foi casado três vezes: com Sueli (mãe dos seus filhos Andréa e Alexandre Torres, também jogador), com a atriz Teresinha Sodré e com Graça, sua última esposa.
Morte
Morreu no dia 25 de outubro de 2016, aos 72 anos, vítima de um infarto fulminante em sua casa, no Rio de Janeiro. Carlos Alberto Torres fez sua última aparição no SporTV, onde era comentarista, apenas dois dias antes de sua morte, quando participou do programa Troca de Passes. Ricardo Rocha, ex-zagueiro e amigo próximo do Capita, e o comentarista Luiz Ademar, também do SporTV, relataram que Carlos Alberto tinha boa saúde, a despeito da idade. Seu corpo foi velado na sede da CBF, na Barra da Tijuca, e sepultado no Cemitério de Irajá.
Imagem: Felipe Quintanilha · BY-NC · Openverse
Em 2017, a FERJ homenageou capitão do tri, nomeando o troféu do Campeonato Carioca de 2017 de troféu Carlos Alberto Torres.


