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Parque Nacional do Albardão

O Parque Nacional do Albardão é uma unidade de conservação brasileira de proteção da natureza localizada no extremo sul do Rio Grande do Sul, em Santa Vitória do Palmar, Chuí e Rio Grande. É o maior parque marinho do Brasil e a quarta unidade estabelecida em território gaúcho, junto de Aparados da Serra, Serra Geral e da Lagoa do Peixe.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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História

O parque foi criado em 6 de março de 2026. O nome é referência ao farol localizado na área, construído em 1909. A necessidade de criação de uma unidade de conservação na área constava nos mapas das "Áreas Prioritárias para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira", apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente em 2003 e 2004. A região do Albardão foi categorizada como de extrema importância para a biodiversidade. Em 2005, foi destacada como de importância fundamental para a conservação de tubarões e raias no Brasil. O processo para realizar os estudos para a criação da unidade de conservação iniciou em 2008, pela Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação e a Coordenação de Criação de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), gerando estudos técnicos para subsidiar a demanda. No mesmo ano, o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera solicitou a criação do parque. Também em 2008, as Dunas do Albardão foram caracterizadas como geossítio pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos. O Foro do Mar Patagônico, coalizão de instituições conservacionistas do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile, elencou a região como um dos 23 sítios com maior prioridade para a conservação da biodiversidade e ecossistemas costeiros e marinhos nesses países.

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Caracterização

A área terá mais de 1 milhão de hectares, com restrição de uso. A Área de Proteção Ambiental (APA) conta com 55 mil hectares na faixa de areia e zona de amortecimento de 558 mil hectares no mar e 250km de faixa de areia. No território, há dunas, lagoas costeiras, praias arenosas e de cascalho (concheiros) e fundos marinhos arenosos, rochosos e consolidados. Na região vivem 15 espécies de aves marinhas, 27 pelágicas e três tipos de tartarugas-marinhas. Também é lar de dez mamíferos marinhos, como a baleia-franca, o golfinho-nariz-de-garrafa e a toninha, o cetáceo mais ameaçado do Atlântico Sul. Abriga, ainda, tubarões e raias. Entre as espécies encontradas na região estão: Muitas das espécies são vulneráveis ou estão ameaçadas de extinção. A região é ponto de encontro entre correntes oceânicas e recebe espécies vindas tanto de águas frias patagônicas quanto de outras partes do Atlântico Sul.

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Economia

Com a instalação do parque e da APA, as atividades econômicas da região ficaram mais restritas, especialmente combatendo a pesca industrial. Os recursos naturais poderão ser utilizados apenas indiretamente no parque, para ações de preservação ambiental, pesquisa científica, educação ambiental e turismo ecológico. Já a APA poderá contar com atividades sustentáveis, como pesca artesanal e ecoturismo. A criação das áreas contou com resistência do poder público, como da prefeitura de Santa Vitória do Palmar e da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) do Rio Grande do Sul, por restringir a pesca, a produção rural, o turismo off-road, a exploração de petróleo e, especialmente, projetos de energia eólica offshore, com aerogeradores em alto-mar, e de produção de hidrogênio verde.

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Fontes consultadas

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