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Albânia Veneziana

Albânia Veneziana ou Albânia Véneta é uma região histórica da costa do Montenegro, que pertenceu aos domínios adriáticos da República de Veneza. Entre 1420 e 1797, este território veneziano foi um baluarte contra a expansão dos Turcos otomanos nos Balcãs.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Geografia

Os domínios venezianos na costa do Montenegro estendiam-se desde os limites meridionais da República de Ragusa (a atual Dubrovnik) até Durazzo (hoje a cidade albanesa Durres). Estes territórios venezianos nunca chegaram a mais de 20 km da costa. Após 1573 o limite sul da Albânia Veneziana foi movido para norte, na localidade chamada Confin (Kofin) perto de Budua (Budva), por causa das conquistas turcas de Antivari (Bar) e Dulcigno (Ulcinj). As possessões venezianas estavam concentradas em redor da baía de Cattaro (Kotor) e incluíam também as pequenas cidades de Risano (Risan), Perasto (Perast), Teodo (Tivat), Castelnuovo (Herceg Novi), Budua (Budva) e Spizza (Sutomore). Apesar do seu nome a Albânia Veneziana só era povoada por albaneses nas suas localidades mais meridionais: Antivari (Bar) e Dulcigno (Ulcinj). A grande maioria da população era constituída por falantes da língua veneziana (e por alguns servo-croatas).

História

Os domínios venezianos no sul da Dalmácia estavam relacionados (entre outras coisas) com as populações dálmatas de língua neolatina, segundo Will Durant no seu livro The Renaissance. O académico francês afirma que estes ilírios romanizados de língua dálmata sobreviveram às invasões bárbaras dos Avaros e Eslavos graças ao comércio com Veneza, a quem pediram ajuda por volta do ano 1000 contra dois reinos servo-croatas do interior dos Balcãs. A República de Veneza começou a estabelecer-se na Baía de Cattaro e rapidamente a língua veneziana assimilou a língua dálmata do território, segundo afirma Matteo Bartoli no seu livro Le parlate italiane della Venezia Giulia e della Dalmazia. Nesses séculos eram poucos os habitantes da costa montenegrina que falavam em servo-croata.

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História das etnias romances da Albânia veneziana

Segundo o historiador Luigi Paulucci (no seu livro Le Bocche di Cattaro nel 1810) a população da Albânia Véneta, durante os séculos da República de Veneza, era principalmente de língua neolatina (mais de 66%) nas cidades (Cattaro, Perasto, Budua, etc.) em redor das "Bocas de Cattaro" (Kotor). Mas nas áreas do interior mais da metade era constituída por gente de língua servo-croata, especialmente após o início do século XVIII. Além disso havia numerosas comunidades de língua albanesa, especialmente no extremo sul da Albânia Veneziana: Paulucci escreveu que nos anos napoleónicos em Dulcigno (Ulcinj) metade da população era albanesa, um quarto veneziana e um quarto servo-croata. O apego a Veneza por parte das populações romances da Albânia Véneta era extremamente forte: em Perasto se deu o último combate contra Napoleão pela independência da República de Veneza em 1797 e aí foi sepultado o último "Gonfalão de Veneza" pela população em lágrimas.

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Fontes consultadas

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