Alaxate ibne Cais
Abu Maomé Madicaribe ibne Cais ibne Madicaribe, melhor conhecido só como Alaxate ibne Cais foi um chefe dos quindaítas do Hadramaute e fundador de uma das principais famílias árabes nobres de Cufa. Abraçou o Islã na presença do profeta Maomé apenas para deixar a fé após a morte deste último em 632. Foi posteriormente preso e perdoado pelo califa Abacar (r. 632–634) após seu arrependimento. Se juntou às conquistas muçulmanas da Mesopotâmia e da Pérsia, lutando em várias batalhas entre 636 e 642. Se estabeleceu na recém-fundada cidade-guarnição de Cufa e se tornou o líder de seus membros de tribo lá. Serviu como governador do Azerbaijão sob Otomão (r. 644–656) e como general na Batalha de Sifim em 657 sob Ali (r. 656–661). Participou da arbitragem que encerrou a batalha e morreu em Cufa. Foi posteriormente sucedido por seu filho Maomé como líder dos quindaítas cufanos.
O nome real de Alaxate era Madicaribe ibne Cais. Desde o período pré-islâmico, serviu como chefe do clã Banu Moáuia Alacramim, que fazia parte do grupo tribal maior da Arábia do Sul de Banu Harite de Quinda.[a] Estava entre os mais influentes chefes deste grupo tribal. Ganhou seu apelido de Alaxate ("o desgrenhado") porque era conhecido por ter o cabelo desgrenhado. Antes de abraçar o Islã no final de 631, lançou uma expedição contra a tribo de Murade, cujos membros mataram seu pai Cais. No entanto, seu ataque foi repelido e foi levado cativo. Em troca de sua libertação, pagou a Murade 3 000 camelos como resgate. Liderou uma delegação de setenta guerreiros quindaítas ao profeta Maomé e se converteu ao Islã. Após a morte de Maomé em 632, ele e sua tribo retiveram o pagamento costumeiro ao nascente estado muçulmano e apostataram durante as Guerras Rida. Após sua subsequente derrota no pasto de Zurcã em Hadramaute, eles e suas famílias tomaram posição no forte de Anujair no Iêmem e foram cercados pelas forças muçulmanas. Alaxate garantiu passagem segura para vários de seus parentes, mas o resto dos guerreiros sitiados foram executados. Foi poupado, mas levado cativo e enviado ao califa Abacar (r. 632–634), que concordou em libertá-lo depois que se arrependeu. Posteriormente, fixou residência em Medina, capital do califado, onde foi casado com a irmã de Abacar, Um Farua. Apesar de uma proibição inicial de ex-apóstatas participarem das conquistas muçulmanas, durante o reinado de Omar (r. 634–644), se juntou ao exército de Sade ibne Abu Uacas que foi despachado para conquistar o Iraque do Império Sassânida. Durante essa campanha, lutou nas batalhas de Cadésia, Ctesifonte, Jalula e Niavende entre 636 e 642. Durante a conquista desses territórios, ganhou um pedaço de terra na cidade da guarnição árabe de Cufa à época de sua fundação e Construiu uma casa lá que fazia parte do bairro quindaíta.


