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Alargamento da Zona Euro

O alargamento da Zona Euro é um processo contínuo presente na União Europeia (UE), no qual novos países aderem à utilização do euro como moeda corrente. Todos os Estados-membros da União Europeia, exceto a Dinamarca e de facto a Suécia, são obrigados a adotar o euro como a sua única moeda corrente assim que atingirem um critério vigente determinado pela própria UE. Entre os critérios estão dois anos de participação no Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio e a manutenção da taxa de inflação dentro dos padrões da UE.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Critério de adesão

Para aderir à Zona Euro (e portanto estar autorizado a cunhar o euro separadamente), o país deve primeiro ser membro da União Europeia, estando assim enquadrado num certo critério económico, incluindo a sua adesão ao MTC II, que vincula a taxa de câmbio da sua moeda corrente ao euro, dentro de uma faixa específica (normalmente ±15%). Os microestados europeus que têm acordos monetários com países pertencentes à Zona Euro podem cunhar as suas próprias moedas de euro separadamente. Contudo, não têm poder político dentro da Zona Euro. Este é o caso do Mónaco, de São Marino, do Vaticano e de Andorra.

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Países fundadores

A Zona Euro foi fundada a 1 de janeiro de 1999 por 11 Estados Membros: Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Espanha.

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Ampliações

A Letônia é um membro da União Europeia desde 1 de maio de 2004, e é também um membro da União Económica e Monetária da União Europeia. A sua moeda, o lats letão, fez parte do MTC II, e a sua taxa de conversão flutuava dentro de um limite de 15% para mais ou para menos do valor acordado de 0,702804 lats = 1 euro. A Letónia tinha originalmente planeado adotar o euro em 1 de janeiro de 2008, mas foi depois concluído que não seria capaz de realizar a mudança antes de 2012, embora o chefe do Banco Nacional da Letónia tivesse sugerido que o ano de 2013 seria uma data mais realista. O ano de 2013 foi mais tarde descartado após a declaração do banco central da Letónia sobre a impossibilidade de se adotar o euro antes de 2014. Após o cumprimento dos critérios necessários para adotar o Euro, a Letônia recebeu o aval da UE para substituir sua moeda, o lats. No dia 1 de janeiro de 2014, a Letônia adotou o Euro como sua moeda, tornando-se assim o 18º membro da Zona do Euro.

Grécia

A Grécia foi o primeiro país a juntar-se à Zona Euro, após a sua adesão à UE. A sua adesão aconteceu em 1999. A taxa de câmbio entre o dracma grego e o euro foi fixada em 19 de junho de 2000 em 340,75 GRD, e a Grécia aderiu formalmente à Zona Euro em 1 de janeiro de 2001. As moedas e cédulas do dracma grego foram substituídas pelo euro em 1 de janeiro de 2002, juntamente com todos os países fundadores da Zona Euro.

Eslovênia

A Eslovênia foi o primeiro país a juntar-se à Zona Euro após o lançamento das moedas e cédulas do euro. O euro substituiu o tolar esloveno em 1 de janeiro de 2007. A taxa de câmbio entre o euro e o tolar foi ajustada em 11 de julho de 2006 em 239,64 SIT. Mas ao contrário dos acontecimentos anteriores, as transações em dinheiro vivo e virtual foram introduzidas simultaneamente.

Chipre

O Chipre substituiu a libra cipriota pelo euro em 1 de janeiro de 2008. A aplicação formal do euro no país iniciou-se em 13 de fevereiro de 2007. Em 16 de maio daquele ano, a Comissão Europeia, controlada pelo Banco Central Europeu, permitiu a introdução do euro no Chipre em 2008. A decisão final foi tomada pelos ministros das finanças da UE (Ecofin) em 10 de julho de 2007 e a taxa de conversão entre a libra cipriota e o euro foi estabelecida em 0,585274 CYP. O euro só é usado em regiões controladas pela República Cipriota, nas Bases Britânicas Soberanas de Acrotíri e Deceleia (sob a jurisdição do Reino Unido, fora da UE), e na Zona Livre das Nações Unidas no Chipre. A de facto República Turca do Chipre do Norte continua ainda a usar a nova lira turca como a sua moeda corrente principal, apesar de adotar o euro como moeda secundária.

Malta

Malta substituiu a lira maltesa pelo euro em 1 de janeiro de 2008. Isto foi confirmado oficialmente em 26 de fevereiro de 2007. Em 16 de maio daquele ano, a Comissão Europeia permitiu a introdução do euro naquele país em janeiro de 2008. Os ministros das finanças da UE também deram carta verde em 10 de julho de 2007, e a taxa de conversão ficou estabelecida em 0,4293 MTL.

Eslováquia

A Eslováquia adotou o euro em 1 de janeiro de 2009. A coroa eslovaca foi parte do MTC II desde 28 de novembro de 2005, requerendo-se que a moeda ficasse dentro de uma taxa de 15% de variação para mais ou para menos em relação ao euro como parte de um acordo estabelecido entre a Eslováquia e a UE. A taxa de variação foi mudada em 17 de março de 2007 e novamente em 28 de maio de 2008. A taxa de conversão entre a coroa eslovaca e o euro foi estabelecida definitivamente a 8 de julho de 2008, e ficou em 30,126 SKK. Para auxiliar no processo da conversão para o euro, o Banco Nacional da Eslováquia anunciou em 1 de abril de 2008 o seu plano para retirar de circulação as cédulas e moedas de coroa eslovaca. Alguns dias depois, em 5 de abril, a Eslováquia finalmente começou a trocar a sua moeda corrente pelo euro, a fim de aderir à Zona Euro. Em 7 de maio de 2008, a Comissão Europeia aprovou a iniciativa e convocou os Estados-membros para endossar a solicitação durante a reunião dos ministros das finanças da UE em julho de 2008.

Estônia

A coroa estoniana fazia, até 2011, parte do MTC II, estando vinculada ao euro com uma taxa de câmbio de 15,6466 coroas = 1 euro (a moeda esteve anteriormente ligada ao marco alemão, onde 8 coroas equivaliam a um marco). A Estônia adotou a moeda única no 1 de Janeiro de 2011, substituindo a Coroa estoniana A coroa estoniana fazia, até 2011, parte do MTC II, estando vinculada ao euro a uma taxa de câmbio de 15,6466 coroas = 1 euro (a moeda esteve anteriormente ligada ao marco alemão onde 8 coroas equivaliam a um marco). Todas as lojas da Estônia mostravam desde 2008 os preços em euros. A Estônia originalmente pretendia adotar o euro em 1 de janeiro de 2007, mas teve que adiar até 1 de janeiro de 2008 (devido à alta inflação do país, que estava fora dos parâmetros adotados pela UE) e mais tarde para 1 de janeiro de 2010, mas uma vez mais a alta inflação do país adiaria a entrada da Estônia à Zona Euro.

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Membros do MTC II

Dinamarca

A Dinamarca vinculou a coroa dinamarquesa ao euro a uma taxa de conversão de 7,46038 coroas = 1 euro (que varia 2,25% para mais ou para menos) e a coroa continua fazendo parte do MTC II. Em dezembro de 1992, a Dinamarca negociou várias cláusulas derrogativas do Tratado de Maastricht (Acordo de Edimburgo), que inclui a não adoção do euro como moeda corrente. Isto foi feito como resposta ao fato do Tratado de Maastricht ser rejeitado pelo povo dinamarquês, confirmado num referendo realizado mais cedo naquele ano. Como resultado das mudanças, o tratado foi finalmente ratificado num referendo realizado em 1993. Em 28 de setembro de 2000, outro referendo se realizou na Dinamarca sobre o euro, que teve como resultado a não adoção do euro, suportado por 53,2% dos votantes dinamarqueses.

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Obrigados a aderir

Os seguintes membros devem primeiro aderir ao MTC II antes de adotarem o euro:

Bulgária

O lev búlgaro não faz parte do MTC II, mas está vinculado ao euro a uma taxa de conversão de 1,95583 levs = 1 euro desde o seu lançamento. Anteriormente, o lev búlgaro estava vinculado ao marco alemão. Portanto, a Bulgária já completou a grande maioria dos critérios dos membros da União Económica e Monetária da União Europeia (EMU) e deve completar, a partir de 2009, os critérios do Tratado de Maastricht para aderir à Zona Euro em 2012, ano alvo definido pelo ministro búlgaro das finanças Plamen Oresharski. Enquanto que a taxa de conversão fixa entre o lev e o euro tem sido benéfica ao país, completando boa parte dos critérios estabelecidos pela EMU bem antes do previsto, a taxa de conversão fixa tem sido um incómodo para a economia búlgara. O primeiro-ministro disse que a Bulgária quer manter a taxa de conversão atrelada ao euro até a adoção do mesmo. Porém, fatores, tais como a alta inflação, uma taxa de conversão ao euro não realista e a baixa produtividade do país têm afetado negativamente o sistema económico nacional.

República Checa

A República Checa estava de modo similar obrigada pelo Tratado de Adesão de 2003 a aderir à Zona Euro a um certo ponto, mas não se esperava que isto fosse ocorrer de maneira rápida. A coroa checa não fazia parte do MTC II. Desde que a República Checa aderiu à UE em 2004, tem adotado uma política fiscal e monetária que tem como objetivo o alinhamento do país com as condições macroeconómicas do restante da União Europeia. Porém, a questão mais difícil de ser resolvida era o grande défice fiscal checo. Originalmente, a República Checa queria aderir ao MTC II em 2008 ou em 2009, mas o governo, da época, disse que o ano de 2010 seria o ano alvo para a adesão, e disse que o país não se enquadraria dentro do critério económico antes disso. Foi sugerido que o ano de 2013 seria o ano marcado para a transição da moeda. Embora o país estivesse economicamente mais bem posicionado do que outros membros da UE no que diz respeito à adesão à Zona Euro, não se esperava que o país trocasse a sua moeda pelo euro antes de 2015 devido a relutâncias políticas nesta questão.

Hungria

O governo húngaro, que anteriormente tinha marcado a adesão do país à Zona Euro em 2010, cancelou os seus planos. A maior parte dos estudos financeiros, tais como aqueles produzidos pela Standard & Poor's e pela Fitch Ratings, sugeriam que a Hungria não seria capaz de adotar o euro antes de 2011 ou 2012, devido ao alto défice, que em 2006 excedeu 10% do PIB. Por outro lado, o défice caiu para 5% no final de 2008, e podendo alcançar apenas 3,8%. De acordo com o Reuters, o diretor do Banco Central Húngaro, Andras Simor, esperava se reunir com o governo húngaro durante a primeira metade de 2009 para discutir a adoção do euro. O ministro das finanças da Hungria disse que o país poderia começar a discutir sobre a sua adesão ao MTC II no fim de 2009, e à Zona Euro em 2013 ou 2014.

Polónia

A Polónia está obrigada pelo Tratado de Adesão de 2003 a aderir à Zona Euro em algum ponto, mas indicações diziam que isto não seria possível por pelo menos alguns anos, até que a economia polonesa se enquadresse com os critérios estabelecidos. O złoty polaco não fazia parte do MTC II, sendo isto um requerimento obrigatório para que um país se juntasse à Zona Euro. Em 10 de setembro de 2008, falando na abertura de um fórum económico no resort polaco de Krynica-Zdrój, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, anunciou que o objetivo governamental dominante era a adesão à Zona Euro em 2012 através de um referendo que seria realizado em 2010, que poderia ser aprovado pelo Banco Central Europeu em 2011. Porém, a constituição polonesa teria que ser mudada antes. Além disso, para a Polónia aderir à Zona Euro em 2011, o país teria que aderir ao MTC II antes do segundo trimestre de 2009. Devido a todos estes empecilhos, o ano de 2011, ano alvo estabelecido pelo governo polaco para a adesão ao euro, não era realista, segundo especialistas económicos.

Roménia

A Roménia planeja que a sua moeda corrente, o leu romeno, será substituído pelo euro quando o país atender todos os critérios de convergência do euro.

Suécia

De acordo com o Tratado de Adesão de 1994, aprovado por referendo (com 52% dos votantes a favor do tratado), a Suécia teria que aderir à Zona Euro, em algum momento, quando os critérios de convergência fossem cumpridos. Porém, em 14 de setembro de 2003, 56% dos suecos rejeitaram a adoção do euro num referendo. O governo sueco tem argumentou que não adotar o euro era legal, já que um dos requerimentos para a adesão ao euro era ter aderido ao MTC II por pelo menos dois anos; ao simplesmente escolher a não adesão ao MTC II, o governo sueco estava provendo um meio formal de evitar as obrigações de adotar o euro. Alguns grandes partidos políticos suecos continuaram a acreditar que o interesse real dos suecos era o desejo da adesão ao euro, mas que mesmo aqueles que eram a favor da adesão ao euro preferiram acreditar no resultado geral do referendo, o que dificultou a entrada da questão em discussões futuras.

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Sumário do progresso de adoção

Os novos países-membros da UE devem adotar o euro o mais rapidamente possível, assim que se enquadrarem dentro dos critérios estabelecidos. Para estes novos Estados-membros, a moeda única é "parte do pacote" dos participantes da UE. Excetuando-se a Dinamarca, que têm derrogações, a escolha de não aderir certos requisitos, tais como a adesão ao euro, não são permitidos. Foi esperado que os países remanescentes aderissem ao terceiro estágio do EMU e que adiassem o euro de forma e em datas variadas: a Lituânia poderia adotar o euro em 2013, a Estónia em 2011, a Bulgária e a Polónia em 2012, e 2014 para a Roménia e Letónia. A República Checa originalmente iria adotar o euro em 1 de janeiro de 2010, mas isso ficou impraticável devido à situação económica do país. Uma nova data foi determinada, mas a adesão do país ao euro não deveria acontecer antes de 2015. A Hungria também adotou o ano de 2010 como ano alvo para a entrada do país na Zona Euro, porém uma nova data não foi determinada.

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