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Alactal

Alactal, cujo nome completo era Guiate ibne Gaute Ataglibi, foi um proeminente poeta árabe do período omíada. Cristão e membro da tribo Banu Taglibe, Alactal destacou-se por sua habilidade poética e por sua notável resistência às pressões para se converter ao islamismo.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 21/08/2026

Pontos-chave

  • Alactal foi um renomado poeta árabe do período omíada.
  • Ele pertencia à tribo Banu Taglibe e permaneceu cristão durante toda a vida.
  • Sua vida foi marcada por batalhas poéticas, especialmente contra Jarir e Alfarazdaque.
  • Alactal seguiu a tradição literária beduína do cássida, com prólogo erótico-elegíaco.
  • Ele utilizou a sátira em sua poesia, inclusive contra sua madrasta e pretendentes ao trono.
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Trajetória de Vida

Imagem: derekcx · BY-SA · Openverse

Embora o local exato de seu nascimento seja incerto, Alactal possivelmente nasceu em al-Hira ou Rusafa. Sua infância foi marcada pela perda da mãe, sendo então criado por sua madrasta. Casou-se e divorciou-se. Passou a maior parte de sua vida em Damasco, alternando com períodos na Mesopotâmia Superior junto à sua tribo. Alactal participou ativamente nas guerras dos taglibitas contra os caicitas, tanto no campo de batalha quanto com suas afiadas sátiras. Sua fé cristã permaneceu inabalável, mesmo diante das exigências do califa para que se convertesse ao islamismo.

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Legado Literário e Publicações

Imagem: Martin Lovekosi · BY-NC · Openverse

Alactal é lembrado por suas intensas disputas poéticas com os renomados poetas Jarir e Alfarazdaque. Ele era um fiel seguidor da tradição literária beduína, conhecida como cássida, que incluía um prólogo erótico-elegíaco. A sátira era um gênero que ele dominava e apreciava, tendo composto sua primeira sátira contra sua madrasta e, posteriormente, contra figuras importantes, como pretendentes ao trono. Sua obra "A poesia de Alactal" foi publicada pela editora jesuíta em Beirute no ano de 1891. Um estudo aprofundado sobre o poeta e sua época pode ser encontrado em "Le chantre des Omiades" (Paris, 1895), de H. Lammens, uma reimpressão do Journal Asiatique de 1894.

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Fontes consultadas

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