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Escola de samba

Escola de samba é um tipo de agremiação de cunho popular que se caracteriza pelo canto e dança do samba, quase sempre com intuito competitivo. Sendo um tipo de associação originária da cidade do Rio de Janeiro, as escolas de samba se apresentam em espetáculos públicos, em forma de cortejo, onde representam um enredo, ao som de um samba-enredo, acompanhado por uma bateria; seus componentes — que podem ser algumas centenas ou até milhares — usam fantasias alusivas ao tema proposto, sendo que a maioria destes desfila a pé e uma minoria desfila sobre "carros", onde também são colocadas esculturas de papel machê, além de outros adereços.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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História

A aparição das escolas de samba está ligada à própria história do carnaval carioca em si, bem como da criação do samba moderno, tendo como precursor o rancho carnavalesco. O "Rei de Ouros", criado em 1893 por Hilário Jovino Ferreira, foi o primeiro rancho de carnaval, responsável por apresentar novidades como o enredo, personagens como o casal de mestre-sala e porta-bandeira e o uso de instrumentos de cordas e de sopro. Já os sambistas do Estácio, com a fundação da Deixa Falar em 1928, organizaram as bases das atuais escolas de samba. Entre eles Ismael Silva, na sua ideia de criar um bloco carnavalesco diferente, que pudesse dançar e evoluir ao som do samba. Data de 1929 o primeiro concurso de sambas, realizado na casa de Zé Espinguela, onde saiu vencedor o Conjunto Oswaldo Cruz, e do qual também participaram a Mangueira e a Deixa Falar. Alguns consideram este como sendo o marco da criação das escolas de samba.

Caracterização

Sendo agremiações quase sempre de cunho local, oriundas em grande parte de comunidades carentes ou subúrbios, as escolas de samba costumam representar nos desfiles determinado bairro, sub-bairro ou conjunto de bairros, num desfile que costuma ter caráter municipal, onde todas ou pelo menos as principais escolas da cidade se reúnem para disputar entre si o título de melhor do ano. Neste desfile, são avaliadas por uma comissão de julgadores escolhida previamente por seus dirigentes ou pela entidade representativa. Essa comissão julga cada um dos quesitos, atribuindo notas a cada um deles, sendo que cada jurado julga apenas um quesito; atualmente, os envelopes com as notas são lacrados num envelope após o desfile, e pede-se sigilo sobre a avaliação até o dia da apuração, quando as diretorias e integrantes principais, além das torcidas, comparecem a um local predeterminado para que sejam apuradas as notas, sendo assim conhecida a campeã do ano. No dia da apuração, a avaliação final dos julgadores pode ser alterada a partir da aplicação de certas penalidades, as quais todas estão sujeitas, por descumprir certas regras, tais como a obrigatoriedade de desfilar num determinado tempo, a exibição de um mínimo de componentes e proibição de que qualquer um deles se apresente totalmente nu.

Escola madrinha

Escola madrinha é aquela que, pela tradição carnavalesca, "batiza" uma agremiação mais nova. Esse batismo é um ritual que remonta aos primeiros carnavais, quando entidades que participavam das festas em nome do "Deus Momo" tinham seus símbolos (estandartes e bandeiras) sacramentados em rituais solenes. As sociedades carnavalescas, blocos carnavalescos, ranchos, choros e cordões carnavalescos eram considerados "pagãos" em sua criação, por isso a necessidade do ritual. A tradição foi estendida para as escolas de samba, que segundo reza a tradição devem ser "submetidas ao ritual solene do batismo, para que possam adentrar a passarela do asfalto, em pleno carnaval, devidamente sacramentadas. As novas escolas de samba são batizadas através de seus símbolos pelos padrinhos ou madrinhas, que podem ser pessoas físicas ou entidades mais antigas. No caso das últimas, são representadas por seus respectivos presidentes. No ritual, a porta-bandeira da escola pagã, acompanhada pelo respectivo mestre-sala, carrega o pavilhão oficial para o sacramento. A escola madrinha será representada pelo presidente da agremiação, acompanhado pelo mestre-sala e a porta-bandeira que carregará o pavilhão oficial da agremiação.

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Desfile

Nas principais cidades, o desfile de uma escola de samba atualmente dura cerca de uma hora, com algumas variações de acordo com as regras impostas pela organização do carnaval no município. No Grupo Especial da cidade do Rio de Janeiro, o desfile possui tempo máximo de uma hora e quinze minutos, em São Paulo o limite máximo é de 1 hora e cinco minutos. Enquanto o grupo especial de Porto Alegre tem a duração máxima de 60 (sessenta) minutos e o mínimo de 50 (cinquenta) minutos para realizarem os seus desfiles. Ao longo da pista, ficam espalhados relógios com cronômetros, para marcar o espaço de tempo entre a saída do primeiro componente da concentração e a chegada do último componente à dispersão, quando finalmente é fechado o portão e o desfile é oficialmente encerrado.

Concentração

Também chamado de esquenta, é o momento antes do desfile começar, onde todos os componentes ficam mobilizados, esperando a vez de entrar na pista do desfile. Enquanto a escola anterior está encerrando seu desfile no fim da pista, um outro microfone é ligado no início dela, para que os dirigentes da escola que irá desfilar possam passar alguma mensagem à sua comunidade, como desejo de sorte e pedindo dedicação aos componentes, entre outras mensagens do tipo. Sambas antigos e mais conhecidos também são cantados e a bateria começa a tocar, numa espécie de aquecimento. Após o término de um desfile, o narrador anuncia a escola seguinte com seu respectivo enredo, e o som do microfone, antes restrito a apenas uma parte do sambódromo, é liberado para que todos nas arquibancadas possam ouvir. Então é cantado o alusivo e em seguida dado o grito de guerra, após o qual o desfile propriamente dito tem início, e o cronômetro começa a correr. O momento da concentração costuma durar em média, cerca de dez minutos.

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Quesitos

Diversos elementos fazem parte da caracterização de um desfile de uma escola de samba, sendo alguns deles quesitos aos quais os jurados devem atribuir notas. Outros, como a ala das baianas, porém, não são avaliados como quesitos, mas podem ocasionar perda de pontos para a entidade assim mesmo, caso não sejam exibidos. É uma espécie de orquestra com instrumentos de percussão, que devem acompanhar o canto e conduzir o ritmo (seção rítmica) do desfile. Quanto mais rápido e em ritmo mais forte a bateria toca, mais rápido os integrantes costumam desfilar, havendo portanto uma associação vital entre este quesito e o quesito evolução. No Grupo Especial carioca cada escola possui, atualmente, uma média de 250 a 300 instrumentistas, também chamados de ritmistas . No quesito bateria devem ser avaliados "a manutenção regular e a sustentação da cadência da Bateria em consonância com o Samba-Enredo; a perfeita conjugação dos sons emitidos pelos vários instrumentos; a criatividade e a versatilidade da bateria".

Comissão de frente

É linha de frente da escola, primeiro grupo de componentes a desfilar, sendo isto uma condição obrigatória. Consiste em cerca de dez a quinze pessoas que realizam uma coreografia, introduzindo o enredo. À exceção da comissão de frente, não há nenhuma outra regra a respeito da ordem dos elementos durante o desfile da escola da samba.[carece de fontes?] As comissões de frente já faziam parte, com esse nome, das sociedades carnavalescas, sendo, posteriormente, incorporadas aos ranchos e cordões carnavalescos. Funcionando como uma espécie de mestre de cerimônias do desfile dando boas-vindas ao público e apresentando a escola, as comissões de frente das escolas de samba sofreram inúmeras mudanças ao longo do tempo. Em seus primeiros anos, eram formadas por um grupo de homens, em geral os diretores da agremiação, que vinha na frente da escola vestindo sua melhor roupa e saudando o público. Consta que algumas vezes carregavam bastões às mãos, cujo objetivo maior era o de defender seu grupo dos rivais.

Alegorias e adereços

O quesito alegoria trata de carros com eixo de ferro, repleto de esculturas de madeira, plástico, isopor, entre outros materiais, decorados de forma a representar os elementos do enredo. No Grupo Especial carioca, atualmente, as alegorias não podem ultrapassar oito metros e cinquenta centímetros de largura, mas já podem ter mais de nove metros e oitenta centímetros de altura, devido a derrubada da torre de TV que localizava-se entre os setores 9 e 11 do Sambódromo carioca. Diversas pessoas costumam desfilar em cima dos carros alegóricos, sendo aqueles que ocupam os lugares mais altos chamados de "destaque", podendo haver "semi-destaques" e os outros que completam os espaços em cada queijo (como são chamados os espaços onde os componentes se alocam), são chamados de "composições". Geralmente, os destaques usam vestes luxuosas confeccionadas por eles próprios. Nas posições mais abaixo as "composições" têm suas fantasias mais simples e compõem o restante do carro.

Evolução, Harmonia e Conjunto

Evolução é um quesito onde é julgada a velocidade e a forma como os componentes da escola de samba desfilam: se estão dançando animados, girando, se movimentando, e se passam de modo compacto, próximos uns aos outros, de modo que quem estiver olhando de cima tenha a impressão de que a escola seja um corpo único, uma fila contínua. Não se exige que os componentes sambem, mas estes devem se movimentar. Costuma-se penalizar escolas que sofrem alterações bruscas na sua velocidade de desfile, ora desfilando muito rápido, ora muito devagar. No quesito harmonia, é avaliada a interação entre o canto do intérprete oficial e o dos componentes. Escolas onde os integrantes não cantam o samba, ou cantam mal, recebem notas mais baixas neste quesito.

Enredo

Sendo uma característica dos desfiles, o enredo, costuma ser escolhido no início do ano, logo após o carnaval, sendo válido para o carnaval do ano seguinte. Nesse meio tempo, a partir do tema principal, os carnavalescos devem escrever toda uma sinopse, que guiará a fabricação das fantasias, alegorias e a composição do samba-enredo. Nesse quesito, os avaliadores devem julgar se a escola explicou bem o seu enredo durante o desfile, a partir desses outros quesitos. Também é punível a apresentação da sinopse, quando dirigida aos jurados, que contenha algum erro de informação, ou quando haja erro na apresentação, seja pela sua ordem, seja por sua carência.[carece de fontes?]

Samba-enredo

Deve-se avaliar se o samba, além de contar bem o enredo, tem boa melodia e uma letra de características interessantes, musicalmente rico, e sem vícios de linguagem ou erros de concordância. Sambas que não possuem esta característica costumam ser penalizados, recebendo notas menores. O samba de cada escola é escolhido após uma disputa interna na escola, onde sambistas ou grupos criam seus sambas, baseados no enredo anteriormente definido. Após se inscreverem, concorrem entre si, e durante vários finais de semana, alguns vão sendo eliminados, até que sobre apenas um samba. No Rio de Janeiro, as composições para eliminatórias internas costumam ser gravadas em agosto. Em outubro é gravado o CD do Grupo Especial, com os sambas escolhidos em cada escola na voz do intérprete oficial. Também é avaliado se o samba é de fácil impressão e compreensão para o público, e se os componentes estão cantando harmonicamente (também avaliado em harmonia).[carece de fontes?]

Mestre-sala e porta-bandeira

O termo mestre-sala parece ter vindo dos bailes carnavalescos do século XIX, nos quais havia um profissional responsável pela organização do salão que era denominado de "mestre de sala" ou "mestre-sala". No entanto, na verdade podemos recuar no tempo e percebermos que eram vários os reis que designavam um nobre da sua máxima confiança que ocupava permanentemente e em vitalício essa função para conduzir todas as cerimônias importantes. Corresponderia hoje ao lugar de chefe de protocolo de uma Casa Real ou da Casa da Presidência da República. Em Portugal, a família Almada, obteve-o durante seis gerações, de pai para filho, até acabar no 3.º conde de Almada. Mas, mesmo aí, no reino de Portugal, pelo menos durante o domínio filipino, já havia antes esse papel e título como oficial.

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Outros elementos

É o profissional responsável pela concepção e desenvolvimento do enredo a ser apresentado por uma escola de samba, bem como a concepção, desenvolvimento e construção das alegorias e fantasias relacionadas ao enredo por este proposto. Em alguns casos, os carnavalescos desenvolvem o enredo a partir de um tema proposto pela direção da escola de samba. Em outros, ele mesmo sugere o tema a partir de uma ideia original sua. Muitos carnavalescos têm formação ou alguma ligação com artes plásticas, artes cênicas, teatro ou dança. Já a comissão de carnaval é quando não somente um carnavalesco é responsável pela escola, e sim um conjunto de vários carnavalescos que juntos decidem os caminhos da agremiação. Atualmente, a Comissão de Carnaval não faz só carnaval, como também administra outros setores das escolas de samba. É o nome pelo qual podem ser chamados o presidente, o presidente de honra e o patrono da escola. Também pode-se referir dessa forma aos diretores de carnaval. Um diretor de carnaval é um diretor de escola de samba que transmite aos profissionais contratados as diretrizes da filosofia de carnaval da agremiação, participando da escolha de vários integrantes dos setores, até por vezes o enredo, coordenando também o barracão onde são feitos as alegorias, a compra de material, pagamentos e o desenvolvimento de todo o projeto da escola, já não é raro que os diretores de carnaval sejam profissionais remunerados. Muitos também integram a diretoria executiva da escola de samba, como era o caso de Laíla, na Beija-Flor.

Mestre de bateria

Como toda orquestra, as baterias de escolas de samba também possuem o seu maestro, que no caso é o mestre de bateria. O mestre de bateria tem seus auxiliares, que por sua vez são chamados de diretores. Algumas escolas tem não só um, porém dois mestres de bateria. Há também o cargo de presidente da bateria, que já foi ocupado por Ivo Meirelles na Mangueira, e a comissão de bateria, que é quando não somente um diretor de bateria é responsável pela escola, e sim um conjunto de vários diretores que juntos decidem os caminhos da agremiação.

A corte da bateria

Também são elementos que recebem destaque a rainha de bateria e suas derivadas: madrinha, musa, e princesa, espécies de cargos figurativos onde pessoas da comunidade ou por vezes artistas famosas são escolhidas para desfilar a frente da bateria da agremiação. A figura das rainhas de bateria surgiu na década de 1970, quando a famosa mulata Adele Fátima veio à frente da bateria da Mocidade Independente, fato inédito até então, que se popularizou na década seguinte com a modelo carioca e pioneira: Monique Evans, em 1985, foi a primeira “famosa” a assumir o posto de rainha de bateria. Atualmente são as figuras mais festejadas que serão sempre lembradas como as 'Eternas rainhas do Carnaval' (pela imprensa) das escolas de samba. Monique Evans, na Mocidade, Luma de Oliveira, na Viradouro, Luíza Brunet, na Imperatriz e Viviane Araújo, no Salgueiro são das demais rainhas de bateria as mais notáveis. Algumas escolas já introduziram a figura do Rei de bateria.

Ala de passistas

É composta por moças e rapazes das comunidades de uma escola de samba. São o samba-no-pé propriamente dito dentro de uma escola de samba. Trazendo o carnaval de raiz com alegria e descontração, não apenas brincam na Avenida, mas também incentivam o canto e empolgam os demais componentes. O papel da passista num desfile é seduzir o espectador sambando com roupas minúsculas e exibindo suas belas formas, como as antigas cabrochas. Cabe ao passista o papel de malandro, boêmio, o bamba. Para as moças, ser passista é o primeiro passo para se tornar uma Rainha de Bateria, embora nem sempre isso ocorra. Diferentemente de algumas outras funções nas escolas a passista nem sempre é paga — ganhando, no máximo, a fantasia. Quando integram o grupo show da agremiação podem conseguir uma remuneração, sendo ainda assim muito raro que tal aconteça. No Brasil o dia do passista é comemorado no dia 19 de janeiro.

Ala das baianas

A ala de baianas é considerada como uma das mais importantes de uma escola de samba. Composta, preferencialmente, por senhoras vestidas com roupas que remetem às antigas tias baianas dos primeiros grupos de samba do início do século XX, no Rio de Janeiro. Foi introduzida no desfile ainda nos anos 1930 como uma forma de homenagem às "tias" do samba, que abrigavam sambistas em suas casas, na época em que o ritmo era marginalizado. É uma ala obrigatória em todos os desfiles de escolas de samba, mesmo não sendo quesito oficial em nenhum deles. As fantasias das baianas contam pontos para o Quesito Fantasia o modo como desfilam conta pontos para o Quesito Evolução, porém toda escola deve se apresentar com um número mínimo de baianas. Nos anos 1940 a 50, era comum que homens desfilassem vestidos de baianas, prática que passou a ser proibida no Rio de Janeiro nos anos 1990, mas foi liberada pela Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ), nos grupos de acesso, a partir do ano de 2006.

Galeria da Velha Guarda

A Velha Guarda é um grupo de sambistas mais antigos, quase sempre já bastante idosos, muitas vezes fundadores das escolas, que não mais ocupam cargos dentro da hierarquia da agremiação, mas que constituem um departamento à parte, e no Carnaval desfilam em posições de honra, trajando não fantasias de carnaval convencional, mas roupas de gala, típicas de sambistas, como por exemplo ternos nas cores da escola e chapéus em estilo Panamá. A vestimenta é inspirada nas roupas usadas por Paulo da Portela e de acordo com o sambista e pesquisador Nei Lopes tem origem nos zoot suits usados nos Estados Unidos por negros e latino-americanos durante as décadas de 30 e 40.

Intérprete/puxador

É o profissional responsável pelo andamento do samba-enredo durante o desfile, normalmente auxiliado por um grupo de cantores de apoio, que desfilam ao lado ou sobre o carro de som. Portando microfone, normalmente mais potente do que o dos cantores de apoio, sua voz sobressai sobre os demais integrantes da escola, fazendo com que assim seu objetivo de cadenciar o canto possa ser cumprido. O termo tradicional "puxador" parte do princípio de que o samba, durante o desfile, não deve ser interpretado por uma ou poucas pessoas, mas cantado por toda a escola, devendo a música apenas ser "puxada" (iniciada) pelo grupo minoritário. Além disso, muitos entendem que o puxador seria uma categoria especial de intérprete, capaz não somente de dar sua interpretação a um samba mas também, e principalmente, de animar a própria escola e a plateia.

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Apuração

O resultado da competição carnavalesca é divulgado, na tarde da quarta-feira de cinzas, no Rio, e na tarde da terça de carnaval, em São Paulo. Nas duas cidades, há uma espécie de cerimônia onde são armados palanques no sambódromo local. Tendas são armadas onde se posicionam os representantes de cada escola, que vão anotando as notas, conforme estas vão sendo divulgadas, fazendo os cálculos. O presidente da liga faz as considerações finais sobre o carnaval daquele ano, lê as eventuais perdas de pontos dadas a cada escola, e em seguida inicia a leitura de notas. As arquibancadas são abertas ao público, sendo o cobrado pela entrada, geralmente, um quilograma de alimento não-perecível. Tanto no Rio quanto em São Paulo e Porto Alegre, o evento, que dura entre meia e uma hora, é transmitido pela televisão (no caso de Porto Alegre, a transmissão era feita para o estado do Rio Grande do Sul), que coloca câmeras para acompanhar em tempo real o movimento dentro das quadras das principais escolas, favoritas ao título, onde integrantes e torcedores que não foram ao sambódromo se reúnem para assistir de lá o evento.

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Desfile das campeãs

É um desfile instituído na década de 1980, no Rio de Janeiro, onde as melhores escolas de samba do Grupo Especial desfilam novamente no sambódromo, no final de semana seguinte ao carnaval. Este desfile não possui caráter competitivo, é apenas uma espécie de festa para coroar as melhores escolas do ano, onde os foliões podem desfilar mais despreocupados com os quesitos. Em São Paulo, por exemplo, o desfile das campeãs acontece entre a noite da sexta-feira seguinte ao Carnaval e a madrugada de sábado (para não competir com o desfile no Rio). Já no Rio o desfile acontece tradicionalmente da noite de sábado para a madrugada de domingo. No Rio de Janeiro, até a década de 1990, participavam do desfile das campeãs também as escolas promovidas do Grupo de acesso, algo que permanece em São Paulo. Era considerado tradição também no Rio a participação da sociedade carnavalesca italiana Cento Carnevale D'Italia. Em 1985, evento que é considerado histórico para os integrantes da Nenê de Vila Matilde, foi quando a escola foi convidada para participar do desfile das campeãs carioca, numa época onde o carnaval paulistano era muito menos popular e ainda não possuía um espaço próprio.

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Barracões

É um espaço destinado aos grandes galpões onde as escolas de samba criam suas alegorias e fantasias. No Rio de Janeiro, os barracões das escolas de samba do Grupo Especial, foram reunidos num grande conjunto chamado de Cidade do Samba. No passado, os barracões ocupavam galpões abandonados da região degradada do porto do Rio de Janeiro. Eram locais insalubres que apresentavam vários riscos às atividades. A inauguração da Cidade do samba no ano de 2005 foi o pontapé inicial para a revitalização da área.[carece de fontes?] Ainda há um projeto de construção de uma versão, no bairro de São Cristóvão, para escolas de samba da Série A e mirins. Isso evitaria as más condições de trabalho e os riscos que aderecistas, carpinteiros, pintores e escultores são submetidos, além de garantir às escolas um local fixo para exercício das atividades, desde que se mantenham no grupo e outra do mesmo padrão, sendo para as escolas filiadas a AESCRJ.

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Fontes consultadas

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