Akhrik Tsveiba
Akhrik Sokratovich Tsveyba, um ex-futebolista georgiano de etnia abecásia, atuou como zagueiro. Sua carreira atravessou importantes momentos históricos do futebol, desde a União Soviética até as seleções da CEI, Ucrânia e Rússia, refletindo as mudanças políticas da época.
Pontos-chave
- Akhrik Tsveiba é um ex-zagueiro georgiano de etnia abecásia.
- Sua carreira iniciou na União Soviética, passando por clubes como Dínamo Sukhumi e Dínamo Tbilisi.
- Tsveiba jogou pela seleção da CEI e pela recém-criada seleção ucraniana.
- Ele representou a seleção russa nas eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA de 1998.
- Sua trajetória reflete as mudanças políticas e a dissolução da União Soviética.
Imagem: Дмитрий Голубович · BY-SA · Openverse
O início da carreira de Tsveiba e sua passagem por clubes importantes no contexto da União Soviética.
Início e Dínamo Tbilisi
Akhrik Tsveiba começou sua carreira em 1983 no Dínamo Sukhumi. Após uma breve passagem pelo SKA Khabarovsk, em 1984, chegou ao Dínamo Tbilisi. Lá, conviveu com talentos da geração georgiana que brilhou na Recopa Europeia de 1980-81 e teve destaque na seleção soviética da Copa do Mundo de 1982. Tsveiba via David Kipiani e Kakhi Asatiani como seus mentores. No início de 1990, com a Geórgia declarando independência da União Soviética, clubes georgianos foram excluídos das competições soviéticas. Tsveiba, que não apoiava a independência e era reconhecido pelo treinador Valeriy Lobanovskiy, transferiu-se para o Dínamo Kiev, com a compreensão de seus colegas em Tbilisi.
CEI
Com a dissolução da URSS, o elenco soviético classificado à Eurocopa a competiu sob o uniforme da provisória seleção da CEI. Foi justamente de Tsveiba o primeiro gol da curta história desta seleção, em amistosos de preparação à Euro; ele e Kakhaber Tskhadadze (do Spartak Moscou) foram os únicos convocados provenientes de território da Geórgia, por seguirem atuando em clubes de fora da ainda dissidente liga georgiana. O Dínamo Kiev, por sua vez, disputou entre o fim de 1991, ainda como clube soviético, e o primeiro semestre de 1992 o quadrangular-semifinal da Liga dos Campeões da UEFA de 1991–92. Um dos adversários foi o Benfica, que já tinha contratado os ex-soviéticos Sergey Yuran e Vasiliy Kulkov, vindo em março de 1992 a também interessar-se por Tsveiba.
Ucrânia
Enquanto a CEI ainda se preparava para a Euro, a recém-criada seleção ucraniana realizava suas primeiras três partidas, ainda desfalcadas com jogadores ocupados com a equipe da CEI. Tsveiba veio a reforçar a nova seleção a partir da quarta partida da história dela, já após a Euro. Embora já fosse a quarta partida da Ucrânia, porém, esta seguia sem ser oficialmente reconhecida pela FIFA, o que futuramente possibilitaria que Tsveiba adotasse outra seleção. Também em 1992, a Abecásia declarou independência da Geórgia, que não foi aceita pelo país nem reconhecida internacionalmente, e acabou invadida pelo exército georgiano, vindo a ter a independência reconhecida a partir de 2008 pela Rússia e um pequeno grupo de outros países.
Rússia
Na sequência da carreira, o líbero defendeu equipes da China e do Japão, outro fator que o afastou de convocações. Em agosto de 1997, defendeu a seleção do Resto do Mundo em amistoso festivo contra a Rússia (derrotada por 2-0), na celebração do centenário da União Russa de Futebol. Tsveiba, que havia regressado ao futebol russo como jogador do Alania Vladikavkaz, então um clube localmente relevante, veio então a ser aproveitado pela seleção russa - reforçando-a em oito partidas nas eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA de 1998. Após terminar em segundo em seu grupo (atrás da Bulgária, a Rússia acabou eliminada na repescagem pela Itália. Culpou-se precisamente um erro de Tsveiba a oportunidade aproveitada por Christian Vieri no gol da Azzurra sobre a neve de Moscou, em empate precioso para os visitantes.


