Ahmed Sékou Touré
Ahmed Sékou Touré foi um líder político africano e presidente da República da Guiné de 1958 até sua morte em 1984. Touré foi um dos primeiros nacionalistas guineanos envolvido na libertação do país da França.
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Nasceu em 9 de janeiro de 1922, em Faranah, Guiné, e morreu em 26 de março de 1984, em Cleveland, Estados Unidos da América. Foi presidente de Guiné entre 1958 e 1984. Foi um dos sete filhos que os camponeses Alpha e Aminata Touré possuíram. Era bisneto do notável conquistador e guerreiro Samory Touré, que construiu o império de Uassulu, esse abrangeu os territórios em grande parte do atual Níger, Costa do Marfim, e Mali. O bisavô de Sékou com seu império, ainda obteve parte da Costa do Ouro (atual Gana) e a Libéria – ambos territórios serviram para a obtenção de armas do exército de Uassulu. Foi um dos organizadores da primeira greve com êxito (76 dias) nas colônias francesas do oeste africano. En 1945 foi eleito secretário-geral da União de Trabalhadores das Telecomunicações e ajudou a fundar a Federação de Uniões de Trabalhadores da Guiné, que fez parte da Federação Mundial de Sindicatos da qual chegaria a ser vice-presidente.
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No ano de 1968, Touré foi vítima de uma tentativa de assassinato – o atacante foi linchado no local. Já havia alguns anos, desde a independência da Guiné em outubro de 1958, conspirações contra o novo governo vieram a ocorrer. Em 1960, um grupo de franceses foi expulso da Guiné acusado de tentar liderar uma tentativa de golpe de Estado. Foi ainda no início da década de 1960, que um grupo de professores foram culpados de iniciarem uma revolta que ia contra a ditadura do governo guineense de Sékou, supostamente foram os soviéticos os responsáveis por influenciar tal insurreição. As relações com os soviéticos só voltaram a melhorar em 1962 com a visita de Mikoyan em Conacri. Diante desses fatos, realmente o que é descrito por muitos cientistas políticos e historiadores não é nada mais do que o ocorrido. Anos subsequentes aos acontecimentos, o governo realizou varreduras e demitiu muitos de seus próprios funcionários, aqueles que foram elementos anticolonialistas aliados na era da ocupação francesa, foram notados por Touré conspirando. O caso de Fodéba Keita, um cidadão cultural famoso, também fora do contexto político por inventar a companhia de balé Keita Fodéba, acabou sendo afastado em 1969 e condenado á morte, mais tarde sua pena foi reduzida para prisão perpétua. Os acontecimentos seguintes pesaram de forma decisiva para o modo rígido de governo. Portugal invadiu a costa Guineana em 22 de novembro de 1970 na chamada Operação Mar Verde, Touré condenou á morte 58 cúmplices da invasão, somente 4 acusados foram executados um ano após (1971).


