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Agrossilvicultura

A agrossilvicultura é a ciência, a prática de estudo e a arte de cultivar árvores em conjunto com culturas agrícolas. O surgimento da agrossilvicultura como ciência ocorreu a partir da década de 1970, quando foram realizados grandes estudos sobre o papel das árvores nos solos tropicais. Apesar de surgir como ciência só recentemente a agrossilvicultura já era praticada mesmo antes do advento da agricultura moderna.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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História

No Brasil o surgimento da integração lavoura e silvicultura teve como um dos primeiros registros o trabalho técnico de Gurgel Filho em 1962, que combinou cultivo de milho nas entrelinhas dos plantios de eucalipto. Entretanto, antes disso, de acordo com Andrade e Vecchi, há relatos de plantios de eucaliptos intercalados com a criação de animais da pecuária em 1918. O modelo de experiências retratavam ovinos em reflorestamentos. Em 1987 foi introduzida a disciplina de agrossilvicultura no Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, o que contribuiu com estudos e pesquisas sobre alternativas de sistemas agrossilvipastoris.

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Sistemas agroflorestais

Os sistemas agroflorestais ou agroflorestas apresentam como principais vantagens, frente a agricultura convencional, a fácil recuperação da fertilidade dos solos, o fornecimento de adubos verdes, o controle de ervas daninhas, entre outras coisas. A integração da floresta com as culturas agrícolas e com a pecuária oferece uma alternativa para enfrentar os problemas crônicos de degradação ambiental generalizada e ainda reduz o risco de perda de produção. Outro ponto vantajoso dos sistemas agroflorestais é que, na maioria das vezes, as árvores podem servir como fonte de renda, uma vez que a madeira e, por vezes, os frutos das mesmas podem ser explorados e vendidos. A combinação desses fatores encaixa as agroflorestas no modelo de agricultura sustentável. A modelagem de um sistemas agroflorestal exige grande conhecimento interdisciplinar de botânica, de solos agrícolas, de microfauna e microflora de solos, de função ecofisiológica dos organismos que constituem os vários estratos, de sucessão ecológica e de fitossanidade. Evidentemente que tudo isso deve vir acompanhado de um prévio conhecimento em agronomia e silvicultura, já que é nesses dois ramos que se baseia a agrossilvicultura.

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Sistemas agrossilvipastoris

A integração lavoura, pecuária e floresta dá origem aos diversos tipos de sistemas agrossilvipastoris. Os sistemas buscam alcançar soluções que garantam a produtividade e a conservação ambiental. As áreas, pode, por exemplo, destinar 20% para lavouras, 20% para florestas e 60% para animais. As lavouras podem ser diversificadas ou não como milho, feijão e mandioca; a criação de animais pode ser bovinos, equinos, ovinos ou caprinos; já a área florestal pode ser de espécies plantadas como eucalipto ou áreas nativas. A agrossilvicultura quando aplicada em prol da otimização da pecuária visa, principalmente, minimizar a competição entre as espécies animais do meio, com o claro objetivo de conciliar o aumento de produtividade e rentabilidade com a proteção ambiental, promovendo, assim, o desenvolvimento sustentável. Os sistemas podem proporcionar diversos benefícios como a diversificação da produção, conforto térmico para animais, melhoria do valor nutricional da forragem, conservação do solo e da água, etc.

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