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Líbia

A Líbia, pronunciado em árabe líbio: [ˈliːbjæ]; em berbere: ) é um país na região do Magrebe, no Norte da África, banhada pelo mar Mediterrâneo ao norte. O país tem fronteiras com o Egito a leste, com o Sudão a sudeste, com o Chade e o Níger ao sul e com a Argélia e a Tunísia ao oeste. As três partes tradicionais do país são a Tripolitânia, a Fazânia e a Cirenaica. Com uma área de quase 1,8 milhões de quilômetros quadrados, a Líbia é o 17.º maior país do mundo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

Em 7 de julho de 2012, os líbios votaram em suas primeiras eleições parlamentares desde o fim do regime de Gadafi. Em 8 de agosto de 2012, o Conselho Nacional de Transição entregou oficialmente o poder ao eleito Congresso Geral Nacional, que foi encarregado da formação de um governo interino e a elaboração de uma nova constituição, a ser aprovada em um referendo em geral. Em 25 de agosto de 2012, no que parece ser o ataque sectário mais flagrante desde o fim da guerra civil, homens não identificados demoliram uma mesquita sufista com sepulturas, em plena luz do dia e no centro da capital líbia, Trípoli. Esta foi a segunda destruição de um local sufista em dois dias. Em 11 de setembro de 2012, ocorreu o ataque de Bengazi, quando militantes islâmicos foram capazes de atacar com sucesso o consulado estadunidense na cidade para matar o embaixador estadunidense no país, J. Christopher Stevens. Em 7 de outubro de 2012, o primeiro-ministro eleito da Líbia, Mustafa A. G. Abushagur saiu do poder depois de falhar uma segunda vez em conseguir a aprovação parlamentar para um novo gabinete. Em 14 de outubro de 2012, o Congresso Nacional Geral elegeu o advogado de direitos humanos Ali Zeidan como seu primeiro-ministro designado. Zeidan foi empossado após seu gabinete ser aprovado pelo CNG.

Antiguidade

Antigo assentamento de povos tão díspares quanto os fenícios, os romanos e os turcos, a Líbia recebeu seu nome dos colonos gregos, no século II a.C. Durante grande parte de sua história, a Líbia foi povoada por árabes e nômades berberes, e somente na costa e nos oásis estabeleceram-se colônias. Fenícios e gregos chegaram ao país no século VII a.C. e estabeleceram colônias e cidades. Os fenícios fixaram-se na Tripolitânia e os gregos na Cirenaica. Os cartagineses, herdeiros das colônias fenícias, fundaram na Tripolitânia uma província, e no século I a.C. o Império Romano se impôs em toda a região, deixando monumentos admiráveis (Léptis Magna).

Domínio islâmico e otomano

Durante pouco mais de três séculos, o Califado Almóada manteve o domínio sobre a região tripolitana, enquanto a Cirenaica esteve sob o controle egípcio. Em 1551, Solimão I, o Magnífico, incorporou a região ao Império Otomano, estabelecendo o poder central em Trípoli. A autoridade turca, entretanto, mal passava da região para além da costa. Dois séculos mais tarde, o reinado da dinastia Karamanli, que dominou Trípoli durante 120 anos, contribuiu para assentar mais solidamente as regiões de Fezã, Cirenaica e Tripolitânia, e conquistou maior autonomia, sendo apenas nominalmente pertencente ao Império Otomano, a região servia de base para corsários, o que motivou intervenção norte-americana, a primeira Guerra Berbere ocorreu entre 1801 e 1805.

Domínio italiano

Em 1911, sob o pretexto de defender seus colonos estabelecidos na Tripolitânia, a Itália declarou guerra ao Império Otomano e invadiu o país, fato que iniciou a Guerra Ítalo-Turca. A seita puritana islâmica dos sanusis liderou a resistência, dificultando a penetração do Exército italiano no interior. A Turquia renunciou a seus direitos sobre a Líbia em favor da Itália no Tratado de Lausana ou Tratado de Ouchy (1912). Em 1914 todo o país estava ocupado pelos italianos que, no entanto, como os turcos antes deles, nunca conseguiram afirmar sua autoridade plena sobre as tribos sanussis do interior do deserto. Durante a Primeira Guerra Mundial, os líbios recuperaram o controle de quase todo o território, à exceção de alguns portos. Terminada a guerra, os italianos empreenderam a reconquista do país. A resistência líbia à colonização italiana, liderada por Omar Mukhtar, foi esmagada em 1932, após anos de repressão. A guerra provocou a morte em massa dos povos indígenas da Cirenaica, num total de 225.000 pessoas. Os crimes de guerra italianos incluíram a utilização de armas químicas, a execução de combatentes rendidos e o massacre de civis. As autoridades italianas expulsaram à força 100 000 beduínos da Cirenaica das suas colónias, muitas das quais foram depois confiadas a colonos italianos.

Independência

Em 24 de dezembro de 1951, a Líbia declarou sua independência como o Reino Unido da Líbia, uma monarquia constitucional e hereditária sob o rei Idris I, único monarca do país. Em 1 de janeiro de 1952, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a independência da Líbia, data a partir da qual foi adotado o nome Reino Unido da Líbia. O líder religioso dos sanusis, o emir Saíde Idris Senussi, foi coroado rei com o nome de Idris I (r. 1951–1969). Depois de sua admissão na Liga Árabe, em 1953, a Líbia firmou acordos para a implantação de bases estrangeiras em seu território. Em 1954, houve a concessão de bases militares e aéreas aos norte-americanos. A influência econômica dos Estados Unidos e do Reino Unido, autorizados a manter tropas no país, tornou-se cada vez mais poderosa. A descoberta de jazidas de petróleo em 1959 constituiu, no entanto, fator decisivo para que o governo líbio exigisse a retirada das forças estrangeiras, o que provocou graves conflitos políticos com aquelas duas potências e com o Egito. Em 1961 tem início a exploração do petróleo.

Era Gadafi

A Era Muamar Gadafi teve início em 1969, quando um grupo de oficiais nacionalistas, de forte alinhamento político-ideológico com o pan-arabismo, derrubou a monarquia e criou a Jamairia (República) Árabe Popular e Socialista da Líbia, muçulmana militarizada e de organização socialista. O Conselho da Revolução (órgão governamental do novo regime) era presidido pelo coronel Muamar Gadafi. O regime de Muamar Gadafi, chefe de Estado a partir de 1970, expulsou os efetivos militares estrangeiros e decretou a nacionalização das empresas, dos bancos e dos recursos petrolíferos do país. Em 1972, a Líbia e o Egito uniram-se numa Confederação de Repúblicas Árabes, que se dissolveu em 1979. Em 1984, a Líbia e o Marrocos tentaram uma união formal, extinta em 1986.

Revolução

Em fevereiro de 2011, manifestações (influenciadas pela chamada "Primavera Árabe") contra o governo de Muamar Gadafi (em português, e Muamar Gadafi em Líbio - Árabe) provocaram a morte de dezenas de civis. Os protestos tomaram conta de boa parte do país, incluindo a capital Trípoli. Em 27 de fevereiro, as diferentes facções da oposição Líbia formaram o Conselho Nacional de Transição para administrar as áreas do país controladas por opositores, e também para iniciar uma luta formal para derrubar o então regime líbio. Em março, a França se tornou o primeiro país a reconhecer a legitimidade da organização. Outros países logo também o fizeram. Utilizando sua superioridade militar, as forças pró-Gadafi empurraram os rebeldes até a região leste da Líbia e cercaram a cidade de Bengazi, que havia se tornado o centro da rebelião. Os soldados de Gadafi foram acusados de cometerem diversos crimes contra a humanidade neste meio tempo. A ONU e diversas nações do mundo condenaram a violência na Líbia e exigiram uma solução pacífica.

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Geografia

A Líbia situa-se no Norte de África, banhada pelo mar da Líbia, uma parte (reentrância) do mar Mediterrâneo, ladeada pelo Egito a leste e pela Tunísia e Argélia a oeste. Ao sul limita-se com o Níger e Chade e, a sudeste, um pequeno trecho com o Sudão. Divide-se em três regiões geográficas: a Cirenaica, a Tripolitânia e a Fazânia. Ao longo da costa, o clima é mediterrânico, mas o interior é o deserto muito seco do Saara, de onde por vezes sopra um siroco quente, seco e carregado de poeira, conhecido no país como ghibli. No deserto também são comuns tempestades de poeira de areia. Os recursos naturais principais do país são o petróleo, gás natural e gesso. Mas, além disso, a Líbia - assim como o Egito, o Chade e o Sudão, na parte oriental do deserto do Saara - repousa sobre o Sistema Aquífero Arenito da Núbia, a maior reserva de água subterrânea existente no mundo, que abrange uma enorme área, que, segundo as estimativas, contém 150 000 km³ de água. A maior parte do suprimento de água da Líbia provinha de dispendiosas usinas de dessalinização, situadas no litoral, de modo que havia pouca água para destinar à irrigação. O aquífero historicamente usado em Trípoli estava contaminado e seu grau de salinidade estava aumentando. Em 1983, um grande projeto de engenharia, conhecido como Grande Rio Artificial, foi criado para o abastecimento da região costeira do país e para expandir a agricultura através da irrigação, com aproveitamento da água desses aquíferos do deserto.

Deserto da Líbia

O deserto da Líbia, que abrange grande parte do país, é um dos lugares mais áridos e calcinados pelo Sol na Terra. Em alguns lugares, décadas podem passar sem nenhuma precipitação e mesmo nas planícies as chuvas raramente acontecem, em média uma vez a cada 5-10 anos. Em Ueinate, na tríplice fronteira Líbia-Egito-Sudão, última chuva registrada foi em setembro de 1998. Da mesma forma, a temperatura no deserto da Líbia pode ser extrema; em 13 de setembro de 1922, a cidade de Al 'Aziziyah, que está localizada a sudoeste de Trípoli, registrou uma temperatura de 58°C, considerado um recorde mundial. Em setembro de 2012, no entanto, o recorde mundial de 58°C foi revogado pela Organização Meteorológica Mundial.

Fauna

A Líbia tem sido um estado pioneiro no Norte de África na protecção de espécies, com a criação da área protegida de El Kouf em 1975. A queda do regime de Muammar Kadhafi encorajou uma intensa caça furtiva: "Antes da queda de Kadhafi até as armas de caça foram proibidas. Mas desde 2011, a caça furtiva tem tido lugar com armas de guerra e veículos sofisticados nos quais até 200 cabeças de gazelas podem ser encontradas mortas por milicianos que caçam para passar o tempo. Estamos também a assistir ao aparecimento de caçadores sem qualquer ligação com as tribos que tradicionalmente praticam a caça. Filmam tudo o que encontram, mesmo durante a época de reprodução. Mais de 500 000 aves são mortas desta forma todos os anos, quando áreas protegidas foram apreendidas por chefes tribais que se apropriaram delas. Os animais que lá viviam desapareceram todos, caçados quando são comestíveis ou libertados quando não são", explica o zoólogo Khaled Ettaieb.

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Demografia

A Líbia é um país grande, com uma população relativamente pequena, concentrada principalmente ao longo da costa. A densidade populacional é de cerca de 50 pessoas por km² nas duas regiões do norte (Tripolitânia e Cirenaica), mas essa taxa cai para menos de uma pessoa por km² em outras regiões. 90% das pessoas vivem em menos de 10% da área do país, principalmente ao longo do litoral. Cerca de 88% da população é urbana, principalmente concentrada nas três maiores cidades, Tripoli, Bengazi e Misurata. A Líbia tem uma população de cerca de 6,5 milhões de habitantes, 27,7% dos quais têm até 15 anos de idade. Em 1984, a população era de 3,6 milhões, um aumento de 134% em relação ao 1,54 milhão relatado em 1964. A língua oficial da Líbia é o árabe. O árabe líbio, a variante local, é falada ao lado do árabe padrão. Várias línguas berberes também são faladas, incluindo tamaxique, gadamis, nafusi, sucna e aujila. Além disso, o italiano e o inglês são amplamente entendidos nas principais cidades, sendo que o primeiro é usado no comércio e ainda é falado entre a população italiana restante.

Composição étnica

Existem cerca de 140 tribos e clãs na Líbia. A vida em família é importante para os líbios, a maioria dos quais vivem em blocos de apartamentos e outras unidades habitacionais independentes, com modos precisos de habitação em função da sua renda e riqueza. Embora na Líbia os árabes tradicionalmente tenham vivido em estilos de vida nômade, eles já se estabeleceram em várias vilas e cidades. Devido a isso, seus antigos modos de vida estão gradualmente desaparecendo. Um pequeno número desconhecido de líbios continua a viver no deserto, como suas famílias têm feito por séculos. A maior parte da população tem trabalho na indústria e nos serviços, e uma pequena porcentagem na agricultura.

Religião

Aproximadamente 97% da população na Líbia é muçulmana, a maioria pertencente ao ramo sunita. Pequeno número de muçulmanos ibaditas, sufistas e amaditas também vive no país. Antes da década de 1930, o movimento senussi era o principal movimento islâmico na Líbia. Este foi um renascimento religioso adaptado à vida no deserto. Sua zawaaya (lar) era encontrada na Tripolitânia e no Fezã, mas a influência senussi foi mais forte na Cirenaica. Resgatando a região da inércia e da anarquia, o movimento senussi deu ao povo tribal apego religioso, além de sentimentos de unidade e propósito. Esse movimento islâmico, que acabou por ser destruído tanto pela invasão italiana como depois pelo governo de Gadafi, era muito conservador e um tanto diferente do islamismo que existe atualmente na Líbia. Gadafi afirmava ser um muçulmano devoto e seu governo estava assumindo um papel no apoio às instituições islâmicas e no proselitismo mundial em nome do islã.

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Política

A unidade política da Líbia vive em estado de incerteza devido ao colapso da Jamahiriya Árabe da Líbia em 2011 e por uma guerra civil em curso entre o Câmara dos Representantes em Tobruque e seus apoiadores, o Novo Congresso Geral Nacional em Trípoli e seus aliados, além de vários grupos jiadistas e tribais que controlam partes do país. A antiga legislatura era o Congresso Geral Nacional (CGN), que tinha 200 assentos. O Novo Congresso Geral Nacional, um parlamento rival e em grande parte não reconhecido, baseado na capital de jure de Trípoli, afirma ser uma continuação legal do CGN. Em 7 de julho de 2012, os líbios votaram em eleições parlamentares, as primeiras eleições livres em quase 40 anos. Cerca de trinta mulheres foram eleitas como membros do parlamento. Os primeiros resultados da votação mostraram a Aliança das Forças Nacionais, liderada pelo ex-primeiro-ministro interino Mahmoud Jibril, como principal grupo político. O Partido Justiça e Construção, afiliado à Irmandade Muçulmana, teve menos popularidade do que partidos similares no Egito e na Tunísia. Ganhou 17 dos 80 assentos que foram disputados pelos partidos, mas cerca de 60 independentes já se juntaram a ele.

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Subdivisões

Desde 2007, a Líbia é dividida em 22 distritos (baladias):

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Economia

A economia da Líbia depende principalmente das receitas do setor de petróleo, que representam 80% do PIB e 97% das exportações. A Líbia possui as maiores reservas de petróleo comprovadas na África e é um contribuidor importante para o fornecimento global de petróleo leve e cru. Além do petróleo, outros recursos naturais são gás natural e gesso. O Fundo Monetário Internacional estimou o crescimento do PIB real da Líbia em 122% em 2012 e 16,7% em 2013, após uma queda de 60% em 2011. O Banco Mundial define a Líbia como uma "economia de renda média alta", juntamente com apenas sete outros países africanos. As receitas substanciais do setor de energia, aliadas a uma pequena população, conferem à Líbia um dos maiores PIB per capita na África. Isto permitiu que o regime da Jamahiriya Árabe da Líbia oferecesse um nível extensivo de segurança social, particularmente nos domínios da habitação e da educação.

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Infraestrutura

Saúde

Em 2010, os gastos com saúde representaram 3,88% do PIB do país. Em 2009, havia 18,71 médicos e 66,95 enfermeiras para cada 10 000 habitantes. A expectativa de vida ao nascer era de 74,95 anos em 2011, sendo 72,44 anos para homens e 77,59 anos para mulheres.

Educação

A população da Líbia inclui 1,7 milhão de estudantes, mais de 270 000 dos quais estudam no nível superior. A educação básica na Líbia é gratuita para todos os cidadãos, e é obrigatória até o nível secundário. A taxa de alfabetização de adultos em 2010 foi de 89,2%. Após a independência da Líbia em 1951, sua primeira universidade – a Universidade da Líbia – foi estabelecida em Benghazi por decreto real. No ano letivo de 1975-1976, o número de estudantes universitários foi estimado em 13 418. A partir de 2004, esse número aumentou para mais de 200 000, com mais 70 000 matriculados no setor técnico e profissional superior. O rápido aumento do número de estudantes no ensino superior refletiu-se no aumento do número de instituições de ensino superior.

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Cultura

Gastronomia

A cozinha líbia é uma mistura das culinárias árabe e do Mediterrâneo, com uma forte influência italiana. O legado da Itália, da época em que a Líbia era uma colônia italiana, pode ser visto na popularidade das massas nos seus cardápios, particularmente macarrão.

Esporte

Embora sempre tenha existido grande paixão do povo local pelas tradições árabes, tem crescido naturalmente no país um movimento de inclusão e difusão de diversos esportes pela população nativa. Exemplos são a Liga da Líbia, de basquete, que embora com pouca projeção vem crescendo, e a Supertaça Líbia de Futebol, principal fonte de atletas para a seleção de futebol.

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Fontes consultadas

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