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Congregação dos Agostinianos da Assunção

A Congregação dos Agostinianos da Assunção (A.A.), ditos Assuncionistas, é uma Congregação Religiosa Católica fundada em 1845 pelo sacerdote francês Emmanuel d'Alzon, na cidade de Nîmes, sul da França. Sua divisa foi retirada da oração do Pai-Nosso, Adveniat Regnum Tuum. Trata-se de uma Congregação Clerical de Direito Pontifício, na qual, não obstante, religiosos que não estejam destinados ao sacerdócio podem professar os votos. O fundador desta Congregação desejava instituir na França uma nova ordem de presbíteros dedicada especialmente à educação da fé, a fim de combater o ateísmo e o secularismo. Depois da expulsão de muitas ordens religiosas do território francês, em virtude da Revolução iniciada 1789, alguns clérigos, terminadas as perseguições, procuravam repropor as tradicionais formas de espiritualidade, atualizando-as para seu tempo. Enquanto Dom Guéranger restaurava a espiritualidade beneditina e Lacordaire, a dominicana; Emmanuel d´Alzon, a pedido de Pio IX, orientou sua jovem Congregação a refundar a vida religiosa agostiniana, sem contudo unir-se à Ordem de Santo Agostinho que não mais possuía conventos em território francês; por isso, os religiosos desta Congregação receberam, nos primórdios, a alcunha de Agostinianos da França. Desde 1866, sem embargo, os assuncionista foram recebidos como confrades na Ordem, sendo a ela formalmente associados a 25 de março de 1929, por decreto de seu Prior Geral. A designação "Assunção", contudo, foi a primeira de todas as apelações, graças a três circunstâncias particulares: o Padre d´Alzon cooperava desde 1841 com Santa Marie-Eugénie na direção espiritual da Congregação das Religiosas da Assunção; os 5 primeiros religiosos professaram os votos e viveram inicialmente num colégio dedicado à Virgem Maria, sob o título da Assunção e, finalmente, esta era a invocação mais celebrada pelos católicos da França, desde o voto de Luis XIII, que consagrara seu Reino à Virgem Maria e instituíra o 15 de agosto como festa nacional. Os assuncionistas foram os pioneiros na retomada das grandes peregrinações, conduzindo expressivo número de peregrinos à Terra Santa, onde construíram o Complexo Notre Dame de France, posteriomene renomeado Notre Dame de Jerusalém e a Igreja de Saint-Pierre en Gallicante; além de se destacarem na impressa católica, sobretudo na França, onde ainda dirigem o jornal La Croix e todo o grupo Bayard Presse.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Fundação e primeiras obras

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse

Na França de sua época, o século XIX, o padre Emmanuel Joseph Marie Maurice Daudé, herdeiro dos Viscondes de Alzon, desejava revitalizar a vida da Igreja através de uma nova Ordem de Presbíteros que se distinguiria pela aceitação de tudo o que fosse Católico, pela franqueza e pela liberdade. Motivado por estes ideais, no Natal de 1845, Emmanuel d´Alzon toma o hábito religioso e, dois dias depois, inicia o noviciado com um leigo e três sacerdotes. Como o fundador desta Congregação trabalhava para restaurar a Vida Religiosa Agostiniana, e como a fundação se deu no Colégio Assunção de Nîmes, seus religiosos foram reunidos no que veio a se tornar a Congregação dos Agostinianos da Assunção. Em 1862, os assuncionistas foram conclamados por Pio IX a trabalhar na missão do Oriente, que visava converter à fé católica os cristãos ortodoxos, para tanto o papa lhes pediu que iniciassem um trabalho apostólico na Bulgária, junto aos ortodoxos uniatas. Esta Congregação formou grande número de especialistas no Oriente Cristão. Na França e na Holanda, sobretudo, fizeram conhecer as riquezas espirituais e doutrinais dos Ortodoxos, por meio do seu Instituto Bizantino. Com a evolução da compreensão do ecumenismo, os assuncionistas procuraram desenvolver uma relação amistosa e cordial com os cristãos orientais, mantendo, até os dias de hoje, comunidades próximas aos cristãos ortodoxos na Romênia, Bulgária, Rússia, Turquia, Grécia e Israel. No século XIX lutaram pela liberdade do ensino católico e se dedicaram a combater a difusão do ateísmo e do secularismo.

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A Espiritualidade Assuncionista

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse

A Espiritualidade dos Agostinianos da Assunção está centrada na acolhida alegre do Reino de Deus, conforme a divisa que lhes deu seu Fundador "Venha Teu Reino." A esta acolhida alegre e constante do Reino de Deus, o padre d´Alzon orientou seus religiosos à experiência de Santo Agostinho, marcada pela interioridade, vida fraterna e compromissos apostólicos. Atualizando a espiritualidade agostiniana para seu tempo, o padre d´Alzon legou aos assuncionistas o "tríplice amor", isto é, o Amor a Cristo, o amor à Virgem Maria e o amor à Igreja. Este tríplice amor implica a acolhida do Reino em cada religioso, pela vida interior, da qual a Virgem Maria é modelo; ao mesmo tempo em que os motiva ao cultivo do Reino à sua volta, pela vida fraterna e pelo serviço à Igreja. Fortemente marcada pelo espírito de Santo Agostinho, cuja regra de vida os religiosos observam, os assuncionistas assumiram muitas missões que privilegiavam a comunhão e a unidade da Igreja. Daí se origina a busca da unidade na comunidade dos irmãos: "Acima de tudo, vivam unânimes na casa e tenham uma só alma e um só coração dirigidos para Deus". A Congregação busca cultivar a simplicidade de vida e o espírito de família, heranças de Santo Agostinho e do Padre d´Alzon.

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Vida apostólica

Ao ser fundada pelo Padre d´Alzon, a Congregação Assuncionista dedicou-se especialmente ao ensino. No entanto, progressivamente houve uma diversificação de seu apostolado, assim o trabalho apostólico dos religiosos assuncionistas não está restrito a uma atividade específica, mas se destina a orientar a vida dos religiosos e leigos para uma crescente abertura a um vida de fé, de comunhão e de solidariedade com os mais pobres. Atualmente as obras a que a Congregação se dedica são, sobretudo, as missões estrangeiras, missão entre os ortodoxos, educação católica segundo o espírito de Santo Agostinho, diálogo ecumênico, imprensa e peregrinações. Padre d´Alzon exortou seus filhos a que fossem sempre "ousados, generosos e altruístas." lançando as bases morais de sua família religiosa na aceitação de tudo o que é Católico, na franqueza e na liberdade. A Congregação chegou ao Brasil em 21 de novembro de 1935, na cidade do Rio de Janeiro, onde se fundou a primeira comunidade assuncionista do país. Atualmente esta Congregação conta com cerca de 1.000 religiosos, espalhados em pouco mais de 30 países.

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