Pierre Verlet
Pierre Verlet foi um escritor do mobiliário francês, ex-aluno da Ècole Nationale des Chartes, Sorbonne e da École du Louvre, membro da Comité des travaux historiques et scientifiques na seção de d'archéologie et d'histoire de l'art e Conservador-chefe do Departement des Objets d'Art do Louvre de 1945 à 1965 e de 1968 a 1972. Pierre Verlet foi considerado um expert sobre arte decorativa francesa do período pré-revolucionário. Segundo o The Daily Telegraph, Verlet é reconhecidamente uma autoridade em móveis franceses e artes decorativas. Verlet também foi diretor do Museu de Cluny.
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Verlet examinou as ferramentas e técnicas utilizadas na fabricação de móveis durante esse período, definiu quais foram os vários tipos de móveis desenvolvidos, estudou a organização da indústria de móveis, o trabalho das corporações e as relações entre fabricantes, distribuidores e clientes, listas dos fabricantes e reproduziu as suas marcas, tendo analisado o mercado, o restauro, forjamento, o crescimento das coleções públicas. A partir de 1936, Verlet realizou uma pesquisa completa para identificação dos móveis que estavam faltando em Versalhes para localizá-los posteriormente. Nessa época, o curador Gérald Van der Kemp mantinha uma rivalidade "pessoal e profissional" com Verlet. Na década de 1960, Verlet conseguiu que parte do mobiliário Real regressasse a Versalhes desde os museus, ministérios e residências de embaixadores onde se encontravam dispersos. Ele concebeu o arrojado esquema de remobiliar Versalhes. O mobiliário dos Appartements Reais que os turistas podem ver atualmente devem-se ao sucesso da iniciativa de Verlet, nos quais foram voltados a tecer os têxteis que adornam as camas de estado. Segundo Jean-Pierre Babelon, conhecer o trabalho de Verlet é essencial para compreender o processo de produção artística do século XVII ao século XVIII.
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Verlet se casou com Nicole Réaubourg, que se tornou Nicole Verlet-Réaubourg, Nicole era historiadora francesa, ela escreveu um livro intitulado "Les orfèvres du ressort de la Monnaie de Bourges", em 1977, ao qual lhe dedicou um agradecimento, o marido, por sua vez, escreveu o prefácio do livro. Em 24 de maio de 1931, nasceu seu filho, Loup Verlet, que foi físico e um dos pais fundadores da mecânica estatística computacional, criador do Método de Verlet. Em 30 de dezembro de 1938, nasceu sua filha Colombe Samoyault-Verlet, que se tornou escritora e curadora de arte. Verlet também foi pai de Blandine Verlet, que nasceu em 27 de fevereiro de 1942 e se destacou como cravista. Por fim, sua última filha, Agnès Verlet, nasceu em 1947, se notabilizou por ser psicanalista e escritora.


