Aggressive Inline
'Patins Street, também conhecido como Patins In-line, é um esporte radical praticado com patins em linha, em locais apropriados, como half pipe, parques, e ruas.
Mesmo que a patinação pareça ser um desporto moderno e futurista, os primeiros patins datam do início do século XVIII. E os patins de gelo são mais velhos ainda. Dessa forma não se enganem, pois o patins - em inglês skate - surgiu muito antes do skateboard, sendo assim chamado pelos leigos de skate. Já neste século, surgiram nos Estados Unidos os patins tradicionais, aqueles com duas rodas atrás e duas na frente (também chamado de quad). Foram criados com freios na frente para patinação artística com intuito de proporcionar melhor impulso em saltos. Na década de 1970, reapareceram os patins in-line (os primeiros são do século XlX). O retorno dos patins in-line promoveu o surgimento da patinação agressiva, subdividida nas modalidades street e vertical. Esses patins só foram chegar ao Brasil na década de 1990. Hoje é um desporto bem difundido e praticado em todo País, sendo considerado desporto Olímpico graças ao 'X-GAMES" nossa olimpíada de desportos radicais.
Imagem: Chmee2 · BY-SA · Openverse
O patins street deu seu primeiro grande passo na produção de um filme de longa duração: Dare to Air, um filme feito para pessoas que estavam iniciando neste esporte. Dare to Air foi feito com um orçamento baixo, uma produção praticamente caseira, mas que conseguiu passar a ideia de que como seria este esporte, mostrando todas as habilidades de manobras com grau de dificuldades bastante elevados para a época. Também mostrou bastante a cidade e os locais de manobras, os terrenos onde praticantes executavam suas manobras. Dare to Air foi o primeiro grande passo de divulgação, iniciando a partir dele uma evolução deste esporte radical que nunca mais parou de crescer. Em complemento a o filme anterior, The Hoax foi o primeiro vídeo de manobras realmente agressivas que até virou uma espécie de bíblia para os praticantes do aggressive inline. Arlo Eisenberg fez o maior empenho para que Craig Caryl fizesse este filme. Arlo revelou em entrevista que "se não fosse pelos vídeos, o aggressive Inline não teria a força que tem nos dias de hoje".
Imagem: @Simply__Vic · BY-SA · Openverse
"Numa época em que os jovens praticavam skate e bike,"Comecei a andar de Patins Inline", disse Chris Edwards, que pratica o desporto desde 1989, quando passou a pular rampas, plataformas, escadas e passou a executar manobras (ditas insanas pelos praticantes deste desporto) como frontsides em canos. A empresa RollerBlade vendo o potencial deste atleta amador contratou-o por julgá-lo o patinador de street mais agressivo da época, tornando-o a partir de então conhecido no mundo inteiro. No ano de 1990 Chris ajudou a RollerBlade a criar outros modelos de patins como o Tarmac-CE, uns dos modelos que tiveram grande aceitação pelos praticantes do esporte.
Imagem: A. Schneider · BY-SA · Openverse
Em 1995 os X Games, hoje um evento mundialmente conhecido, era bem underground, sem muito apoio, sendo conhecido apenas no meio dos esportes envolvidos. Entretanto em 1995 eles adicionaram o Patins Street no evento, e o sucesso foi estrondoso. Naquele ano tivemos a modalidade "Park", com rampas coloridas e corrimões retos e de descidas, onde os atletas mostraram o poder do Patins Street combinado com sua radicalidade. Nesta época, foram presenciadas manobras de 'grinds' como Soul, Miszow, Back-slide, Alley-oop Back-slide, Front-side que ná época eram chamados de "Rock-slide", fast-slide e alley-oop Miszow. Aéreos eram o forte da época, Mute-grab era um dos mais executados assim como os Back-flips(mortal p/ trás) e Front-flip(mortal p/ frente), além de giroros, que na modalidade "Park", atletas vindo de costas já executavam 720º com perfeição e mortais no Half-pipe ultrapassavam os limites de qualquer esporte que também utilizava o obstáculo.
Imagem: @Simply__Vic · BY-SA · Openverse
No ano de 1992 e 1993 o Tarmac-CE chegou ao Brasil. A maioria dos praticantes de esportes radicais nem sabia que aquele bizarro patins de cadarço e velcro tinha sido feito por feras americanas, feras que desafiavam todos os obstáculos naturais do street. Em 1994 o patins Tarmac-CE ganhou fama no Brasil, a tal ponto dos patinadores de street ocuparem lugar de destaque em veículos de comunicação do Brasil. Este fato gerou congestionamento nas ruas. Nesse ano também foi gravado o filme Manobra Super Radical, no qual Chris Edwards mostrou tudo que sabia e mais um pouco, o street (vertical também). Realizaram um pequeno campeonato, que entrou para os canais da história do esporte como Niss, embora executando apenas manobras como souls e fronts (e em outras vezes alguns mizus). Um pequeno garoto de Las Vegas se destacou e ganhou o troféu de novato do ano. O gajo se chamava Matt "stale Japan" Mantz.
Imagem: Chmee2 · BY-SA · Openverse
O patins já era tido como uma moda cultuada pela tribo dos streets. Muitos desses patinadores do Brasil começaram nesta época comprando patins que pareciam dinossauros de tão pré-históricos, com presilhas e horríveis e gigantes rodinhas que escorregavam até mesmo no asfalto. Entretanto, o patins street foi se firmando à medida que a marca Roces crescia, atualmente a roces deixou de investir no street e tem somente o modelo Majestic 12.
Imagem: A. Schneider · BY-SA · Openverse
O ano de 1996 marcou uma época de muitas decisões e descobertas. Campeonatos de inline passaram a ser feitos em todo o globo terrestre como, ASA, Niss, Extreme Games, Imyta e muitos outros. Um grande destaque deve ser dado aos australianos, que captaram a essência e a aura deste esporte e estavam obtendo grande destaque em diversos tipos de manobras. A quantidade de patinadores de street estava se afunilando e os que restavam estavam começando a radicalizar muito e também estavam deixando de lado as proteções pois estavam vendo que sem elas a evolução era muito melhor. T.J (que já fez o conhecido Niss de 1995 com suas bizarras manobras) firmou-se como um dos esportistas mais completos do patins street internacional e cada vez estava ficando mais equiparado aos melhores do mundo.
Imagem: A. Schneider · BY-SA · Openverse
Os praticantes de patins street que seguem cultuando este desporto são aqueles que incorporaram em si a alma deste desporto radical e executam manobras insanas. São atletas amadores que sofrem inúmeros preconceitos da sociedade, como qualquer desporto de estereótipo jovem que tem características de desafio de limites extremos, sendo também rejeitados por skatistas por terem incorporado os mesmos locais para a prática do desporto. O patins street sofreu um declínio no Brasil desde a sua explosão no ano de 1996 devido à junção de alguns fatores:
Imagem: u/Vence1001 · BY-SA · Openverse
O Patins Street, passou por épocas difíceis no Brasil, onde era difícil encontrar espaços próprios para patinar, equipamentos de qualidade e principalmente apoio/patrocínio, que é o incentivo máximo que pode-se dar a um atleta. Porém desde 1996, alguns atletas da modalidade street continuaram a patinar, mesmo com todos os reveses. Esses atletas eram principalmente do Rio de Janeiro e São Paulo. Alguns anos se passaram até que alguns atletas do Rio de Janeiro criaram uma página chamada "CPI-MAG", que hoje é o principal canal de contato com os patinadores de street do Brasil. Além da Cpi (sul-sudeste) temos a Bizine que atua no Brasil, principalmente no Norte-Nordeste é dirigida também por atletas que organizam o intercambio do esporte no Brasil. Nessa época abria também uma loja que vendia patins de street de qualidade média, a preços acessíveis. A Traxart, que recentemente lançou seu novo modelo de street: txt ice daciel monster (nova versão do ice).


