Agência Espacial Europeia
Agência Espacial Europeia é uma organização intergovernamental dedicada à exploração espacial, com 22 estados-membros, incluindo Portugal. Fundada em 1975 e com sede em Paris, na França, a ESA tem uma equipe de mais de duas mil pessoas, com um orçamento anual de cerca de 4,28 mil milhões de euros, ou 5,51 mil milhões de dólares (2013).
Fundação
Após a Segunda Guerra Mundial, muitos cientistas europeus deixaram a Europa Ocidental para trabalhar nos Estados Unidos. Embora o crescimento económico dos anos 1950 tenha possibilitado que países da Europa Ocidental investissem em investigação e especificamente em atividades relacionadas com o espaço, os cientistas europeus perceberam que projetos exclusivamente nacionais não seriam capazes de competir com os das então duas superpotências principais, Estados Unidos e União Soviética. Em 1958, apenas alguns meses após o choque do Sputnik, Edoardo Amaldi e Pierre Auger, dois membros proeminentes da comunidade científica da Europa Ocidental naquela época, reuniram-se para discutir a fundação de uma agência espacial europeia comum. A reunião teve a participação de representantes científicos de oito países.
Atividades posteriores
ESA fez uma parceria com a NASA no IUE, primeiro telescópio de alta órbita do mundo, que foi lançado em 1978 e operou com sucesso por 18 anos. Uma série de projetos na órbita da Terra se seguiram e, em 1986, a ESA começou a Giotto, a sua primeira missão no espaço profundo, para estudar os cometas Halley e Grigg-Skjellerup. Hipparcos, uma missão de mapeamento de estrelas, foi lançada em 1989 e na década de 1990 as missões SOHO, Ulysses e o Telescópio Espacial Hubble foram todos feitos em conjunto com a NASA. Entre as missões científicas recentes em cooperação com a NASA estão a sonda espacial Cassini-Huygens, para a qual a ESA contribuiu através da construção da Huygens, o módulo de aterragem em Titã.
Estados-membros e orçamento
A Agência Espacial Europeia é uma organização intergovernamental composta por 22 Estados-membros, entre os quais Portugal. Os países participam em diferentes graus nos programas espaciais obrigatórios (25% do total das despesas em 2008) e nos opcionais (75% do total das despesas em 2008). O orçamento de 2008 ascendeu de 3 mil milhões de euros para 3,6 mil milhões de euros em 2009. EM 2014, o orçamento total da organização foi de 4,1 mil milhões de euros. As línguas utilizadas são o inglês, francês, alemão, italiano, holandês e espanhol. A tabela seguinte lista todos os estados-membros e os membros associados, com as datas de ratificação da Convenção ESA e contribuições ao orçamento da ESA em 2015:
Frota de veículos de lançamento
A ESA possui uma frota de veículos de lançamento em serviço com os quais compete em todos os setores do mercado de lançamentos. A frota da ESA consiste em três projetos principais de foguetões: Ariane 5, Soyuz-2 e Vega. Os lançamentos de foguetes são efetuados pela Arianespace, que conta com 23 acionistas representantes da indústria que fabrica o Ariane 5 e também do CNES, no Centro Espacial de Kourou na Guiana Francesa. Como muitos satélites de comunicação têm órbitas equatoriais, os lançamentos a partir da Guiana são capazes de levar cargas úteis maiores para o espaço do que os espaçoportos em latitudes mais altas. Além disso, os lançamentos equatoriais dão à nave espacial um 'empurrão' extra de quase 460 m/s devido à maior velocidade de rotação da Terra no equador em comparação com os polos próximos à Terra, onde a velocidade de rotação se aproxima de zero.


