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Uidá

Uidá ou Ajudá é uma cidade e comuna localizada na costa ocidental da África, na atual República de Benim. Segundo censo de 2013, havia 47 616 pessoas no centro urbano, enquanto a comuna possuía 162 034 pessoas. Foi capital do Reino de Uidá e desde 21 de fevereiro de 2021 foi submetida junto a outros sítios históricos do Benim para a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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História

Reino de Uidá

A atual cidade beninense de Uidá carrega o nome do reino homônimo, com localizações geográficas coincidentes. À época, a cidade floresceu com o tráfico transatlântico de escravizados, pois sua posição costeira com saída para o Golfo do Benin era logisticamente desejável, dada a distância comparativamente curta entre Uidá e as Américas, destino final dos escravizados vendidos na África Ocidental. O lucro inicial e a grande oferta de escravizados logo incentivou demais atores a participarem do comércio; assim, com a entrada de traficantes de Portugal, França e Inglaterra, Uidá testemunha o surgimento de elites econômicas locais, cujo poder e proeminência orbitam em torno do fornecimento de escravizados às necessidades europeias. Em 1721, Portugal constrói a Fortaleza de São João Batista de Ajudá como forma de exercer um controle mais efetivo sobre o tráfico transatlântico ao litoral da cidade.

Conquista por Daomé

A despeito da prosperidade inicial, a venda de escravizados criou elites econômicas cada vez mais faccionadas que passam a brigar entre si pelo controle monopolístico do comércio com os europeus. Ademais, o sucesso da empreitada açucareira nas Américas aumenta a demanda por mão de obra africana em um ritmo que o reino costeiro não conseguiria mais suprir. Esse fator impulsionou a captura de escravizados em regiões cada vez mais interioranas da África Ocidental, chegando à região planáltica de Abomei, onde se encontrava o reino de Daomé. A partir da interiorização do comércio de escravizados, os reinos litorâneos de Aladá e Uidá passam, de grandes fornecedores, a intermediários entre os portugueses e os Estados mais centrais, como Oió e Daomé. Daomé, por sua vez, possuía uma estrutura política mais centralizada, e os rendimentos obtidos com o comércio de escravizados permitiu a subordinação do exército e das finanças ao palácio;tal estrutura burocrático-militar de Daomé frente à desarticulação política dos reinos costeiros permitiu que o rei Agajá conquistasse Aladá em 1724 e Uidá em 1727. O rei deposto de Uidá, Haffon, é condenado ao exílio e posteriormente assassinado.

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Fontes consultadas

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