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Guerra de Troia

A Guerra de Troia foi, de acordo com a mitologia grega, um grande conflito bélico entre os aqueus das cidades-estado da Grécia e Troia, possivelmente ocorrendo entre 1 300 a.C. e 1 200 a.C..

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Causa da guerra e a lenda

Tradicionalmente, a Guerra de Troia surgiu de uma sequência de eventos que começou com uma disputa entre as deusas Hera, Atena e Afrodite. Éris, a deusa da discórdia, não foi convidada para o casamento de Peleu e Tétis, e então chegou trazendo um presente: uma maçã dourada, com uma escritura gravada nela que diz "para a mais bela". Cada uma das deusas reivindicou ser a "mais bela" e a dona legítima da maçã. Elas submeteram o julgamento a um pastor que encontraram cuidando de seu rebanho. Cada deusa prometeu ao jovem uma recompensa em troca de seu favor: poder, sabedoria ou amor. O jovem — na verdade, Páris, um príncipe troiano que havia sido criado no campo — escolheu o amor e deu a maçã a Afrodite. Como recompensa, Afrodite fez com que Helena, a rainha de Esparta e a mais bela de todas as mulheres, se apaixonasse por Páris. O julgamento de Páris lhe rendeu a ira tanto de Hera quanto de Atena. Helena, uma das filhas de Zeus, havia sido sequestrada por Teseu na sua juventude. Uma competição entre os pretendentes por sua mão em casamento acabou com ela sendo entregue a Menelau, o rei espartano. Todos os outros pretendentes foram obrigados a fazer um juramento (conhecido como "Juramento de Tíndaro") prometendo fornecer assistência militar ao pretendente vencedor, se Helena fosse roubada dele. Assim, quando Helena partiu (raptada ou por boa vontade) com Páris de Troia (filho do rei Príamo), Menelau convocou todos os reis e príncipes da Grécia para que honrassem seu juramento e declarassem guerra aos troinanos.

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Historicidade

A maioria dos gregos antigos dizia que a Guerra de Troia era um evento histórico, embora muitos entendessem que os poemas homéricos continham vários exageros. Por exemplo, o historiador Tucídides, conhecido por seu espírito crítico, considerava-a um evento real, mas duvidava que os gregos houvessem mobilizado a quantidade de navios (mais de mil) mencionada por Homero para atacar os troianos. Por volta de 1870, na Europa, os estudiosos da Antiguidade eram concordes em considerar as narrativas homéricas absolutamente lendárias. Segundo eles, a guerra jamais ocorrera. Quando o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann, um apaixonado pelas obras de Homero, descobriu as ruínas de Troia um grande entusiasmo cercou a descoberta e levou muitos autores a rever a historicidade da guerra. Ao longo do século XX, tentou-se tirar conclusões baseadas em textos hititas e egípcios, que datam da provável época da guerra. Arquivos hititas, como as Cartas de Tauagalaua, mencionam o reino de Aiaua (Acaia, a moderna Grécia), que se localizava "além do mar" (Egeu) e controlava a cidade de Miliuanda, identificada como Mileto. Igualmente é mencionada, nesses e em outros documentos, a Confederação de Assua, uma liga composta por 22 cidades, uma das quais, Uilussa (Ílio), podendo ter sido Troia. Em um tratado datado de 1 280 a.C., o rei de Uilussa é chamado de Alexandre ou Alaquesandu, que é o outro nome pelo qual Páris é referido na Ilíada.

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Mitologia

A versão mitológica da guerra estava contida nos poemas do Ciclo Épico, formado por oito poemas: os Cantos Cípricos (ou Cípria) de Estasino,[a] a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Etiópida e O Saque de Troia de Arctino de Mileto, a Pequena Ilíada de Lesques de Pirra, Nostoi (Retornos) de Hágias de Trezena,[b] e Telegonia de Eugamão de Cirene.[c] Destas obras só chegaram à atualidade na sua totalidade os poemas de Homero; dos restante só há fragmentos e informações de fontes secundárias da Antiguidade. Segundo essas versões, a guerra se deu quando os aqueus (os gregos da época micênica) atacaram Troia, para recuperar Helena, raptada por Páris. A lenda conta que a (ninfa) do mar de Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Posidão. Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa seria maior que seu pai, então os deuses resolveram dá-la em casamento a Peleu, um mortal já idoso, tencionando enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos foi Aquiles, e sua mãe, visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou quando ainda bebê nas águas do mitológico e sombrio rio Estige. As águas tornaram o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para mergulhá-lo no rio (daí a expressão "calcanhar de Aquiles", significando ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetiza que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido. Aquiles escolhe a glória.

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Datas da Guerra de Troia

Uma vez que esta guerra foi considerada entre os gregos antigos como o último evento da era mítica ou o primeiro evento da era histórica, várias datas são dadas para a queda de Troia. Eles geralmente derivam de genealogias de reis. Éforo aponta 1 135 a.C., Sósíbio[vago] 1 172 a.C., Eratóstenes 1 184 / 1 183 a.C., Timeu[necessário esclarecer] 1 193 a.C., o mármore de Paros[vago] 1 209 / 1 208 a.C., Dicearco 1 212 a.C., Heródoto por volta de 1 250 a.C., Eretes[vago] 1 291 a.C., enquanto Duris de Samos refere 1 334 a.C. Quanto ao dia exato, Éforo dá 23/24 Thargelion (6 ou 7 de maio), Helânico 12 Thargelion (26 de maio) enquanto outros dão o 23 de Sciroforion (7 de julho) ou o 23 de Ponamos (7 de outubro). A gloriosa e rica cidade descrita por Homero foi considerada Troia VI por muitos autores do século XX d.C., e destruída por volta de 1 275 a.C., provavelmente por um sismo. Sua sucessora, Troia VIIa, foi destruída por volta de 1 180 a.C. Foi por muito tempo considerada uma cidade mais pobre, e descartada como candidata a Troia homérica, mas desde a campanha de escavação de 1988, passou a ser considerada como a candidata mais provável.

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A Guerra de Troia no cinema e televisão

Imagem: Sebastià Giralt · BY-NC-SA · Openverse

Entre as obras cinematográficas e televisivas podem referir-se as seguintes:

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Fontes consultadas

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