Aletinofídeos
Os aletinofídeos (Alethinophidia) são uma infraordem da subordem Serpentes que inclui todas as serpentes conhecidas, exceto Scolecophidia (cobras-cegas) e certas linhagens fósseis aparentadas. Alethinophidia pode ser dividida em dois clados principais: Amerophidia e Afrophidia. Embora análises filogenéticas modernas tradicionalmente reconheçam 19 famílias existentes, a taxonomia dos aletinofídeos ainda é bastante debatida e a atribuição de categorias lineanas permanece, em parte, arbitrária.
Cunhado pelo paleontólogo Franz Nopcsa, em 1923, o termo Alethinophidia deriva do grego antigo ἀληθινός (alēthinós), que significa "verdadeiro ou genuíno" e ὄφις (óphis), que signifca "serpente", "serpentes verdadeiras", referindo-se à serpentes tipicamente reconhecíveis em oposição aos escolecofídeos.
Fósseis de aletinofídeos foram encontrados em sítios cenomanianos da Formação Wadi Milk em Wadi Abu Hashim, no Sudão, reprensentado por duas famílias extintas Anomalophiidae e Russellophiidae. Krebsophis é o russelofiídeo mais antigo. A família Nigerophiidae inclui tanto o aquático Nubianophis, de Wadi Abu Hashim quanto o Nigerophis, do Paleoceno do Níger. A família Palaeophiidae inclui reprenstantes marinhos relacionados às atuais Acrochordidae, com ampla distribuição no Cretáceo e Eoceno (Europa, África e Américas), incluindo gêneros com Archaeophis, Palaeophis e Pterosphenus. O gênero Eoanilius (pertencente à família Aniliidae) tem fósseis Eoceno ao início do Mioceno da Europa. Os extintos Simoliophidae marinhos são conhecidos do Cenomaniano do Norte da África, do Oriente Médio e da Europa Oriental, indicando uma distribuição no Mar de Tétis, sendo notáveis por preservarem evidências de membros posteriores vestigiais.
Táxons vivos
Baseado em Pyron et. al (2013) e Vidal et. al (2007):


