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Anaíte

Anaíte, na mitologia armênia, era a deusa da fertilidade, castidade e sabedoria. Era a principal divindade na Armênia ao lado de Aramasde e originou-se da deusa iraniana Anaíta. A adoração de Anaíte, provavelmente emprestada dos iranianos durante a invasão meda ou o início do Período Aquemênida, foi de suma importância na Armênia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Nome

Anaíte (Անահիտ, Anahit) é a grafia armênia do persa antigo (𐎠𐎴𐏃𐎡𐎫, Anāhitā) e avéstico (𐬀𐬥𐬁𐬵𐬌𐬙𐬀, Anāhita) Anaíta. Foi registrado em babilônico tardio como Anaítu (𒀀𒈾𒄴𒄿𒌅𒀪, Anaḫituʾ) e Anati (𒀀𒈾𒀪𒋾, Anaʾti⁠), em persa médio como Anaíde (𐭠𐭭𐭠𐭤𐭩𐭲, Anāhīd), em persa novo como Naíde (ناهید, Nahid), em latim e grego como Anaítis (Anaītis; Αναΐτις, Anaḯtis). Dados os seus atributos, foi associada pelas fontes clássicas com Afrodite (Beroso) e Ártemis.

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História

Aramasde, Mir, Anaíte, Vaagênio e Tir eram as divindades dominantes do panteão armênio. Mais tarde, foram feitas tentativas de reformar o panteão, incluindo possivelmente reduzi-lo para compreender três divindades principais: Aramasde, Anaíte e Vaagênio. Na tradição, Aramasde é reconhecido como pai de todos os deuses, incluindo Anaíte, embora por vezes tenha sido assumida como sua esposa. Foi provavelmente no reinado de Artaxerxes II (r. 405/4–359/8 a.C.), cuja concubina Aspásia foi designada sacerdotisa de "Ártemis a quem chamam Anaítis", que o culto dessa deusa se espalhou pela Ásia Menor e Síria antes de alcançar o planalto Armênio. Segundo Estrabão (Geografia, 11.14.16), os armênios tinham particular apreço por Anaíte. Uma tradição não verificada, preservada na obra de Moisés de Corene, alega que o principal centro de culto dessa deusa, situado em Eriza (atual Erzinjane), foi estabelecido pelo rei artaxíada Tigranes, o Grande (r. 95–55 a.C.). A região na qual Eriza estava localizada chamava-se Acilisena, um dos distritos que compunham a província da Alta Armênia. Em decorrência da presença do templo, Acilisena por vezes era referida como Anética (em latim: Anaetica), "a terra de Anaítis" (Dião Cássio, História Romana, 36.48.1; Plínio, o Velho, História Natural, 5.83). No templo havia uma enorme imagem de ouro que, em 34 a.C., foi levada pelos soldados de Marco Antônio, que a destruíram e dividiram os fragmentos entre si (Plínio, o Velho, História Natural, 33.82-83).[a] Cícero (Pro lege Manilia, 9.23) alegou que era o templo "mais rico e venerável da Armênia" e Estrabão informou que era provido de sacerdotes e sacerdotisas, advindas das famílias nobres, que eram obrigadas a servir como prostitutas sagradas antes de se casarem.

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Fontes consultadas

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