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África

África é o terceiro continente mais extenso da Terra, com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3% da área total da terra firme do planeta. É o segundo continente mais populoso, com cerca de um bilhão de pessoas, representando cerca de um sétimo da população mundial, e 54 países independentes. A população africana é a mais jovem entre todos os continentes; a idade mediana em 2012 era de 19,7 anos, quando a idade mediana mundial era de 30,4 anos. Com base nas projeções para 2024, a população africana ultrapassará os 3,8 mil milhões de pessoas em 2100. A África é o continente habitado menos rico per capita e o segundo menos rico em termos de riqueza total, à frente da Oceania. Estudiosos atribuíram isso a diferentes fatores, incluindo geografia, clima, corrupção, colonialismo, a Guerra Fria, e neocolonialismo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/06/2026
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Etimologia

Afri era um nome latino usado para se referir aos habitantes do que era então conhecido como norte da África, localizado a oeste do rio Nilo, e em seu sentido mais amplo referindo-se a todas as terras ao sul do Mediterrâneo, também conhecido como Líbia Antiga. Este nome parece ter originalmente se referido a uma tribo nativa da Líbia, um ancestral dos berberes modernos; veja Terence para discussão. O nome tinha sido geralmente ligado com a palavra fenícia ʿafar que significa "poeira", mas uma hipótese de 1981 afirmou que deriva da palavra berbere ifri (plural ifran) que significa "caverna", em referência aos moradores de cavernas. A mesma palavra pode ser encontrada no nome dos Banu Ifran da Argélia e Tripolitânia, uma tribo berbere originária de Yafran (também conhecida como Ifrane) no noroeste da Líbia, bem como da cidade de Ifrane no Marrocos. Sob o domínio romano, Cartago tornou-se a capital da província então chamada Africa Proconsularis, após a derrota dos cartagineses na Terceira Guerra Púnica em 146 a.C., que também incluía a parte costeira da atual Líbia. O sufixo latino -ica às vezes pode ser usado para denotar uma terra (por exemplo, em Celta de Celtae, como usado por Júlio César). A região muçulmana posterior de Ifriqiya, após a conquista do Exarchatus Africae do Império Bizantino (Romano Oriental), também preservou uma forma do nome.

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História

Pré-história, Antiguidade e Idade Média

O homem passou a estar presente na África durante os primeiros anos da era quaternária ou os últimos anos da era terciária. A maioria dos restos de hominídeos fósseis encontrados por arqueólogos — australopitecos, Homo habilis, Homo erectus, Homo heidelbergensis, homens de Neandertal e de Cro-Magnon — em lugares diferenciados da África é a demonstração de que essa parte do mundo é importante no processo evolutivo da espécie humana e indica, até, a possível busca das origens do homem nesse continente. As semelhanças comparáveis da história da arte que vai entre o paleolítico e o neolítico são iguais às das demais áreas dos continentes europeu e asiático, com diferenças focadas em regiões então desenvolvidas. A maioria das zonas do interior do continente, meio postas em isolamento, em contraposição ao litoral, ficaram permanentes em estágios do período paleolítico, apesar de a neolitização processada ter início em 10 000 a.C., com uma diversidade de graus acelerados.

Idades Moderna e Contemporânea

Durante o século XV os exploradores vindos da Europa chegaram primeiro ao litoral da África Ocidental. O estímulo dado a essa exploração foi uma forma de buscar novos caminhos para as Índias, após o comércio ser fechado por parte dos turcos no leste do Mar Mediterrâneo. Os colonizadores de Portugal, da Espanha, da França, da Grã-Bretanha e dos Países Baixos foram os competidores do novo caminho, estabelecendo no litoral feitorias e portos de embarque para, principalmente, comercializar escravos. Concomitantemente, foram realizadas as primeiras viagens científicas que adentraram o interior do continente: Charles-Jacques Poncet na Abissínia, em 1700; James Bruce em 1770, procurando o local onde nasce o Nilo; Friedrich Konrad Hornermann viajando no deserto da Líbia sobre a garupa de um camelo, em 1798; Henry Morton Stanley e David Livingstone na bacia do Congo, em 1879.

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Colonialismo

A , também conhecida como a Corrida a África ou ainda Disputa pela África, era proliferação de reivindicações europeias conflitantes ao território africano durante o período do neoimperialismo, entre a década de 1880 e a Primeira Guerra Mundial em 1914. Envolveu principalmente a França e o Reino Unido, mas também a Itália, Bélgica, Alemanha, Portugal, Espanha e, com menos intensidade, os Estados Unidos. Este participou da fundação da Libéria. A segunda metade do século XIX, em torno do ano 1880, assistiu à transição do "imperialismo informal", que exercia o controle através da influência militar e da dominação econômica para um domínio mais direto. As pretensões de mediar a concorrência imperial, tal como a Conferência de Berlim (1884 - 1885), entre o Reino Unido, França e Alemanha não pôde estabelecer definitivamente as reivindicações de cada uma das potências envolvidas. Essa disputa pela África esteve entre os principais fatores que deram origem à Primeira Guerra Mundial.

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Geografia

A África está separada da Europa pelo mar Mediterrâneo e liga-se à Ásia na sua extremidade nordeste pelo istmo do Suez. O continente é o único que se estende pelo hemisfério norte e hemisfério sul, atravessado pela linha do equador e o meridiano de Greenwich. No entanto, a África ocupa uma única placa tectônica, ao contrário da Europa que partilha com a Ásia a placa Euro-asiática. Do seu ponto mais a norte, Ras ben Sakka, em Marrocos, à latitude 37°21'N, até ao ponto mais a sul, o cabo das Agulhas na África do Sul, à latitude 34°51'15" S, há uma distância de aproximadamente 8 000 km. Do ponto mais ocidental de África, o Cabo Verde, no Senegal, à longitude 17°33'22"W, até Ras Hafun na Somália, à longitude 51°27'52" E, são cerca de 7 400 km. Para além do mar Mediterrâneo, a norte, a África é banhada pelo oceano Atlântico na sua costa ocidental e pelo oceano Índico do lado oriental. O comprimento da linha de costa é de 26 000 km.

Relevo

O relevo da África é, em sua maioria, formada por planaltos. É apresentada pelo continente uma altitude média de mais de 750 metros. As formas de relevo que ocupam todas as regiões centro e oeste são planaltos que se erodiram com intensidade. As rochas mais antigas constituem os planaltos. E os planaltos, propriamente ditos, tem como limites os grandes escarpamentos. São contornadas pelos planaltos as depressões cujos rios atravessam, nas quais também são encontrados lagos e bacias hidrográficas de maior extensão, das quais podemos citar os rios Nilo, Congo, Chade, Níger, Zambeze, Limpopo, Cubango e Orange. Ao longo do litoral, estão situadas as planícies costeiras, por vezes com muita vastidão, como as planícies do rio Níger e do rio Congo.

Litoral

Os principais acidentes geográficos litorâneos são o golfo da Guiné no Atlântico Sul; e o estreito de Gibraltar, do Oceano Atlântico até o mar Mediterrâneo. Na parte oriental do continente está localizada a península da Somália, aquilo que os geógrafos também a chamam de Chifre da África no Brasil ou "Corno de África" em Portugal, e o golfo de Adem, cujo acidente geográfico que forma o golfo, propriamente dito, são as águas do oceano Índico. O golfo de Adem tem como limites a península Arábica, que é pertencente à Ásia. Na parte meridional, está localizado o cabo da Boa Esperança. Na África não existem muitas ilhas adjacentes. No Atlântico, estão localizadas a Região Autónoma da Madeira, ilhas Canárias, São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde. No oceano Índico é encontrada uma ilha de maior extensão, Madagáscar, e outras pequenas que são os arquipélagos denominados Comores, Maurício e Seicheles.

Clima

Na África existem quatro tipos climáticos. São eles: equatorial, tropical, desértico e mediterrâneo. O clima equatorial é de calor e umidade o ano inteiro. A parte abrangida pelo clima equatorial é a região centro-ocidental do continente; o clima tropical é quente com carência de chuvas no invernos. A parte dominada pelo clima é a quase a totalidade das terras africanas, entre o centro e o sul, com inclusão da ilha de Madagascar; a parte compreendida pelo clima desértico é uma grande área extensa da África, que acompanha os desertos do Saara e de Calaári; finalmente, as áreas de manifestação do clima mediterrâneo são pequenos trechos da extremidade setentrional e da extremidade meridional do continente. A apresentação térmica do clima de deserto é de temperaturas elevadas com a umidade dos invernos.

Hidrografia

Na África existem rios de maior extensão e volume, porque se localizam em regiões próximas aos trópicos e à linha do equador. O rio mais importante do continente é o Nilo, o segundo maior em extensão do mundo (depois do Solimões-Amazonas). Tem um comprimento de mais de 6 500 km. Sua nascente é próxima ao lago Vitória, cuja área percorrida é o nordeste africano e o Nilo é afluente do mar Mediterrâneo. A bacia hidrográfica que é formada pelo rio principal e seus afluentes têm uma área de superior a três milhões de quilômetros quadrados. O vale do Nilo, resulta da união entre o Nilo Branco e o Nilo Azul. O solo apresentado pelo vale do Nilo é de extrema fertilidade. A atividade econômica principal do vale do Nilo é a agricultura. As grandes civilizações egípcia e de Meroé, na Antiguidade, tiveram existência em parte devido ao fato de ocorrer cheias que se repetem a cada ano.

Flora e fauna

Nas áreas de clima equatorial existe uma abundância de chuvas o ano todo; devido à pluviosidade, a vegetação que domina o continente é a floresta equatorial. Nas partes setentrional e meridional dessa faixa, onde há umidade de verão, constatamos o aparecimento das savanas, que são o tipo de vegetação constituinte de maior abundância no continente. As áreas que são circundadas por essa região são zonas que podem contar com a amenidade das temperaturas, pouca chuva e a acentuação das estações secas, como o Sahel. Ao longo do litoral do mar Mediterrâneo e da África do Sul, é destacada aquilo que os geógrafos e climatólogos a chamam de vegetação mediterrânea. A formação da vegetação mediterrânea é arbustiva e de gramíneas. Na parte meridional do continente, a província florística do Cabo tem relevância.

Regiões

Não é fácil fazer o agrupamento dos países da África em conjuntos que apresentem homogeneidade. Mas, para facilitar o estudo, o continente pode ser dividido em cinco regiões principais: Norte da África, África Ocidental, África Centro-ocidental, África Centro-oriental e África Meridional. O Norte da África, aquilo que os geógrafos também chamam de África Setentrional e de África do Norte, é a maior região do continente em extensão territorial, que comporta três subdivisões: os países do Magrebe, os países do Saara e o vale do Nilo. A palavra Magrebe (maghreb) é da língua árabe tem o significado de "poente do Sol", ou seja, o ocidente. Os países que compõem o Magrebe são Marrocos, a Argélia, a Tunísia, a Mauritânia e a Líbia. Na paisagem, os acidentes geográficos que mais destacam o Magrebe são a cadeia do Atlas, junto ao mar Mediterrâneo, e o gigantesco deserto do Saara onde ambos os trechos são distintos: um pelas quais as dunas arenosas dominam, aquilo que os geógrafos e habitantes locais conhecem por Erg, e outro com muitas pedras, que se chama Hamadas.

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Demografia

África é o terceiro continente em extensão territorial, e o segundo continente mais populoso (atrás da Ásia) com cerca de um bilhão de pessoas (estimativa para 2005), representando cerca de um sétimo da população do mundo, cifra que lhe confere uma densidade demográfica de cerca de 30 habitantes por quilômetro quadrado. Essa pequena ocupação demográfica encontra explicações nos seguintes fatores: A população africana caracteriza-se também pela distribuição irregular. O vale do Nilo, por exemplo, possui densidade demográfica de 500 hab./km2, enquanto os desertos e as florestas são praticamente despovoados. Outros pontos de alta densidade são o golfo da Guiné, as áreas férteis em torno do lago Vitória e alguns trechos no extremo norte e no extremo sul do continente. As regiões das savanas, de maneira geral, são áreas de densidades demográficas médias. Poucos países africanos apresentam população urbana numericamente superior à rural; entre os que se enquadram nesse caso estão Argélia, Líbia e Tunísia.

Composição étnica

A maior parte da população africana é constituída por diferentes povos negros, mas há expressiva quantidade de brancos, que vivem principalmente na porção setentrional do continente, ao norte do deserto do Saara, por isso mesmo denominada "África Branca". São principalmente árabes e berberes, mas incluem também os tuaregues; aparecem ainda, embora em menor quantidade, judeus e descendentes de europeus. A Sul do Saara estende-se a chamada "África Negra", povoada por grande variedade de grupos negroides que se diferenciam entre si por diferenças culturais, como as religiões que professam e a grande diversidade de línguas que falam. Os grupos mais importantes são:

Problemas socioeconômicos

Existe no mundo uma diversidade de regiões que a fome atinge. A fome é a causa de morte para milhares de pessoas anualmente. Os principais focos são Haiti, Indochina, Índia e Bangladexe. Mas não há outro lugar onde ocorre a disseminação do problema a não ser na África. Apesar disso, a fome atinge com dureza trinta países, em primeiro lugar, principalmente aqueles que se localizam nas áreas adjacentes do deserto do Saara. Por esse motivo, com alguma frequência a associação da fome está relacionada com o clima árido e as precipitações irregulares. O clima adverso, porém, apenas faz a amplitude da miséria da maioria dos cidadãos africanos, que vivem numa posição inferior à linha da pobreza e às péssimas condições de que podem sobreviver. Outros fazem a contribuição para a composição desse quadro dramático.

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Governo e política

A maioria dos países do continente possuem governos "democraticamente" eleitos. Atualmente, 55 estados são membros da União Africana, uma união continental que foi formada em 2002, e que tem Adis Abeba, na Etiópia, como sua sede. No entanto, é frequente que as eleições sejam consideradas sujas por fraude eleitoral, tanto internamente, como pela comunidade internacional. Por outro lado, ainda subsistem situações em que o presidente ou o partido governamental se encontram no poder há dezenas de anos, como são os casos de Angola e de Zimbábue. Em geral, os governos africanos são repúblicas presidencialistas, com exceção de três monarquias existentes no continente: Marrocos, Lesoto e Essuatíni. O número de países com democracia parlamentarista, como Cabo Verde e Maurícia, tende a aumentar. Há ainda territórios pertencentes ao território de países de outros continentes, considerados integralmente como parte desses países e, por isso, não constituindo territórios dependentes:

Colonização europeia e guerras

A atual divisão política da África somente se configurou nas décadas de 1960 e 1970. Durante séculos, o continente foi explorado pelas potências europeias — Reino Unido, França, Portugal, Espanha, Bélgica, Itália e Alemanha -, que o dividiram em zonas de influência adequadas aos seus interesses. Ao conseguirem a independência, os países africanos tiveram de se moldar às fronteiras definidas pelos colonizadores. Estas, por um lado, separavam de modo artificial grupos humanos pertencentes às mesmas tribos, falantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos costumes e submetia-os, por outro lado, à influência de valores europeus. Em muitos desses novos países, após a independência, houve inevitáveis revoltas separatistas e golpes de Estado que terminaram por instaurar ditaduras. Seguindo diretrizes capitalistas ou socialistas, os governos assim constituídos distinguiam-se sempre pela perseguição política, que chegava a culminar em torturas e massacres dos opositores.

Países e territórios atuais

Abaixo indicam-se as principais regiões da África e os países que as compõem.

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Economia

A África é um dos continentes mais pobres do mundo, onde estão quase dois terços dos portadores do vírus HIV do planeta, a continuidade dos conflitos armados, o avanço de epidemias e o agravamento da miséria põem em causa o seu desenvolvimento. Algumas nações alcançaram relativa estabilidade política, como é o caso da África do Sul, que possui sozinha um quinto do PIB de toda a África. Distinguindo-se pelas elevadas taxas de natalidade e de mortalidade e pela baixa expectativa de vida e abrigando uma população jovem, a África caracteriza-se pelo subdesenvolvimento. Aparecendo ao mesmo tempo como causa e consequência desse panorama, os setores econômicos em que os países africanos apresentam algum destaque constituem herança do seu passado colonial: o extrativismo e a agricultura — setores em que são baixos os investimentos e o custo da mão-de-obra — cuja produção é destinada a abastecer o mercado externo.

Extrativismo

A África detém grandes reservas minerais, destacando-se o ouro de Gana, África do Sul, Sudão e Mali e os diamantes da África do Sul, do Congo-Quinxassa e de Gana, que respondem pela maior parte da produção mundial. É igualmente rica em fontes energéticas como petróleo e gás natural, explorados principalmente na Nigéria, em Angola, na Argélia, no Egito e na Líbia. O subsolo africano fornece também em abundância os seguintes minerais: bauxita (Guiné), cobalto (Congo-Quinxassa, Madagascar, Marrocos e África do Sul), cromo (África do Sul), cobre (Congo-Quinxassa e Zâmbia), minério de ferro (África do Sul), lítio (Zimbábue), manganês (África do Sul, Gabão e Costa do Marfim), fosfato (Marrocos, Egito, Tunísia, Senegal, Argélia e Togo), platina (África do Sul e Zimbábue), estanho (Congo-Quinxassa, Nigéria e Ruanda), tungstênio (Ruanda), tântalo (Congo-Quinxassa, Ruanda, Nigéria, Etiópia e Burundi), e urânio (Namíbia e Níger).

Agropecuária

A agricultura do continente africano apresenta-se sob duas formas: a de subsistência e a comercial. A primeira é rudimentar, itinerante e extensiva — planta-se em grandes extensões de terra, que são cultivadas anos seguidos, até ocorrer o esgotamento do solo. Em seguida, busca-se outra área, em que se repete o mesmo processo. Trata-se de um sistema pouco produtivo, cujas colheitas abastecem, em geral, apenas os próprios agricultores. Como principais produtos de cultivo para consumo da população local, citam-se inhame, mandioca, batata doce, sorgo, amendoim, taro, feijão-macáçar, milho e arroz. A forma comercial de agricultura está representada pela plantation, sistema introduzido pelos europeus no período colonial; baseia-se na monocultura em grandes extensões de terra, com produção voltada para o mercado externo. Muitas vezes as propriedades encontram-se sob o comando de grandes empresas agroindustriais. Enquadram-se nos produtos que a África normalmente cultiva para a exportação: algodão, chá, tabaco, cacau, café, castanha de caju e banana-da-terra.

Indústria e transportes

A incipiente industrialização do continente, por sua vez, está restrita a alguns pontos do território. Iniciou-se tardiamente, após o processo de descolonização, motivo pelo qual as indústrias africanas levam grande desvantagem em relação ao setor industrial altamente desenvolvido de países do Primeiro Mundo, ou mesmo de Terceiro Mundo, mas industrializados, como o Brasil. Esse distanciamento agrava-se dia a dia com o permanente aprimoramento industrial e tecnológico dos países desenvolvidos. Toda a sua estrutura econômica é extremamente frágil e dependente, fato que se torna mais evidente no setor industrial: a escassez de capitais, a falta de mão-de-obra técnica especializada e a insuficiência dos meios de transporte, aliados ao baixo poder aquisitivo da população, compõem um quadro nada propício ao desenvolvimento econômico. Mesmo a grande variedade de matérias-primas, sobretudo minerais, que poderia ser utilizada para promover a indústria africana, é destinada basicamente ao mercado externo.

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Cultura

A cultura da África reflete a sua antiga história e é tão diversificada como foi o seu ambiente natural ao longo dos milénios. A África é o território terrestre habitado há mais tempo, e supõe-se que foi neste continente que a espécie tenha surgido. Os mais antigos fósseis de hominídeos encontrados na África (Tanzânia e Quênia) têm cerca de cinco milhões de anos. O Egito foi provavelmente o primeiro Estado a constituir-se na África, há cerca de 5 000 anos, mas muitos outros reinos ou cidades-estados se foram sucedendo neste continente, ao longo dos séculos (por exemplo, Axum, o Grande Zimbábue). Para além disso, a África foi, desde a antiguidade, procurada por povos doutros continentes, que buscavam as suas riquezas. O continente africano cobre uma área de cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, um quinto da área terrestre da Terra, e possui mais de 50 países. Suas características geográficas são diversas e variam de tropical úmido ou floresta tropical, com chuvas de 250 a 380 centímetros a desertos. O monte Quilimanjaro (5 895 metros de altitude) permanece coberto de neve durante todo o ano enquanto o Saara é o maior e mais quente deserto da Terra. A África possui uma vegetação diversa, variando de savana, arbustos de deserto e uma variedade de vegetação crescente nas montanhas bem como nas florestas tropicais e tropófilas.

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Fontes consultadas

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