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Affonso Eduardo Reidy

Affonso Eduardo Reidy foi um arquiteto. É considerado um dos pioneiros na introdução da arquitetura moderna no país, sendo um dos grandes nomes do urbanismo moderno no país.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Formação

Filho de Richard George Reidy, inglês, e Eugênia Italina Belens Bezzi Reidy, brasileira de ascendência italiana, cedo passa a viver no Rio de Janeiro e, aos 17 anos, ingressa no curso de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes, concluindo sua formação em 1930. Ainda durante seus estudos Reidy estagiou com o urbanista francês Alfredo Agache, responsável pelo novo plano diretor da cidade do Rio de Janeiro. Ainda no ano de sua formatura é indicado por Lúcio Costa para ser assistente de Gregori Warchavchik, então professor da Escola Nacional de Belas Artes e a primeira personalidade a contrapor o desenvolvimento da vertente neocolonial no Brasil. Em pouco tempo, Reidy assumiria a função de professor, ocupada por Warchavchik, nas cadeiras de desenho e planejamento urbano, contribuindo para a formação de uma geração de arquitetos que ficaria conhecida como "escola carioca". Influenciado pelas ideias de Le Corbusier - um traço comum a muitos arquitetos da sua geração - Reidy integrará a equipe que, no fim da década de 1930, sob direção de Lúcio Costa, projetaria o edifício-sede do recém-criado Ministério de Educação e da Saúde (atual Palácio Gustavo Capanema). Do mesmo grupo, também faziam parte Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira.

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Obra

Reidy foi um dos nomes paradigmáticos do grupo de arquitetos conhecidos como Escola Carioca. Dessa forma, sua obra procura absorver as propostas do International style e interpretá-las no contexto brasileiro. Por outro lado, sua obra foi uma das únicas elogiadas pelo artista europeu construtivista Max Bill quando de sua conhecida crítica à arquitetura brasileira moderna e especialmente à vertente carioca. Em 1931, Reidy ganha primeiro lugar no concurso para escolher um abrigo para moradores de rua. Esse primeiro projeto mostra o caminho que será seguido por ele, sendo uma construção tipicamente racionalista, bastante econômica em seus meios porém com uma espacialidade aberta e generosa. Já na década de 1940 desenvolve o estilo brasileiro junto com outros arquitetos da época, aproveitando-se particularmente da linguagem formal iniciada por Oscar Niemeyer no Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em 1943. Como exemplo há um projeto de 1948 para uma fábrica para produtos cosméticos no Rio de Janeiro, onde abóbadas de concreto são utilizadas para animar a composição com um volume longo de teto curvo, referentes ao Projeto de Niemeyer para o Iate Clube Fluminense. Reidy também explora a linguagem básica do Ministério de Educação e Saúde em 1944 num projeto para um edifício de vinte e dois andares para a Viação Férrea do Rio Grande do Sul.

Maturidade arquitetônica

Em 1954 projeta o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, obra de concepção estrutural arrojada, logo após obter o primeiro prêmio da Exposição Internacional de Arquitetos da I Bienal de São Paulo, em 1953. Com o prestígio alcançado, é convidado a projetar o Museu Nacional do Kuwait. Também é responsável pelos projetos do Conjunto Habitacional da Gávea (projeto mutilado pela construção do Túnel Zuzu Angel) e do Conjunto Habitacional Pedregulho, considerado arrojado pela sua concepção espacial e pela prioridade dada aos equipamentos de lazer e convivência. Os críticos costumam apontar os dois projetos como suas obras-primas. Reidy foi o primeiro a propor um centro cívico no Brasil, na linha dos civic centers americanos. Tal proposta está no seu projeto para a área do desmonte do morro Santo Antônio, no Rio de Janeiro, em 1948.

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Críticas

Após sua morte, durante as décadas de 1970 e 1980, toda a obra da geração à qual Reidy pertenceu, assim como o seu ideário e visão de mundo, passou a ser bastante criticada, com o adento da chamada pós-modernidade. Entre os principais alvos de detratores está o Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, conhecido como Pedregulho - que, ironicamente, é também um dos mais elogiados. Os críticos alegam que o projeto não considerava as necessidades e características da população à qual se destinava, o que levou à efetiva degradação do local.

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Fontes consultadas

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