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Colégio de São Fiel

O Colégio de São Fiel (1863–1910) foi um estabelecimento de ensino básico e secundário, a cargo da Companhia de Jesus, situado na freguesia de Louriçal do Campo, nas faldas da Serra da Gardunha. O Colégio de São Fiel foi uma das mais prestigiosas instituições de ensino portuguesa nas últimas décadas do século XIX, tendo sido extinto em 1910 em resultado da confiscação dos bens da Igreja Católica após a implantação da República.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/08/2026
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História

No período entre 1858 e 1910, os Jesuítas fundaram e mantiveram em funcionamento instituições de ensino como o Colégio de Campolide (1858, Lisboa) e o Colégio de São Fiel (1863, Louriçal do Campo) e casas de formação religiosa como o Noviciado do Barro (1860, Torres Vedras) e a Casa de Setúbal (1878, Setúbal) no antigo Convento de S. Francisco, onde os Jesuítas em formação estudavam Filosofia e Ciências Naturais. Em 1910, à data da expulsão das Ordens Religiosas, a Província Portuguesa da Companhia de Jesus, oficialmente restaurada a 25 de Julho de 1880, tinha à sua responsabilidade 807 alunos em Portugal Continental, divididos pelos Colégios de Campolide e de São Fiel, e pelas casas de Guimarães, Setúbal e Barro, e 3365 alunos disseminados pela Índia, África Oriental, Macau e Timor, perfazendo um total de 4172 estudantes. Com a implantação da República Portuguesa o Colégio de São Fiel foi encerrado, na sequência da expulsão dos jesuítas de Portugal e as suas colecções cientificas foram confiscadas pelo Estado.

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O ensino e a prática das ciências

Neste colégio, além do museu zoológico, do laboratório de química, e do gabinete de física existiu ainda um Observatório Meteorológico entre 1901 a 1910. O Observatório (40º 22' N 7º 31’ W), situado a 2 km da Serra da Gardunha e a uma altitude de 516 m, estava apetrechado com todos os instrumentos científicos necessários, como barógrafos, psicrómetros, termómetros, termógrafos, anemómetros e evaporímetros. No entanto, apesar do carácter local que este observatório pudesse ter, as observações meteorológicas, a cargo do padre Carlos Zimmermann, eram relatadas ao Observatório Meteorológico do Infante D. Luís e constavam do seu relatório anual, a par dos registos dos observatórios disseminados em Portugal em regiões como Montalegre, Moncorvo, Porto, Guarda, Serra da Estrela, Campo Maior, Évora, Beja, Faro, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Funchal e S. Vicente de Cabo Verde, mostrando a importância que teriam estas observações no contexto meteorológico nacional.

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Fontes consultadas

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