Afogamento simulado
O afogamento simulado (waterboarding) é uma forma de tortura na qual a pessoa é deitada de costas e imobilizada, com a cabeça inclinada para trás, e água é lançada sobre a face e para dentro das vias respiratórias. Por meio do sufocamento forçado e da inspiração de água, o torturado passa pelo processo de afogamento e é levado a acreditar que a sua morte é iminente.
A técnica do afogamento simulado é considerada tortura por uma variada gama de autoridades, inclusive juristas, políticos, veteranos de guerra, agentes de serviços de informações, juízes militares e organizações de direitos humanos.. O waterboarding tem sido utilizado em diversos lugares e em vários pontos da história, incluindo as diversas Inquisições, pelos militares dos Estados Unidos durante a Guerra Filipina-Americana, pelas forças da ordem americanas, pelos oficiais japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, pelos franceses durante a Guerra da Argélia, pelos EUA durante a Guerra do Vietname (apesar da proibição da prática pelos generais americanos), pelo regime de Pinochet no Chile, pelos Khmers Vermelhos no Camboja, pelo Exército Britânico na Irlanda do Norte, e pela polícia sul-africana durante a era do Apartheid. Na sequência da Segunda Guerra Mundial, os EUA executaram criminosos de guerra japoneses condenados, entre outros crimes, por "waterboarding" a prisioneiros de guerra americanos.


