Abu Laabe
Abu Laabe, cujo nome de batismo era Abede Aluzá ibne Abede Almotalibe ibne Haxime, foi uma figura proeminente entre os haxemitas, um clã dos coraixitas. Ele era tio paterno do profeta islâmico Maomé. Seu nome de batismo era Abede Aluzá, e sua cúnia original era Abu Oteba. O nome Abu Laabe, que significa "pai da chama", era uma alcunha tradicionalmente associada à sua aparência. Filho de Abede Almotalibe, um líder haxemita, e de Lubena binte Hujer, dos cuzaítas, Abu Laabe era meio-irmão de Abedalá, o pai de Maomé.
Pontos-chave
- Abu Laabe era tio paterno do profeta Maomé e pertencia ao clã haxemita dos coraixitas.
- Seu nome de batismo era Abede Aluzá, e "Abu Laabe" (pai da chama) era uma alcunha ligada à sua aparência.
- Ele era filho de Abede Almotalibe e meio-irmão de Abedalá, pai de Maomé.
- Inicialmente, Abu Laabe mantinha boas relações com Maomé, mas tornou-se um de seus adversários após o início da pregação islâmica.
- Abu Laabe e sua esposa, Ume Jamil, são mencionados na sura al-Masadd do Alcorão, que anuncia sua perdição.
Abu Laabe era filho de Abede Almotalibe, líder dos haxemitas, e de Lubena binte Hujer, dos cuzaítas. Ele era meio-irmão de Abedalá, pai de Maomé. Seu nome pessoal era Abede Aluzá, e sua cúnia original, Abu Oteba. A alcunha Abu Laabe, que significa "pai da chama", foi dada por seu pai, possivelmente em referência à beleza e luminosidade de seu rosto ou ao rubor que aparecia quando se irritava. Pertencente à elite de Meca, Abu Laabe inicialmente se relacionava bem com seu sobrinho Maomé. Seus filhos, Oteba e Utaiba, foram casados ou prometidos às filhas de Maomé, Rucaia e Ume Cultume. Contudo, após Maomé iniciar sua atividade profética, Abu Laabe se tornou um de seus opositores. As tradições islâmicas indicam que sua oposição se devia à condenação do politeísmo e dos cultos tradicionais de Meca. Há relatos de que Abu Laabe prometeu assumir o culto da deusa Aluzá após a morte de seu responsável. Ele também reagiu hostilmente às primeiras proclamações públicas de Maomé, rejeitando sua mensagem e acusando-o de tentar afastar seus parentes da religião ancestral. Uma tradição similar ocorre quando Maomé convocou os habitantes de Meca no monte Safá.
Abu Laabe e sua esposa, Ume Jamil, têm um lugar notável na tradição islâmica por serem diretamente condenados na sura al-Masadd, a 111.ª sura do Alcorão. O texto prevê a perdição de Abu Laabe, afirmando que sua riqueza seria inútil e que ele seria destinado a um fogo flamejante. Sua esposa, Ume Jamil, também é mencionada como "carregadora de lenha", com uma corda de fibras ao redor do pescoço. Acredita-se que a hostilidade de Abu Laabe a Maomé tenha sido o contexto para a revelação desta sura, que contém um jogo de palavras entre a alcunha Abu Laabe ("pai da chama") e a condenação ao fogo. A literatura exegética e biográfica relaciona a revelação da sura a diferentes episódios da oposição do casal a Maomé. Segundo a cronologia tradicional, Abu Laabe é o primeiro adversário de Maomé a ser nominalmente mencionado e ameaçado no Alcorão, juntamente com sua esposa. Após a revelação da sura, a tradição relata que Abu Laabe ordenou que seus filhos, Uteba e Utaiba, rompessem seus casamentos com as filhas de Maomé.


