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Aeródromo Planalto Central

O Aeródromo Planalto Central é um aeródromo privado brasileiro localizado na região administrativa de São Sebastião, no Distrito Federal. Situado a aproximadamente 25 quilômetros do centro de Brasília. Registrado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) como CIAD DF0005, não possui código IATA e é dedicado exclusivamente à aviação geral e executiva, operando sob regras de voo visual (VFR) diurno. O espaço aéreo é controlado pelo CINDACTA-1 (DECEA), com obrigatoriedade de coordenação prévia com o APP de Brasília.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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História

A área foi arrendada em 1982 por João Ramos Botelho para fins rurais, mas a família Botelho construiu clandestinamente pista de pouso, hangares e postos de combustível. A partir de 2013, o Ministério Público e a Terracap iniciaram ações judiciais para reintegração de posse. Decisões de 2016 e 2019 determinaram a devolução à Terracap, anulando o contrato de arrendamento e proibindo indenização pelas benfeitorias irregulares. Após a reintegração, em setembro de 2019 a Terracap contratou a Infraero para administração provisória, com contrato inicial de 12 meses prorrogado até 2021. As operações foram retomadas gradualmente e, em julho de 2022, o aeródromo voltou a funcionar oficialmente sob controle da Terracap. Em 8 de setembro de 2022, a Infracea Aeroportos assumiu a gestão transitória por 12 meses. Desde então, o acesso é rigorosamente controlado, com vigilância 24 horas, lacre de hangares irregulares e cadastro obrigatório de usuários. Apenas voos autorizados são permitidos.

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Infraestrutura

O aeródromo possui uma única pista asfaltada na orientação 14/32, com dimensões de 1561 metros de comprimento por 18 metros de largura (20/F/A/W/T). Há balizamento noturno limitado (L12) e sinalização básica. A infraestrutura inclui 113 hangares de pequeno, médio e grande porte (os maiores com capacidade para até sete aeronaves leves) e dois postos de abastecimento de combustível (AVGAS e JET-A1). Não existe terminal de passageiros; os serviços são voltados ao suporte básico da aviação executiva, com salas VIP e FBO privados. O proprietário legal é a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), empresa pública do Governo do Distrito Federal. A fiscalização cabe à ANAC e ao DECEA (CINDACTA-1). Não há presença da Força Aérea Brasileira; a segurança segue padrões civis para aeródromos privados, incluindo grades perimetrais, controle de acesso e brigada de incêndio proporcional. Desde 2022, o uso de hangares exige contrato formal com a Terracap, com cobrança de taxas mensais (atualmente suspensas por decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal). Hangares irregulares foram lacrados. No plano aéreo, todo voo requer briefing com o APP de Brasília para segregação do tráfego.

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Planos futuros

A Terracap estuda concessão de 30 anos a investidores privados para transformar o aeródromo em aeroporto executivo complementar ao Aeroporto de Brasília. O projeto prevê heliporto, pátio ampliado para jatos maiores, hangares públicos, hotéis e serviços de manutenção (MRO). Edital foi lançado em 2023 e encontra-se em análise pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal.

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