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Acidente do Boeing B-17 em 2019

Em 2 de outubro de 2019, um Boeing B-17 Flying Fortress da Fundação Collings sofreu um acidente no Aeroporto Internacional Bradley, em Windsor Locks, Connecticut, EUA. Das treze pessoas a bordo, sete faleceram e seis ficaram feridas, além de uma pessoa em solo. A aeronave foi destruída por um incêndio, restando apenas a cauda e parte de uma asa.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 29/07/2026

Pontos-chave

  • Um Boeing B-17 Flying Fortress caiu em 2 de outubro de 2019 no Aeroporto Internacional Bradley.
  • O acidente resultou em sete mortes e sete feridos, incluindo uma pessoa em solo.
  • A aeronave, um B-17G de 74 anos, foi destruída por um incêndio após a colisão.
  • Problemas no motor nº 4 foram relatados pelo piloto pouco após a decolagem.
  • A investigação do NTSB está em andamento, com um processo judicial por homicídio culposo movido contra a Fundação Collings.
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Aeronave: História e Características

A aeronave envolvida era um Boeing B-17 Flying Fortress de 74 anos, com número de série militar 44-83575 (variante B-17G-85-DL) e prefixo N93012. Pintado para representar o 'Nine-O-Nine' do 91º Grupo de Bombardeio, com número de série militar 42-31909, este B-17 teve uma história notável. Originalmente, serviu como aeronave de resgate marítimo até 1952, quando foi realocado para testes de armas nucleares na Operação Tumbler–Snapper, suportando três explosões nucleares. Adquirido como sucata em 1965 por US$ 269 (equivalente a US$ 2.182 em 2019), foi restaurado ao longo de dez anos para uso civil como extintor de incêndios, entrando em serviço em 1977.

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O Acidente: Sequência dos Eventos

O voo, parte de uma exibição de 'história viva', atrasou 40 minutos devido a dificuldades na partida de um dos quatro motores. O piloto usou um spray para 'soprar a umidade' do motor problemático. A aeronave decolou do Aeroporto Internacional de Bradley às 09:48, horário local, com três tripulantes e dez passageiros. Dois minutos após a decolagem, às 09:50, o piloto relatou um problema no motor nº 4. Uma testemunha descreveu o motor crepitando e soltando fumaça. A torre de controle desviou outras aeronaves para permitir um pouso de emergência. Às 09:54, o B-17 tocou o solo 300 metros antes da pista, colidiu com um conjunto de antenas, desviou para a direita, atravessou uma área gramada e uma taxiway, e finalmente colidiu com uma instalação de degelo, explodindo em chamas.

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Resgate: Heróis e Esforços Imediatos

Após o impacto, um passageiro ferido, com braço e clavícula quebrados, conseguiu abrir uma escotilha de escape. Um funcionário do aeroporto, que estava no prédio atingido, correu para os destroços, sofrendo queimaduras graves nas mãos e braços ao ajudar a retirar os passageiros. Robert Bullock, um ex-bombeiro trabalhando nas proximidades, escalou uma cerca de arame farpado ao ouvir a explosão e gritos de socorro. Ele aplicou um torniquete em uma vítima e prestou assistência até a chegada dos serviços de emergência, saindo ileso. Várias aeronaves no pátio contataram a torre de controle, acelerando os esforços de resgate. Controladores de tráfego aéreo acionaram bombeiros e pessoal de resgate do aeroporto, além de transporte aeromédico. O aeroporto foi fechado e voos foram desviados para garantir acesso irrestrito ao local do acidente.

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Investigação: Fatos e Descobertas Preliminares

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) iniciou uma investigação, enviando uma equipe liderada por Jennifer Homendy ao Aeroporto Internacional de Bradley. Os destroços foram removidos para análise em laboratório, com as operações no local concluídas em 8 de outubro. O relatório preliminar do NTSB, divulgado em 15 de outubro de 2019, indicou que o combustível do motor nº 3 estava livre de contaminação e era consistente com avgas 100LL. O caminhão de combustível que reabasteceu a aeronave com 160 galões de 100LL antes do voo foi examinado, sem anomalias encontradas em seu fornecimento ou equipamento, e nenhum problema de motor foi relatado por outros pilotos que usaram o mesmo caminhão. Durante o voo, o piloto relatou um 'defeito áspero' no motor nº 4, referindo-se a um magneto. O NTSB também observou que as pás da hélice do motor nº 3 estavam próximas da posição embandeirada, e a aeronave pousou com os flaps estendidos e o trem de pouso baixado.

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Consequências: Ações Legais e Relatório Final

Em junho de 2020, as famílias de três vítimas fatais e cinco feridos entraram com um processo por homicídio culposo contra a Fundação Collings. A ação alega que a fundação falhou em tomar as precauções de segurança necessárias para o voo de passageiros. Um sumário atualizado do NTSB, contendo detalhes da investigação, testemunhos, mídias e relatórios médicos, foi divulgado em 9 de dezembro de 2020. O relatório final do NTSB ainda não foi aprovado ou divulgado.

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