Antoine de Saint-Exupéry
Antoine de Saint-Exupéry, nascido Antoine-Marie-Roger de Saint-Exupéry, foi um escritor, ilustrador e piloto francês, internacionalmente reconhecido pelo seu livro Le Petit Prince, provavelmente a obra infantil mais celebrada da história.
Interessado em mecânica, estudou no colégio jesuíta de Notre-Dame, em Le Mans, de 1909 a 1914. Neste ano, juntamente com seu irmão François, transferiu-se para o colégio dos Marianistas, na Suíça, onde permaneceu até 1917. Em abril de 1921, inicia o serviço militar no 2.º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval. Em 17 de junho obtém em Rabat, para onde fora mandado, o brevê de piloto civil. Em 1922 já é piloto militar brevetado, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, recomendado por um amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade das linhas Latécoère (que no ano seguinte mudou de nome para Aéropostale), onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar, na mesma equipe dos pioneiros Vacher, Mermoz, Guillaumet e outros. Foi por essa época, quando chefiou o posto de Cabo Juby, no sul de Marrocos e uma colónia espanhola, que os mouros lhe deram o cognome de senhor das areias. Durante os quais escreveu o romance Courrier sud ("Correio do Sul") e negociou com as tribos mouras a libertação de pilotos que tinham sido detidos após acidentes ou aterragens forçadas.
As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e doutros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França. De sua obra destaca-se Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe [BR] / O Principezinho [PT] ), de 1943, um livro de grande sucesso de Saint-Exupéry, que vendeu mais de 200 milhões de exemplares em todo o mundo. O autor, no entanto, morreria um ano depois da publicação do livro e não testemunhou o seu sucesso. Le Petit Prince pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem em busca de amigos, que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida.


