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Fronteira Noruega–Rússia

A fronteira entre Noruega e Rússia é um limite territorial de 195,7 km de extensão situado entre o município de Sør-Varanger, na Noruega, e o Distrito de Pechengsky, na Rússia, incluindo uma fronteira marinha de 23,2 km no fiorde de Varanger. A região fronteiriça consiste ainda em um limite situado no mar de Barents e no Oceano Ártico, como parte da Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Situada acima do Círculo Polar Ártico, no norte da Lapônia, é a fronteira terrestre europeia mais setentrional.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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História

Abertura da fronteira

A partir do século XI, o rei Olavo III da Noruega passou a considerar as fronteiras norueguesas para chegar ao mar Branco. Contudo, os primeiros noruegueses começaram a se mudar para Finnmark apenas no século XIII. A fortaleza Vardøhus foi erguida pela Noruega em 1300 mais à leste da fronteira terrestre estabelecida atualmente, apoiando a apropriação da terra pelos noruegueses. Contudo, não houve assentamentos permanentes de noruegueses na península de Kola. Em 1326, a Noruega e a República da Novogárdia assinaram um acordo sobre a tributação da península de Kola e de Finnmark. Nenhuma linha de fronteira foi traçada, criando uma marca de fronteira na qual ambos os países detinham o direito de tributação dos lapões. A colonização russa das áreas conjuntamente tributadas por motivação religiosa começou no século XVI, quando capelas russo-ortodoxas foram construídas em Neiden, na Noruega, e em Pechanga e Borisoglebsky, na Rússia. Esse fato acelerou a necessidade de uma linha de fronteira específica.

Fechamento da fronteira

O Armistício de Moscou de 1944 e do Tratado de Paris de 1947 cederam Petsamo e outras regiões da Finlândia à Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Norte da Noruega serviu como área de teste para o ataque alemão à Murmansk. A União Soviética fez uma excursão ao longo da fronteira em 1944 durante a "Ofensiva Petsamo-Kirkenes", que visava extinguir as forças militares alemãs na área. As forças soviéticas tomaram a cidade de Kirkenes, que tinha sido evacuada pelos alemães por táticas de terra arrasada em 24 de outubro de 1944. As tropas soviéticas continuaram a oeste de Tana, mas se retiraram em setembro de 1945. A cedência de Petsamo pela Finlândia à União Soviética não teve efeito sobre a fronteira, já que a União Soviética herdaria a linha de fronteira antiga. Uma comissão comum foi criada para a revisão da fronteira, com as negociações a decorrer de 1 a 16 de agosto de 1946. A revisão de campo decorreu entre 1 de julho e 4 de setembro de 1947. A Noruega, inicialmente, propôs o uso de moledros para demarcar a fronteira, mas a União Soviética queria usar o mesmo método utilizado ao longo de suas outras fronteiras, instalando marcadores de madeira a cada 2 metros (6,6 pés) a partir da linha de fronteira. A ideia inicialmente encontrou resistência por parte das autoridades norueguesas por razões de custo, mas logo chegaram a um acordo sobre o princípio de reduzir postos de fronteira não intencionais. Assim, marcadores de solo foram cravados e marcadores no leito de rochas foram presos com quatro parafusos. Postos de fronteira foram estabelecidos em Skafferhullet e Borisoglebsky. Medições geodésicas foram realizadas para estabelecer a fronteira em conformidade com o elipsóide de Bessel. Além disso, toda a área de fronteira foi mapeada em escala de 1:20.000.

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Geografia

O rio Pasvikelva tem 128 km (80 mi) de comprimento e atravessa o vale de Pasvikdalen. O rio drena o lago Inari e deságua no fiorde de Varanger, em Elvenes, condado de Finnmark. Depois de um pequeno trecho na Finlândia, o rio percorre 22 km (14 mi) através da Rússia antes de chegar à fronteira com a Noruega, a partir da qual torna-se um rio fronteiriço de 106 km (66 mi). Antes de ser represado, o rio consistia de nove lagos e quinze cachoeiras. Originalmente, era possível navegar de barco por todo o comprimento do rio, mas após a construção de sete barragens, o trajeto foi dificultado porque os barcos devem ser carregados após as barragens. O rio desce 114 m (374 pés) e é regulado para gerar hidroeletricidade. A Finlândia recebe uma compensação pelo impacto no lago Inari, o qual é regulado por uma diferença de nível de 1,75 m (5.7 pés).

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Controle

Ambos os países têm apontado um comissário de fronteira para defender o Tratado fronteiriço e os respectivos protocolos. O comissário norueguês está baseado em Kirkenes e é subordinado ao Diretório Nacional de Polícia. Já o comissário da Rússia é baseado em Nikel. O patrulhamento da fronteira norueguesa é realizado pela guarnição de Sør-Varanger, que em grande parte baseia-se no uso de recrutas. Na Rússia, o patrulhamento de fronteira é realizado pelo Serviço de Guarda de Fronteiras da Rússia e do Serviço Federal de Segurança. As ZEEs são patrulhadas pela Guarda Costeira da Noruega e pela Guarda Costeira do Serviço de Fronteiras do FSB da Rússia. A fronteira é demarcada com 415 marcadores, composta de 387 pares de postes, 25 moledros, dois marcadores de chumbo e uma estaca. Os modedros dos três países não estão numerados, enquanto o restante dos marcadores tem numeração de 1 a 415, começando na fronteira finlandesa. Cada par de postes estão localizados a 2 metros (6,6 pés) da fronteira, a menos que a fronteira seja atravessada por água. Os marcadores noruegueses são amarelos e possuem 18 centímetros (7,1 polegadas) de altura até parte superior preta - estas cores foram escolhidas porque são mais visíveis em todos os tipos de clima e iluminação. Já os marcadores russos têm um padrão de alternância de vermelho e verde, cada um com 18 centímetros (7,1 polegadas) de altura. O vermelho foi escolhido para simbolizar a bandeira da União Soviética, enquanto que o verde simboliza a cor dos uniformes dos guardas de fronteira. Ambos os postes têm os brasões dos respectivos países voltados para a fronteira. Embora originalmente feitos de madeira, atualmente os marcadores são feitos de materiais compostos.

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Travessia

Há apenas um ponto de passagem legal, com estações de ambos os lados, em Storskog, na Noruega, e em Borisoglebsky, na Rússia, com acesso pela rodovia E105 a cerca de 15 km à leste de Kirkenes. O tempo de travessia em ambas as estações é imprevisível e depende da quantidade de tráfego. A travessia pode ser realizada entre 07h e 21h, no fuso horário norueguês. O controle de imigração em Storskog é realizado pelo "Distrito Policial de Finnmark Oriental", enquanto o controle aduaneiro é realizado pelo "Serviço de Alfândegas da Noruega". O "Comissário Norueguês das Fronteiras" também tem representantes no ponto de inspeção. É a única região fronteiriça terrestre da Noruega que não faz fronteira com o espaço de Schengen e, portanto, o único gerido pela polícia. O Serviço de Guarda de Fronteiras da Rússia opera a fronteira em Borisoglebsky, que é constituída por uma área de controle aduaneiro e uma área de controle de fronteiras, ambas as áreas com responsabilidades independentes. Ao passar por Borisoglebsky, os viajantes entram na zona de segurança fronteiriça, uma área de trânsito de apenas vinte minutos. A estrada está localizada adjacente à zona com cercas de arame que se estende ao longo de toda a fronteira russa com a Noruega e a Finlândia. No fim da zona de trânsito, há outro ponto de controle onde é axecutada a verificação dos passaportes. Antigamente, havia também outro posto de controle localizado na Titovka, entre Nikel e Murmansk; porém atualmente há mais postos de fronteira do que durante a Guerra Fria.

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Futuro

Um novo posto de fronteira no lado norueguês está previsto para ser construído entre 2016 e 2017, pois a estação atual não tem capacidade suficiente para lidar com o aumento do tráfego, e o terreno atual não é suficientemente estável para permitir uma expansão do local. Executivos da polícia norueguesa têm solicitado para um posto fronteiriço comum localizado diretamente na linha de fronteira, o que permitiria a execução de operações de uma forma mais rentável e menos demorada. No entanto, as legislações da Noruega e da Rússia, bem como o Acordo de Schengen, proibem tal operação. O parlamento norueguês (Stortinget, em norueguês), representado pela "Comissão Permanente de Assuntos Exteriores e de Defesa" (Utenriks- og forsvarskomiteen, em norueguês) tomou a iniciativa de introduzir uma abertura na fronteira de 24 horas por dia; essa ideia foi rejeitada pelo distrito policial local, que declarou que quase todo o tráfego transfronteiriço é realizado por pessoas e que não há praticamente nenhuma demanda de serviço no período da noite.

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Fontes consultadas

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