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Aeroporto de Belo Horizonte-Pampulha

O Aeroporto de Belo Horizonte/Pampulha - Carlos Drummond de Andrade, mais conhecido como Aeroporto da Pampulha (IATA: PLU, ICAO: SBBH), é um aeroporto doméstico, no município de Belo Horizonte, um dos mais tradicionais aeroportos do Brasil. Fica localizado na Pampulha, zona norte de Belo Horizonte, localizado a 8,3 km do centro da cidade. Com o crescimento de Belo Horizonte, Pampulha se transformou em um aeroporto central, inserido no contexto urbano da metrópole, sendo por muito tempo o aeroporto mais movimentado do estado de Minas Gerais, até a transferência dos voos nacionais para Confins em 2005. Hoje, e é o terceiro aeroporto mais movimentado do estado em número de passageiros, ficando atrás de Confins e Uberlândia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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História

No ano de 2004, o Aeroporto da Pampulha era o 8º mais movimentado do Brasil com o recorde histórico de 3,2 milhões de passageiros, conforme dados da Infraero. Nesta época eram operados cerca de 140 voos diários, mesmo com o acanhado tamanho do terminal, que sempre estava superlotado de pessoas. O aeroporto chegou a atender um número de passageiros duas vezes maior que sua capacidade. Assim, em 2005 o então governador Aécio Neves investiu em um programa para a volta do Aeroporto de Confins como a principal porta de entrada e saída aérea de Belo Horizonte, passando cerca de 90% dos voos da Pampulha para lá. O processo incluiu o aprimoramento da conexão terrestre de Confins para Belo Horizonte, com a construção da chamada Linha Verde, uma via de transito rápido que possibilitaria maior rapidez no trajeto entre o Belo Horizonte e o aeroporto de Confins. A data da transferência dos voos, 13 de março de 2005, foi definida em reunião entre a Infraero, a Prefeitura de Belo Horizonte, o DAC, as companhias aéreas e o Governo do Estado de Minas Gerais. O dia da transferência foi sugerido pelas companhias aéreas por ser a data de transição entre a alta e a baixa temporada. A pedido do então Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, as companhias aéreas mantiveram alguns voos saindo do Aeroporto da Pampulha com destino ao Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, até a conclusão das obras na Linha Verde, em 2007.

Origens

Mesmo antes de possuir oficialmente um aeroporto, Belo Horizonte teve a oportunidade de presenciar seu primeiro voo em abril de 1912. Nos céus de onde hoje é o bairro Prado, em um avião monoplano tipo Blériot, o piloto italiano Ernesto Dariolli realizou uma demonstração de voo que marcou definitivamente a história da aviação na capital mineira. O Campo de Aviação do Prado, com uma pista de apenas 200 metros, era considerado perigoso, operando apenas pequenas aeronaves, sendo impróprio para o atender a serviços regulares como o Correio Aéreo Militar. Esse campo de aviação logo viria a ter suas operações encerradas com o funcionamento de um novo aeroporto, com uma melhor estrutura.

Uso Inicial

Em 1933, o aeroporto inicia suas atividades como Destacamento de Aviação, com o objetivo de atender aos voos do Correio Aéreo Militar na chamada Linha de São Francisco, que ligava o Rio de Janeiro a Fortaleza, sendo Belo Horizonte uma das escalas até o destino final. Registrado oficialmente como Aeroporto de Belo Horizonte, em sua inauguração, ficou sendo conhecido popularmente como Aeroporto da Pampulha. Em 23 de abril de 1936 o Destacamento de Aviação é transformado em Núcleo do 4º Regimento de Aviação, contando agora com uma pista de grama com dimensões de 720m por 20m e operando aeronaves do Correio Militar tipo Waco Cabine, Piper e Beech-Mono. Ainda em novembro de 1936, foi fundado no Aeroporto o Aeroclube de Minas Gerais com o objetivo de formar pilotos privados e comerciais.

Primeiras Operações

Dois anos depois a VASP e a Panair do Brasil são as primeiras empresas aéreas a aterrissarem e decolarem no aeroporto, em voos experimentais. As duas companhias passaram a disputar a concessão da primeira linha aérea comercial no aeroporto. Em 2 de setembro de 1936, através da Lei n.º 76, o governo mineiro foi autorizado a conceder à Panair do Brasil o direito de explorar a linha aérea comercial entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro. A VASP, que perdeu a concorrência, só veio a operar voos regulares na Pampulha a partir de 1958. O primeiro voo regular regular foi realizado em março de 1937, quando foi oficialmente inaugurada a linha comercial Rio-BH-Rio, com um avião bimotor Lockeed 10E Electra I, PP-PAS, com capacidade para dois tripulantes e seis passageiros.

Expansões

Com a criação do Ministério da Aeronáutica, o aeroporto passou a ser administrado pela Força Aérea Brasileira e recebeu a categoria de Base Aérea de Belo Horizonte. Em 1943 A pista foi ampliada e concretada, alterando suas dimensões para 1500m por 45m, e passou a operar aeronaves como o Curtiss Commander, Beechcraft, Lodestar e Catalinas. Em janeiro de 1944, o Aeroclube de Minas Gerais mudou-se definitivamente da Pampulha para o Aeroporto Carlos Prates, recém inaugurado. Nos anos seguintes, o crescimento urbano de Belo Horizonte toma a Região da Pampulha e envolve o aeroporto. Quase a metade dos novos loteamentos aprovados no Município de Belo Horizonte, entre 1945 e 1963, situava-se nas proximidades da Lagoa da Pampulha. Com a valorização da região, por dez anos houve preponderância absoluta da Pampulha nos lançamentos de lotes aprovados.

Novo Aeroporto de Belo Horizonte

Depois de muitas controvérsias e sem operar ainda operar voos internacionais regulares, o projeto de internacionalização do Aeroporto da Pampulha foi abandonado. Em 11 de Março de 1965, foi excluído da categoria internacional, sendo reclassificado pelo DAC como Aeroporto de Primeira Classe - Categoria B. A administração do Aeroporto de Belo Horizonte/Pampulha passou a ser de responsabilidade da estatal Infraero, criada em dezembro de 1972, logo após a sua criação. Ao longo dos anos 70, o movimento do aeroporto cresceu com o desenvolvimento do transporte aéreo, tornando suas instalações insuficientes para suportar o atendimento de novas demandas, principalmente das modernas e grandes aeronaves intercontinentais. Assim sendo, em 3 de julho de 1978, o Ministério da Aeronáutica, em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, criou a Comissão Coordenadora do Projeto Aeroportuário de Belo Horizonte – COPAER/BH, para elaborar e construir o novo Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, entre os anos de 1979 a 1983.

Projeto de ampliação de 2003

Em 13 de outubro de 2003, a Infraero apresentou o projeto básico de reforma e modernização do Aeroporto da Pampulha em uma audiência pública, em Brasília, para resolver a sub capacidade operacional sofrida. O projeto tinha um cronograma com previsão de 24 meses consecutivos para conclusão das obras. Dentre outras intervenções, o projeto incluía: O projeto de reforma e ampliação do Aeroporto da Pampulha até chegou à fase de licitação, entretanto, à época, o governo do estado convenceu a Infraero a abandonar o projeto e então tornar o Aeroporto de Confins o principal aeroporto de Belo Horizonte. Para isso, o Governo de Minas se comprometeu com a estatal em investir na melhoria acesso rodoviário ao Aeroporto Internacional, em Confins. Assim, tendo o aeroporto da Pampulha ficado em segundo plano, o projeto de ampliação e modernização do terminal não foi levado a diante, e os recursos retidos pela Infraero.

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Estatísticas

Maiores rotas

(antes da transferência dos voos para Confins)

Composição das operações

Composição das operações no Aeroporto da Pampulha, em 2015: Existem três tipos de aviação operando no Aeroporto da Pampulha: Segundo o Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), em 2014 o aeródromo recebeu 66.711 voos (pousos e decolagens), sendo 71% da aviação geral. 21% da aviação comercial e 8% da aviação militar. Do ano 2014 para 2015 a aviação comercial caiu 38,0%, ao passo que a aviação geral permaneceu caiu 17,7% e a aviação militar cresceu em 9,6% no movimento de aeronaves no Aeroporto da Pampulha. Desse modo, a participação da aviação comercial no movimento de aeronaves na Pampulha caiu de 21% para 16%, a aviação geral aumentou de 71% para 72% e a aviação militar deu um salto de 8% para 11%, em relação ao ano de 2014.

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Uso Atual

Aviação regional e executiva

Em 2007, o Governo do estado interveio novamente estimulando o desenvolvimento da aviação regional, fazendo com que o número de passageiros no aeroporto aos poucos voltasse a crescer. Para tanto, foi criada a Portaria Nº 993 de 17 de Setembro de 2007 da ANAC, que em suma limitava a operação no aeroporto em aeronaves de máximo 50 assentos (jatos e turboélices), e restringia as rotas em voos apenas para o interior do estado de Minas Gerais ou na condição de haver uma escala em voos para estados vizinhos. Com isso o aeroporto foi se tornando um hub da aviação regional, com cerca de 40 operações entre pousos e decolagens regulares nos dias úteis, e se tornou o aeroporto regional mais movimentado do país.

Déficit operacional

Após a mudanças dos voos para o aeroporto de Confins, houve uma perda de rentabilidade da Pampulha, onde a acentuada queda no movimento de passageiros a partir de 2006 fez com que o aeroporto passasse a dar prejuízos à administração da Infraero. Nos anos de 2008 e 2009 o aeroporto chegou a registrar maior ociosidade, com níveis de movimentação inferiores a 600 mil passageiros por ano, representando menos de 40% de sua capacidade. Em 2013, quando o movimento de passageiros mais se aproximou de 1 milhão no aeroporto, o prejuízo operacional chegou a R$ 7,8 milhões, fora custos de depreciação. A primeira década dos anos 2000 foi marcada pelo expressivo crescimento da aviação comercial no Brasil, enquanto o Aeroporto da Pampulha ficou parado no tempo em relação aos outros aeroportos por causa dos impasses políticos, legais e técnicos. Em 2012, sua colocação caiu para a 32ª posição entre os aeroportos mais movimentados do Brasil. Desta forma, aeroportos do interior, como Uberlândia - MG e Ribeirão Preto - SP, superaram o número de passageiros do Aeroporto da Pampulha, descaracterizando sua posição de aeroporto regional mais movimentado.

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Projetos e obras recentes

Obras contra enchentes

Ocasionalmente, quando a cidade é atingida por temporais de forte intensidade, o Aeroporto da Pampulha fica sujeito a inundações. Nas ocorrências mais recentes, em 10 de dezembro de 2012 e em 2 de abril de 2014, a enchente atingiu o terminal de passageiros do aeroporto com a água chegado a altura de aproximadamente 30 centímetros acima do piso. A fim de minimizar os problemas que os temporais têm ocasionado na região do aeroporto, a Prefeitura de Belo Horizonte iniciou a construção de uma barragem de contenção de águas das chuvas, localizada no Bairro Liberdade. Estas obras estão paradas devido a impasse judicial decorrente da desapropriação de moradores. Enquanto as obras não são finalizadas a região do aeroporto volta a registrar alagamentos em fevereiro de 2016, quando fortes temporais atingiram Belo Horizonte.

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Acidentes e incidentes

Desde o início do funcionamento do aeroporto em 1933, os registros de acidentes e incidentes aéreos na Pampulha são, em sua grande maioria, com aeronaves de pequeno porte. Em toda a história do aeroporto, todos os cinco acidentes fatais, cujo maior número de vítimas é quatro, aconteceram com aeronaves pequenas. Não há também registros de vítimas fatais em solo. A Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) define uma ocorrência como acidente quando há pessoas gravemente ou fatalmente feridas, ou quando a aeronave sofre danos ou falhas estruturais, ou ainda quando a aeronave tenha desaparecido ou ficado totalmente inacessível. Já o incidente, é definido pela OACI quando uma ocorrência não configure um acidente, mas que comprometa ou possa comprometer a segurança da operação.

Acidentes

No dia 07 de junho de 2015, durante um arriscado procedimento de decolagem que seria proibido, um avião bimotor Beechcraft King Air C90, matrícula PR-ABG, cai sobre o bairro Minaslândia. O avião seguia para a cidade de Setubinha, com dois tripulantes e um passageiro que morreram no acidente. Não houve vítimas em solo. Em 26 de fevereiro de 2010, um bimotor modelo Cessna 310, prefixo PT-OID, ao se aproximar para pouso na Pampulha, se chocou contra a Serra do Curral, a cerca de 15 quilômetros do aeroporto. Havia forte neblina na serra no momento do acidente. Morreram os dois ocupantes da aeronave, que vinha da cidade de Leopoldina. No dia 29 de setembro de 2009, um balizador, funcionário da Infraero, entrou em choque com a hélice do avião monomotor, modelo Cherokee PA 28, prefixo PT-DZR, durante a manobra para estacionamento. O balizador ficou gravemente ferido, com a mão decepada. Os dois ocupantes do avião nada sofreram.

Incidentes

Em 20 de outubro de 2015, um avião turboélice modelo ATR-72 da Passaredo teve problemas técnicos minutos após decolar da Pampulha, fazendo a aeronave retornar ao aeroporto. O Avião seguia para a cidade de Ribeirão Preto. Ninguém se feriu; No dia 13 de novembro de 2013, um jato particular Cessna Citation CJ2, matricula PP-CML, saiu parcialmente da pista durante a decolagem. Nenhum dos nove ocupantes do avião sofreu ferimentos. O aeroporto ficou fechado por duas horas e meia. No dia 27 de novembro de 2012, um jato particular teve o pneu furado no momento da decolagem na Pampulha, levando o piloto a interromper a decolagem. A pista do aeroporto ficou fechada por cerca de duas horas. Ninguém se feriu; Em 12 de junho de 2012, um pequeno avião monomotor Cessna 150 tombou para a lateral da pista durante pouso no Aeroporto da Pampulha. As duas pessoas a bordo não se feriram. A pista ficou fechada por cerca de meia hora.

Falcoaria

A falcoaria é uma arte milenar de treinamento de falcões e outras aves de rapina para caça. O Aeroporto da Pampulha foi o primeiro no Brasil a adotar essa técnica na prevenção de acidentes aéreos decorrentes da colisão de pássaros, a partir de 2007. São cinco falcões e mais três gaviões que sobrevoam a região do aeroporto com a missão de capturar garças, pombos, quero-queros e urubus, que são responsáveis por grande parte dos acidentes aéreos no mundo. Quando os pássaros atingem as turbinas, os aviões ficam desestabilizados, o que pode levar a sérios acidentes. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), até 2012, o número de colisões de aves nos aviões reduziu 30% desde que começou o uso da falcoaria na Pampulha.

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