Pesquisa · Mapa mental

Aeroporto Luís de Camões

O Aeroporto Luís de Camões, também conhecido como Aeroporto de Alcochete ou Novo Aeroporto de Lisboa, será um futuro aeroporto para servir o centro-sul de Portugal. Foi apresentado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro a 14 de maio de 2024 como futura substituição do Aeroporto Humberto Delgado, o principal portal aéreo internacional de Lisboa, muito devido ao seu esgotamento da capacidade. O aeroporto, que se localizará entre as fronteiras de Samora Correia (Benavente) e Canha (Montijo) e parcialmente ocupando parte do Campo de Tiro de Alcochete, deverá estar pronto entre 2034 e 2037, com capacidade para 45 milhões de passageiros, mais dez milhões do que o Humberto Delgado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
01

História

Discussão e planeamento (1969–1999)

A procura da localização para o novo aeroporto de Lisboa começou a 8 de março de 1969, com o Decreto-Lei n.º 48902 que constituía o “Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa”, com Marcello Caetano à frente da Presidência do Conselho. Esse gabinete publicaria três anos depois um relatório apontando 5 opções para a relocalização do aeroporto a ser estudadas, todas na margem sul do rio Tejo: Alcochete, Fonte da Telha, Montijo, Porto Alto e Rio Frio, com a última sendo a opção mais favorável para o novo aeroporto, prevendo-se que o fim da sua construção e eventual inauguração fosse feita nos finais de 1979 e princípios de 1980. Porém, a crise petrolífera de 1973, a revolução dos cravos em 1974 e a instabilidade política que se viveu nos primeiros anos após o 25 de Abril fez com que o projeto do novo aeroporto fosse suspenso.

Aeroporto da Ota (1999–2008)

Se o Novo Aeroporto de Lisboa tivesse sido construído na Ota, ficaria a uma distância de cerca de 48 km da cidade de Lisboa, ocupando uma área de cerca de 1400 hectares, bem maior que os cerca de 500 atualmente ocupados pelo Aeroporto Humberto Delgado. A capacidade do aeroporto seria de aproximadamente 70 movimentos de aviões por hora, quase duplicado dos atuais 38 no atual aeroporto (com previsão de expansão para 42). Teria cerca de 80 lugares para estacionamento de aviões, contra os 63 lugares da atual infraestrutura. Na Ota, a capacidade seria de aproximadamente 25 milhões de passageiros por ano contra os 16 milhões da Portela após a expansão prevista para 2009, e que atualmente seria menor que a capacidade atual do atual aeroporto. O Aeroporto da Ota teria 2 pistas paralelas com cerca de 3600 m de comprimento e 50 m de largura cada, enquanto o atual aeroporto tem também 2 pistas, não paralelas, uma com 3805 metros e outra com 2400 metros de comprimento, e ambas com 45 metros de largura. Esse novo aeroporto também permitiria que os aviões A380 da Airbus conseguissem pousar em Lisboa, algo que atualmente não é possível no atual aeroporto., com o Aeroporto de Beja sendo o único que tem essa capacidade em Portugal. De acordo com as previsões iniciais do XVII Governo Constitucional, se o aeroporto situasse na Ota, abriria portas em 2017, algo que não aconteceu.

Novas discussões e planeamento (2015–2024)

Em 2015, o governo de Passos Coelhos retoma a ideia do novo aeroporto e pede um novo estudo, sugerindo uma alternativa denominada "Portela+1", que consistiria na operação conjunta do Aeroporto Humberto Delgado e do novo aeroporto complementar no Montijo, que entretanto não chega a ser formalizada devido às eleições legislativas. Seria quatro anos depois, já sob o governo de António Costa, que este e a ANA assinariam o compromisso de financiamento de 1300 milhões de euros que confirmaria a construção de um aeroporto complementar no Montijo e a expansão do aeroporto da Portela, com as obras previstas estarem concluídas em 2022, faltando apenas a avaliação do impacto ambiental. Entretanto, a ANAC chumba a proposta devido ao parecer negativo dos autarcas da Moita e do Seixal.

Aeroporto Luís de Camões (2024–)

A 14 de maio de 2024, foi anunciado pelo governo de Luís Montenegro que o novo aeroporto de Lisboa será em Alcochete e será chamado de Aeroporto Luís de Camões. Foi também anunciada a Terceira Travessia do Tejo., com a confirmação oficial vinda a dia 27 de maio de 2024, quando o anúncio foi publicado no Diário da República. Em dezembro de 2024, a ANA - Aeroportos de Portugal estimou que os custos para a construção do aeroporto sejam de cerca de nove mil milhões de euros. Este custo representa um aumento de 47% face aos 6,1 mil milhões de euros estimados para a construção de duas pistas pela Comissão Técnica Independente. Em janeiro de 2025, a ANA estimou que o aeroporto abrisse em 2037 ou, no melhor cenário, 2036. Esta data é uma estimativa mais tardia em relação à estimativa inicial da CTI de 2030 e da estimativa do governo de 2034.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando